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COXAnautas - Portal da torcida do Coritiba

Futebol: Razão x emoção

Futebol à granel.


01/07/2014 09h26
Fernando Schumak Melo

O Brasil é o celeiro do mundo. Grande produtor de safras recordes de grãos, comodities como soja, milho entre outros. Matéria prima nunca foi problema para o Brasil, vide os ciclos coloniais de pau Brasil, açúcar, café e borracha.

Assim também é com o futebol. Fazendas de futebol existem aos montes. Grandes e pequenas propriedades nas quais brotam, germinam, craques a todo momento. Uma terra fértil jamais desgastada pela monocultura futebolística.
A terra produtora, porém raramente fica com a melhor parte da produção. Os produtos “tipo exportação” são, obviamente, exportados ao que se chama preconceituosamente de primeiro mundo, para que lá façam propaganda das fazendas de craques brasileiras, num comércio sem erro, sem risco, e que só fez crescer.
Esse “sucesso” financeiro das fazendas na venda de seus produtos, bem como da seleção de produtos nacionais, fez com que elas não se unissem a fim de melhorar o produto interno. Mal administradas e endividadas, em que pese todo o sucesso na venda de seus produtos ao exterior, os consumidores locais são maltratados e tem de se contentar com o excedente de produção de baixa qualidade que mantém no estoque, e que são expostos nas vitrines estaduais e nacionais.

Isso, pois, uma fazenda não produz para outra fazenda brasileira, ou para a indústria nacional, produz com o objetivo do comercio exterior. Lucrativo, porém, insustentável.
Essa competição desorganizada entre as fazendas que não possuem controle central, uma vez que a cooperativa brasileira de fazendas se cuida única e exclusivamente do marketing futebolístico através do selecionado de produtos nacionais, faz com que o comércio nacional seja fraco, os produtos, de péssima qualidade, expostos em embalagens de péssimas condições.

Os consumidores nacionais, para não ficarem apenas com os produtos que caem dos caminhões antes de chegarem ao porto; para terem um gosto da melhor carne produzida, se obrigam a importar cortes melhores, de países como Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha. Que apesar de não se compararem ao Brasil em termos de agricultura futebolística, são especialistas na indústria de futebol, e agregam muito valor aos produtos que disponibilizam aos seus consumidores. Mais que vender produtos in natura, vendem o pacote completo, com um selecionado mundial de produtos, de forma organizada, em embalagens padrão da Federação Internacional de Fazendas Associadas.

Não é preciso dizer que comercializar matéria prima é infinitamente menos lucrativo que vender manufatura, bem como bem menos salutar à industria e ao comércio nacional. Assim, em que pese celeiro do mundo, não é o Brasil quem mais paga, muito menos quem mais lucra com os frutos dessa terra em que se plantando, tudo dribla.

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Um sonho possível.


18/06/2014 14h00
Fernando Schumak Melo

 / Foto: Fernando Schumak Melo



Segunda feira fui à arena da baixada ver o “grande” jogo de Ira x Nigéria. Como todos sabem o jogo foi uma desgraça, mas o entorno, a atmosfera, o clima de Copa é sensacional.

Fui com minha esposa, e chegamos lá cedo para tentar interagir com os torcedores das duas seleções. Acabamos tirando algumas fotos com alguns iranianos que estavam em bom número por sinal, e do meu lado sentou um Nigeriano com quem arrisquei uma conversa.

Do meu outro lado, acima e abaixo, atleticanos, paranistas, muitos coxas brancas com camisas e bandeiras do Coxa, flamenguistas, gremistas, todos em paz, bebendo suas cervejas, e debatendo o futebol.

 / Foto: Fernando Schumak Melo



Tentei achar explicações sobre por que não poderia ser sempre assim e não consegui. Tentei arranjar motivos para justificar a barbárie e a violência que assolam o futebol nacional e não consegui.

Depois de um tempo, percebi que de fato não existe justificativa racional, o cara que não consegue ver um jogo sem se importar com o resultado e sem ter como meta matar ou aleijar seu adversário, não é racional, é animal. É pior que animal, que, quando educado, se comporta melhor que estes assassinos do futebol.

