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Entre o desgaste e a frustração: o que explica o Coritiba no Atletiba?

Ricardo HonórioBrasileirão

Clássico encerrou uma maratona de 4 jogos em 12 dias e frustrou expectativa do torcedor Coxa-Branca.

Entre o desgaste e a frustração: o que explica o Coritiba no Atletiba?
Foto: Dido Henrique

A derrota no Atletiba colocou um ponto final em uma verdadeira maratona vivida pelo Coritiba. Em apenas 12 dias, o Verdão entrou em campo quatro vezes, uma média pesada de um jogo a cada três dias.

Mesmo com o tropeço no clássico, que naturalmente tem um peso diferente para o torcedor, o saldo da sequência não pode ser ignorado. Foram três vitórias em quatro jogos, sendo três delas fora de casa. Um desempenho que, em condições normais, seria bastante celebrado.

Mas o futebol não vive só de números. E foi justamente isso que incomodou o torcedor coxa-branca.

A expectativa criada pelas três vitórias consecutivas era de um time competitivo também no clássico. No entanto, o que se viu foi uma equipe apática, sem reação. Em nenhum momento o Coritiba deu sinais de que poderia buscar uma mudança de cenário, mesmo diante de um resultado adverso construído por ele próprio.

É inevitável olhar para o contexto. A sequência desgastante certamente teve impacto. Mesmo com alguma preservação de atletas na partida contra o Mirassol, ficou evidente que o time sentiu o peso físico. Faltou intensidade, sobrou cansaço.

Curiosamente, antes dessa maratona, o Coritiba teve uma semana livre após a derrota para o São Paulo no Couto Pereira. E foi justamente a partir desse intervalo que o time engatou sua melhor sequência na competição.

Agora, com a pausa da Data FIFA, o cenário volta a ser semelhante. Serão 10 dias até o próximo compromisso, contra o Vasco, tempo precioso para recuperar o elenco, ajustar detalhes e, principalmente, retomar o nível de atuação que havia animado o torcedor.

Fica a dúvida: o que pesou mais no clássico? O desgaste físico ou uma postura abaixo do esperado em um jogo que exige algo a mais?
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