
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Qual o fator primordial para essa derrota? Um primeiro tempo em que teve o domínio e chances de fazer o gol, um segundo tempo em que houve a marcação duvidosa do pênalti. E em relação à contusão de Pedro Morisco? “O principal fator da derrota foram as decisões da arbitragem, houve um pênalti claro não marcado no primeiro tempo. Houve uma constância das decisões da arbitragem contra o Coritiba, tanto no jogo anterior no Couto contra o Bragantino, quando foi expulso um jogador nosso e o pênalti não marcado hoje, além de um pênalti duvidoso marcado para o adversário. Tenho esperança de que, com a profissionalização da arbitragem, os árbitros se coloquem no mesmo nível de preparo e empenho que as equipes se colocam para cada jogo.”
Acha que achou a dupla perfeita na zaga, com Jacy e Maycon? “Foi um aspecto positivo, apesar da derrota, Jacy e Maycon demonstraram uma forte parceria defensiva. Tivemos a decisão tática de jogar com um bloco baixo a médio e focar nas transições, o que influenciou na escalação de jogadores para essa partida. As várias mudanças na escalação foram devido a lesões de jogadores e à necessidade de gerenciar seus minutos, em vez de escolhas puramente táticas. Estamos ainda com o impacto da exigente agenda de jogos e é importante selecionar jogadores com características específicas adequadas ao plano de jogo, como defesa forte e transições rápidas.”
A que atribui a falta de vitórias como mandante no Couto Pereira, e o que pode fazer para mudar isso? “Utilizamos jogadores que pudessem potencializar nosso estilo de jogo ofensivo. O retrospecto negativo da equipe em casa pode ser atribuído a fatores mentais e táticos, mas destaco o impacto significativo das decisões da arbitragem nesses últimos dois jogos da série A. Há a necessidade de uma abordagem passional e dedicada tanto da equipe quanto da torcida, ao mesmo tempo que faço críticas aos árbitros por não compreenderem a força do mando de campo do Coritiba. Tenho respeito pelos árbitros, mas os erros se concentram injustamente contra o Coritiba, portanto, só faço a exigência de justiça e respeito pelos esforços do Coritiba nesta Série A.”
Como viu a atuação dos dois laterais que entraram, Felipe Jonathan e JP Chermont? Como vê o problema de saída de jogo, principalmente quando o São Paulo subiu as linhas? “Apesar de não ter sido o ideal, os laterais que entraram tiveram um desempenho competitivo contra uma equipe forte, e foi positivo. O problema na saída de bola é um problema coletivo mais amplo, não se limitando apenas aos defensores. Enfrentamos dificuldades no início do segundo tempo, o que permitiu ao São Paulo impor melhor o seu jogo.”
Pode falar da parte tática do Coritiba, que na maioria das vezes, mesmo durante o mesmo jogo, pode mudar de um 4-5-1 para 4-2-4, isso torna a equipe mais ofensiva? É isso que pensa para o Coritiba? “A equipe sempre terá um ponto de referência para o ataque e a defesa, e os estudos estratégicos dos adversários determinarão a flexibilidade tática com base nos pontos fortes dos jogadores. Um exemplo é a utilização do Josué ou Ronnier em diferentes funções de meio-campo, dependendo do posicionamento do adversário, para criar melhor desempenho individual e benefício coletivo.”
Como pretende reagir, já que é o quarto jogo sem vitória do Coritiba, entre paranaense e brasileiro? Como reagir para tentar o objetivo do ano? “A equipe focará no trabalho e nos treinos, tivemos um tempo limitado de treinamento devido a um calendário apertado e à chegada escalonada de jogadores. O treinamento é um fator transformador e estabilizador para o desempenho, e agora teremos duas semanas para treinar com um grupo mais completo. O treinamento diário consistente e a elevação do nível de desempenho nos aproximarão de resultados positivos, é importante o equilíbrio entre os jogos e treinos, o que agora poderemos fazer.”
Em relação ao Morisco, que hoje completou 100 jogos com a camisa do Coritiba, e foi envolvido no lance capital do jogo, como vê a questão emocional dele? E física também, pois saiu com uma tipoia, devido à uma contusão no ombro? “Ainda é cedo para fornecer informações clínicas sobre a lesão do Morisco, pois ele precisa ser devidamente examinado. Morisco está emocionalmente equilibrado e bem-preparado para lidar com a situação devido ao seu conforto no clube e forte apoio familiar. No lance do pênalti marcado, ele teve uma disputa justa e não pode se arrepender disso.”
Próximo do fechamento da janela, considera o plantel pronto ou ainda necessita de reforços? “A composição do elenco é um "organismo vivo", em constante adaptação à disponibilidade de jogadores, mérito individual e necessidades coletivas. Um grupo de futebol nunca está realmente fechado, com possibilidade de chegadas ou saídas enquanto a janela de transferências estiver aberta.”
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)