Penso que entregar a segurança de um jogo de futebol ao Estado, e depois culpar a policia ou o clube pela briga é ridículo. Parece que somos crianças inconsequentes dependentes de um pai para nos cuidar e repreender, e sem o qual não sabemos nos comportar. Tinha é que deixar todos misturados, pra que fossem se agredindo e se matando até cansarem. Até eles próprios perceberem a imbecilidade do que fazem.

Continuar separando é continuar pondo combustível no fogo; é continuar justificando o erro que não se conserta pela separação, mas sim pela educação e pela convivência.

Enquanto isso não ocorre, você que acha que o futebol é tudo na sua vida, repense. Futebol não resolve a vida de ninguém, é um esporte, uma diversão, um passatempo. Algo para entretenimento, debate, nada mais.

Você que vive pelo time, tudo bem, só não extrapole o limite do teu corpo e tua mente, tentando enfiar no outro, a pontapés e sopapos, uma superioridade que só existe na tua cabeça infeliz.
Futebol é arte, é vida, é felicidade. É união e paz. Se fosse pra brigar, seria melhor termos coliseus ao invés de estádios, e trincheiras ao invés de arquibancadas.

Obs. A foto com os atleticanos está rasurada porque na empolgação do jogo esqueci de pedir permissão para publicar suas imagens. Peço perdão pela qualidade da edição, mas o paint é o aplicativo único que sou capaz de mexer para estes fins. Caso vejam esta coluna, amigos, favor me autorizar por email que coloco a foto original. Abraços!

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Tá na hora de tirar Alex?


26/05/2014 16h30
Fernando Schumak Melo

Qualidade o Coxa nunca teve muita, mas a impressão que se tinha era que com a chegada de Roth, a pegada mudaria, e o Coxa tiraria pontos com garra e vontade. Não foi o que ocorreu.
Quando sem Alex, empatamos contra o Santos jogando bem, e vencemos a Caldense, pudemos supor que quando o craque voltasse o time deslancharia. Não foi o que ocorreu.

Na verdade, o Coxa piorou depois que Alex voltou. Tá certo que perdemos Gil e Robinho, que ao menos corriam com disposição e um pouco de talento, mas é impossível deixar de notar que o meio campo carece não só de criatividade, mas de vontade e disposição.

Alex é craque, mas em fim de carreira, se salva fazendo um gol, colocando alguém de frente à meta adversária, e não precisa correr muito durante o jogo pra fazer isso. O problema é que esse seu estilo parece contagiar o resto do time. Todo mundo quer cadenciar igual Alex.Quando alguns diziam que Alex ditaria o ritmo do time, era pra ser uma coisa boa, mas não está sendo. De nada adianta maestro sem música, sem gente pra carregar o piano.

Roth tem que colocar na cabeça da boleirada, que, quem não tem história, não tem talento, tem que ter garra, vontade, determinação. E, se perceber que ainda sim, Alex causa prejuízo à evolução do time, que tire o craque. Coxa branca e profissional exemplar que é, saberá muito bem compreender o que é melhor para o time no momento.

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# Vai pra Copa que te pariu!


16/05/2014 11h14
Fernando Schumak Melo

Sinceramente, alguém tinha dúvidas com relação às mazelas sociais e financeiras que adviriam ou seriam ressaltadas com a Copa do Mundo? Alguém duvidava da corrupção?
Alguém tinha dúvida de que maquiavelicamente, burlando regras, e relativizando o conceito de interesse público, tudo seria feito ao padrão FIFA?

Nem a FIFA tinha dúvidas disso. Aliás, ela tinha certeza de que os políticos brasileiros seriam capazes e eficazes na consecução destes fins festivos. É muito mais fácil à FIFA, como à ONU, FMI e etc., lidar e impor sua vontade a países imensos e de educação rasa, como Brasil e África do Sul, ou teocracias e semi-ditaduras, como Russia e Catar, do que com desenvolvidas democracias.

Agora, com o que ela não contava era com a incompetência dos governos na entrega de exigências básicas, aliada à densa burocracia brasileira, mesmo mitigada pelas leis eventuais da Copa.
Alguém acreditou quando Ricardo Teixeira garantiu a copa totalmente com recursos privados? Alguém questionou? De 2007 a 2013, as críticas foram espaçadas, dispersas, e o apoio ao status quo forte, unido, garantido pelas mídias estatais, pelas particulares que se servem do estado, e pelos talismãs oportunistas como Ronaldo, Bebeto, e o eterno “xodó” da publicidade, Pelé.

