
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Como foi a semana de trabalho para este jogo em que o Coritiba voltou a vencer em casa, diante de mais de 28 mil torcedores? “Primeiramente quero exaltar a ótima atmosfera criada por 28 mil torcedores e a sinergia entre a torcida e o time, que foi crucial para a vitória. O Atlético teve muitos chutes, mas nossa defesa conseguiu neutralizar as chances, tornando o volume de chutes menos impactante do que a qualidade. O treinamento tático que a equipe realizou ontem no Couto foi prejudicado pelas condições do campo que não estão tão boas, um problema que está sendo resolvido internamente para restaurar o gramado ao seu padrão de excelência habitual. Apesar dos desafios, a equipe demonstrou grande atitude e esforço coletivo, mesmo com as dificuldades do jogo e garantimos uma vitória muito importante para nos mantermos nas primeiras posições da tabela”.
Qual foi a importância de poder repetir o mesmo time do jogo passado? “A repetição da escalação não é um objetivo principal, mas sim uma decisão baseada nas necessidades coletivas da equipe e no que acreditamos que o time precisa. A decisão de manter a escalação foi influenciada pelo bom desempenho da equipe no último jogo contra o Botafogo e pelo tempo de recuperação suficiente. Isso não será necessariamente uma constante, mas depende das necessidades coletivas para o próximo jogo, do desempenho individual e das exigências de cada adversário”.
Como viu o time, mesmo com pouca posse de bola, mas conseguindo a vitória? “Reconheço a dificuldade da equipe na posse de bola e na qualidade da construção das jogadas, especialmente no primeiro tempo. A estratégia utilizada pelo Atlético foi diferente dos jogos recentes, e isso nos criou dificuldades. A estratégia deles envolveu uma formação 4-1 para controlar a profundidade e o espaço entre as linhas, em vez de marcação individual. A equipe não conseguiu explorar as vantagens contra os pontas do adversário e foi frequentemente pressionada, levando a uma distribuição de bola menos eficaz”.
Sobre Pedro Rocha e Breno Lopes, que muitas vezes são criticados pela torcida, mas exercem função estratégica, e muitas vezes acaba não sendo vista pelo torcedor. “A imposição coletiva e o controle de jogo do adversário forçaram muitos dos nossos jogadores, principalmente os ofensivos, a sacrificar suas funções habituais. A equipe teve dificuldades em criar situações favoráveis para os atacantes devido à forte defesa do adversário, especialmente após os primeiros 20 minutos. As decisões tomadas durante o jogo, como as substituições, foram baseadas nas necessidades da equipe por energia renovada e competitividade, mesmo que não se alinhassem com as identidades táticas preferidas”.
Sente uma satisfação em ver jogadas de treinamentos, serem recompensadas com o resultado de hoje? “Poder competir na primeira divisão do Campeonato Brasileiro traz um senso de realização, especialmente para alguém com meu histórico. Tenho satisfação no trabalho da equipe, e destaco que o primeiro gol foi uma jogada planejada nos nossos treinamentos e o segundo refletiu a cultura agressiva da equipe para pressionar o adversário na defesa. Nossa equipe, que vem de uma Série B, tem oscilações, mas buscamos a consistência e solidez para garantir nossa permanência e longevidade na série A”.
O que pode falar sobre a provocação do Lyanco em relação ao Ronnier, esse que na hora do gol também provocou? “Quando um jogador escolhe provocar ou intimidar, ele está correndo um risco e pode enfrentar consequências negativas. O comportamento de um jogador em campo o torna sujeito a retaliação, o que é uma responsabilidade que ele assume”.
Como pretende administrar o elenco agora que tem uma outra competição pela frente, no caso a Copa do Brasil no meio de semana? “Vamos analisar o desgaste dos jogadores no jogo de hoje, tivemos um alto volume de deslocamento e de taxa de trabalho durante a partida. A equipe experimentou um esforço físico significativo e vamos avaliar a recuperação e as necessidades individuais de cada jogador. Utilizaremos o tempo disponível para tomar decisões sobre a escalação para o próximo jogo, considerando a estratégia que estudamos do adversário”.
O Coritiba foi cirúrgico hoje construindo a vitória, aproveitou as chances que teve. Isso serve de lição para os outros jogos em que a equipe, quando tem oportunidade precisar transformar em gol? “Após marcarmos o gol, a equipe se tornou mais conservadora, mas temos a necessidade de manter uma identidade competitiva e continuar ameaçando o adversário. Fizemos isso no jogo do Botafogo, onde estávamos ganhando e continuamos levando perigo. Hoje depois do gol, não estávamos levando perigo ao adversário, mas a eficácia foi crucial para garantir os três pontos, independente da posse de bola”.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)