
Brasileirão 2026
Por: Ricardo Honório
Foto: Dido Henrique
A derrota no Atletiba colocou um ponto final em uma verdadeira maratona vivida pelo Coritiba. Em apenas 12 dias, o Verdão entrou em campo quatro vezes, uma média pesada de um jogo a cada três dias.
Mesmo com o tropeço no clássico, que naturalmente tem um peso diferente para o torcedor, o saldo da sequência não pode ser ignorado. Foram três vitórias em quatro jogos, sendo três delas fora de casa. Um desempenho que, em condições normais, seria bastante celebrado.
Mas o futebol não vive só de números. E foi justamente isso que incomodou o torcedor coxa-branca.
A expectativa criada pelas três vitórias consecutivas era de um time competitivo também no clássico. No entanto, o que se viu foi uma equipe apática, sem reação. Em nenhum momento o Coritiba deu sinais de que poderia buscar uma mudança de cenário, mesmo diante de um resultado adverso construído por ele próprio.
É inevitável olhar para o contexto. A sequência desgastante certamente teve impacto. Mesmo com alguma preservação de atletas na partida contra o Mirassol, ficou evidente que o time sentiu o peso físico. Faltou intensidade, sobrou cansaço.
Curiosamente, antes dessa maratona, o Coritiba teve uma semana livre após a derrota para o São Paulo no Couto Pereira. E foi justamente a partir desse intervalo que o time engatou sua melhor sequência na competição.
Agora, com a pausa da Data FIFA, o cenário volta a ser semelhante. Serão 10 dias até o próximo compromisso, contra o Vasco, tempo precioso para recuperar o elenco, ajustar detalhes e, principalmente, retomar o nível de atuação que havia animado o torcedor.
Fica a dúvida: o que pesou mais no clássico? O desgaste físico ou uma postura abaixo do esperado em um jogo que exige algo a mais?
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)