Mesmo depois do fracasso do Pan 2007, (lembram?), não houve protestos significativos quanto à candidatura do Brasil como sede do mundial. Agora não me venha você, depois de podre o cadáver, me mandar emails de protestos. Não seja hipócrita de postar na sua rede social “#vemprarua” “copapraquem” ou coisa que o valha.

Protestar a esta altura do campeonato é tão vergonhoso quanto não tê-lo feito em 2007. Você que já está catalogando alvos para apedrejar e demonstrar toda sua coragem-covarde diante das lentes de todo o mundo, não é diferente dos monstros que atiram balas, pedras, paus, e vasos sanitários em seus semelhantes. Aliás, apesar da tristeza pela vítima, o caso do vaso sanitário é emblemático, porque, literalmente, quem atira e quem recebe, só pode ter merda na cabeça.

ROUPA SUJA SE LAVA EM CASA. Já bastam a incompetência e a imbecilidade dos governantes. Não deem mais margem para que o mundo fale ainda mais mal do povo brasileiro. Sair às ruas em dia de jogo é para quem quer aparecer. É oportunismo de movimento social que infelizmente ganhará combustível partidário diante da corrida eleitoreira que se avizinha. Não se renda a isso. Raciocine. Não é o mundo que precisa ver nossa força e nossa garra; apenas nossos governantes.

A copa está aí. Inês é morta. Ao menos mostremos civilidade. A dignidade de uma nação está em jogo. Não peço a você que se encha de um patriotismo repentino e pendure a bandeira brasileira na janela, como um corta-luz que ofusca a realidade triste que vem do lado de fora. Peço que tente aproveitar em paz o momento. Tirando tudo o que foi dito acima, pra quem gosta de futebol como nós, é um puta momento histórico. Discutamos táticas, bebamos cervejas nos estádios, e mostremos que é possível beber sem quebrá-los. Recebamos bem os gringos, conversemos com eles, façamos nossos filhos aprender o quão lindo pode ser o esporte. O quão mágico é o futebol.

O momento de protestar é em outubro, não em junho, nem em julho.

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Vilson, futuro presidente da CBF?


08/05/2014 09h03
Fernando Schumak Melo

Paulo paixão, da seleção, nosso comandante do setor físico. Pracidelli, preparador de goleiros da seleção. E agora, Vilson, chefe da delegação canarinho no mundial.

Cargo meramente simbólico? Pode ser. Mas antes de entrar no mérito da discussão é preciso reconhecer, que, o nome do Coritiba está e estará em evidência durante toda a Copa. Todos os meios de comunicação nacionais e internacionais que mencionarem a origem do comandante em chefe das forças nacionais, terá de falar do Estado do Paraná, de Curitiba e, o melhor, do Coritiba.

Não conheço Vilson como pessoa, porém é notório que o homem é ambicioso, e, diante das alianças e comprometimentos que vem fazendo, não me surpreenderia que dentro em breve se tornasse presidente da CBF. Sair do interior do Paraná para virar executivo de sucesso, depois Presidente do maior clube do Estado, o seu clube do coração, e agora ser chefe do esquadrão nacional rumo ao Hexa, são provas cabais das ambições do homem que comanda o nosso clube.

Isso é bom principalmente para ele, óbvio. Mas, de revesgueio, é bom para o futebol paranaense que é carente de figuras públicas notórias. O Petraglia é notório, mas é malquisto, ninguém o suporta, então jamais será líder, salvo pela força. Num mundo onde não há mais espaço para revoluções, a mudança tem de vir de dentro, e o Estado do Paraná e o Coritiba, através do Pres. Vilson, parecem estar entrando na seara política do futebol com algum poder de fato.

Espero que as ambições do nosso mandatário não sejam meramente eleitoreiras, ou seja, tomara que ele não se candidate a nenhum cargo nas próximas eleições, e mantenha sua carreira no limite entre o privado e o público, tentando mudar o futebol da única maneira possível, por dentro.

Não é de uma facada que os cânceres de nosso futebol precisam, mas sim de um lavagem estomacal, processo interno de expurgo das mazelas e limpeza das falcatruas. Mas para isso não pode Vilson ser corrompido pelo sistema. Não sei nem se é essa a intenção de Vilson, curar o futebol, posso estar sendo extremamente inocente, mas, enfim, temos de acreditar.

