As decisões da arbitragem comprometeram o jogo!
Confira o que disse o técnico Fernando Seabra na coletiva pós jogo, após a derrota do Coritiba para o São Paulo no Couto Pereira.
Acha que achou a dupla perfeita na zaga, com Jacy e Maycon? “Foi um aspecto positivo, apesar da derrota, Jacy e Maycon demonstraram uma forte parceria defensiva. Tivemos a decisão tática de jogar com um bloco baixo a médio e focar nas transições, o que influenciou na escalação de jogadores para essa partida. As várias mudanças na escalação foram devido a lesões de jogadores e à necessidade de gerenciar seus minutos, em vez de escolhas puramente táticas. Estamos ainda com o impacto da exigente agenda de jogos e é importante selecionar jogadores com características específicas adequadas ao plano de jogo, como defesa forte e transições rápidas.”
A que atribui a falta de vitórias como mandante no Couto Pereira, e o que pode fazer para mudar isso? “Utilizamos jogadores que pudessem potencializar nosso estilo de jogo ofensivo. O retrospecto negativo da equipe em casa pode ser atribuído a fatores mentais e táticos, mas destaco o impacto significativo das decisões da arbitragem nesses últimos dois jogos da série A. Há a necessidade de uma abordagem passional e dedicada tanto da equipe quanto da torcida, ao mesmo tempo que faço críticas aos árbitros por não compreenderem a força do mando de campo do Coritiba. Tenho respeito pelos árbitros, mas os erros se concentram injustamente contra o Coritiba, portanto, só faço a exigência de justiça e respeito pelos esforços do Coritiba nesta Série A.”
Como viu a atuação dos dois laterais que entraram, Felipe Jonathan e JP Chermont? Como vê o problema de saída de jogo, principalmente quando o São Paulo subiu as linhas? “Apesar de não ter sido o ideal, os laterais que entraram tiveram um desempenho competitivo contra uma equipe forte, e foi positivo. O problema na saída de bola é um problema coletivo mais amplo, não se limitando apenas aos defensores. Enfrentamos dificuldades no início do segundo tempo, o que permitiu ao São Paulo impor melhor o seu jogo.”
Pode falar da parte tática do Coritiba, que na maioria das vezes, mesmo durante o mesmo jogo, pode mudar de um 4-5-1 para 4-2-4, isso torna a equipe mais ofensiva? É isso que pensa para o Coritiba? “A equipe sempre terá um ponto de referência para o ataque e a defesa, e os estudos estratégicos dos adversários determinarão a flexibilidade tática com base nos pontos fortes dos jogadores. Um exemplo é a utilização do Josué ou Ronnier em diferentes funções de meio-campo, dependendo do posicionamento do adversário, para criar melhor desempenho individual e benefício coletivo.”
Como pretende reagir, já que é o quarto jogo sem vitória do Coritiba, entre paranaense e brasileiro? Como reagir para tentar o objetivo do ano? “A equipe focará no trabalho e nos treinos, tivemos um tempo limitado de treinamento devido a um calendário apertado e à chegada escalonada de jogadores. O treinamento é um fator transformador e estabilizador para o desempenho, e agora teremos duas semanas para treinar com um grupo mais completo. O treinamento diário consistente e a elevação do nível de desempenho nos aproximarão de resultados positivos, é importante o equilíbrio entre os jogos e treinos, o que agora poderemos fazer.”
Em relação ao Morisco, que hoje completou 100 jogos com a camisa do Coritiba, e foi envolvido no lance capital do jogo, como vê a questão emocional dele? E física também, pois saiu com uma tipoia, devido à uma contusão no ombro? “Ainda é cedo para fornecer informações clínicas sobre a lesão do Morisco, pois ele precisa ser devidamente examinado. Morisco está emocionalmente equilibrado e bem-preparado para lidar com a situação devido ao seu conforto no clube e forte apoio familiar. No lance do pênalti marcado, ele teve uma disputa justa e não pode se arrepender disso.”
Próximo do fechamento da janela, considera o plantel pronto ou ainda necessita de reforços? “A composição do elenco é um "organismo vivo", em constante adaptação à disponibilidade de jogadores, mérito individual e necessidades coletivas. Um grupo de futebol nunca está realmente fechado, com possibilidade de chegadas ou saídas enquanto a janela de transferências estiver aberta.”