Se não mudar o futebol, que ao menos o sucesso deste coxa-branca, reverta-se em dividendos ao Coxa. Pois, Vilson sabe que nossa seleção treina na Graciosa e joga no Couto.

http://www.gazetadopovo.com.br/copa2014/conteudo.phtml?tl=1&id=1467291&tit=Chefe-presidente-do-Coritiba-pretende-blindar-time-de-politicos

http://globoesporte.globo.com/pr/copa-do-mundo/noticia/2014/05/novo-chefe-da-delegacao-da-selecao-vilson-ribeiro-tem-perfil-empresarial.html

http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,presidente-do-coritiba-chefiara-a-delegacao-da-selecao-na-copa-de-2014,1163411,0.htm

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3 pontos 3 jogos 0 saldo


05/05/2014 12h36
Fernando Schumak Melo

Dois jogos fora de casa e nenhuma derrota.
Ok, nenhuma vitória. Mas ninguém vive só de glória,
Desde quando isso não ocorria?
É essa a estatística que me dá alegria.

Ontem, Gil jogava demais. Corria, dobrava a marcação junto com Carlinhos e tabelava na frente. Quando saiu, pensei, o que será de nós?

Entrou Geraldo. Ponto para Roth, que percebeu já no primeiro tempo que dava pra ganhar. Até porque Geraldo não é mais aquele talismã de fim de atletiba. Evoluiu muito como ponta, e na recomposição defensiva.

Eis que então cai ao solo Robinho, pensei eu, fud...
Quando Norberto, o símbolo maior do fracasso da breve era Dado Cavalcanti entrou então, tive certeza de que estávamos perdidos. Mas não.

Jajá, Almeida, Claro, e Moacir (V. Ferraz que se cuide), todos jogaram bem. Baraka Obama, seguro como sempre, suportaram bem as baixas e preencheram as lacunas deixadas pelos contundidos. Destaque especial para Chico, que até fez gol sem tocar na bola. Coisa de gênio.

Vanderlei é aquela coisa né, uma no cravo outra na ferradura. Foi bem até o fim, quando falhou no segundo gol dos bambis. Tá certo que deixaram o morto do Ganso dar aquele passe, tá certo que o Lucas chegou meio tarde, mas, porra Vanderlei, você nunca sai do gol, tinha que sair logo ontem?

Enfim, semana cheia de trabalho. Não sei qual o grau das lesões de Gil e Robinho, mas se contarmos com eles para o próximo domingo, e contando também com o retorno de Alex, meu time seria: Vanderlei, V. Ferraz (Moacir), Claro, Almeida e Little Charles. Obama e Gil. Robinho, Alex e Now-now e Zé Love. 4-2-3-1, ou 4-5-1, com forte poder de marcação e agudo no ataque. Pra cima deles Verdão!

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Aplausos


28/04/2014 13h00
Fernando Schumak Melo

Para a torcida, dedicação, empenho, talento, vontade valem muito mais do que três pontos. Tanto é verdade que o Coxa saiu aplaudido sábado do gramado do Couto.

Para o campeonato, é óbvio que o melhor seria ter vencido, porém, a previsão que se pode fazer é de melhora. A expectativa que se pode ter, a partir do empate injusto contra o Santos é esperançosa.
Falar a partir de um jogo é complicado, então tomemos por base os últimos três. Nenhum gol sofrido, e dois marcados. Nenhuma derrota, com dois empates e uma vitória. É cedo, claro, mas a invencibilidade e a regularidade são duas características desta ainda breve era Roth.

Sobre o jogo último, belas atuações. Começando pelo treinador, passando por Gil, Zé Love, Robinho e Jajá.
Jájá que apesar de corpulento e meio desengonçado, aparenta ser talentoso, daqueles que limpam e clareiam a jogada. Sua corpulência, em verdade, até ajuda, na medida em que o marcador não espera alguma jogada de habilidade e agilidade, e acaba sendo surpreendido

Claro e Almeida, que já eram bons, agora ajudados por Baraka, passam muita segurança. A qual Vanderlei ainda precisa de nós reconquistar, mas ao menos não tem comprometido.

Quarta temos o confronto pela Copa do Brasil contra a Caldense. Caldense que já foi campeã de Minas em 2002 e tem mais de 11mil sócios, como diz seu site. É um clube antigo, respeitável, porém é claro que o Coxa é amplamente favorito, e pode, inclusive evitar o jogo da volta. Talvez já tenhamos Alex, mas, se não tivermos, está provado que existe vida sem o craque. Uma vida com menos brilho, mas vivível.

No alto de tantas glórias, brilha um novo Sol de esperança. Nova união à vista entre aquela que nunca abandona e o da alma guerreira. Quando estes dois estão unidos, são insuperáveis!

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Melhora. Melhorias. Valle de lágrimas.


21/04/2014 12h07
Fernando Schumak Melo

Melhora.
O time que vi contra o Cene já foi melhor do que todos os que vi sob o comando de Dado. Destaque para Baraka, muito bem à frente da zaga, atuando muitas vezes, como terceiro zagueiro, atrás de Leandro Almeida, e Claro, dando o suporte necessário para que Carlinhos, que até fez um gol, bem como Ferraz, cheguem ao ataque. Julio Cesar, que muitos recriminam, pra mim é bom jogador. Seu esforço e luta compensam a deficiência técnica. Esse time agora invicto, com cada peça em seu devido lugar,adicionando Alex que botará esse povo todo pra correr com suas enfiadas precisas, pode nos dar alegrias neste ano.
Ainda, a escola de Roth é a gaúcha, a sulista, ou seja, malandragem pouca e guerra muita. Estilo copeiro que além de agradar a torcida, é muito útil também nos jogos fora de casa do Brasileirão.

Melhorias.
O homem não deve mudar de opinião como quem muda de roupa, mas, ao mesmo tempo, deve ter a maturidade de assumir seu novo pensamento e a coragem de concordar inclusive com seus debatedores, sob pena de ficar preso eternamente em si mesmo e não evoluir.
Quem acompanha minhas colunas sabe que eu fiquei realmente chateado quando soube que as obras do Setor Pro Tork não seriam apenas melhorias aos mauaenses, mas significariam sim a criação de um novo setor vip.
Porém, na última quarta, no jogo contra o Cene, ao olhar para as obras, e vê-las andando em pleno vapor, fiquei extremamente satisfeito. Quando outrora estava chateado, pensava apenas em mim, e nos torcedores que me acompanhavam na Mauá. Mas, quarta, deixei o egoísmo de lado e voltei a pensar no Coxa, na instituição e no futuro. No quão bom será se o setor for um sucesso de vendas, possibilitando quem sabe inclusive uma reforma total, ainda que paulatina de todos os setores. Já imaginaram as duas curvas do Couto virando retas bem próximas aos gols, como em Stanford bridge ou Old Trafford, por exemplo? Novos setores nomeados e construídos pela iniciativa privada paranaense, completando um estádio fruto do sonho alviverde? É o que sonho.

Valle de Lágrimas.
O futebol morreu um pouco no sábado. Não sou do tempo do Luciano do Valle da Globo. Infelizmente, sou mais do tempo de ouvi-lo ao lado de pseudo jornalistas e comentaristas como Neto, Milton Neves e os outros da Band. Pra mim era muito triste ver um gigante do jornalismo, lenda viva como Silvio Luiz e Osmar Santos, ladeado por “ninguéms”. Gostaria de tê-lo visto ainda quem sabe numa ESPN, numa FOX, que, apesar de não fugirem do eixo, tem ao menos um pouco mais de compromisso na qualidade de suas transmissões, isenção em suas opiniões, bem como dão um pouco mais de liberdade aos seus jornalistas comandados. Enfim, vá com Deus Luciano.

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O Roth falando do rasgado


13/04/2014 17h09
Fernando Schumak Melo

Quem lê minhas colunas sabe que eu sou contra os estaduais. Penso que copas regionais bem tratadas e com maior organização e visibilidade, seriam muito mais interessante aos torcedores e aos times. Vide a copa do nordeste. Sucesso de público e renda.

Mesmo assim, não deixo de ficar feliz com a final interiorana do nosso campeonato. Ver um estádio do interior quase sem camisas de times dos rios (grande e janeiro), e são Paulo, quase me deu a certeza de estar no estado do Paraná.
Sobre os times da capital não estarem na final, nada mais natural. Com o atlético descompromissado, o Coxa atribulado e desorganizado, e o Paraná dando o melhor e se esforçando ao máximo, não poderíamos ter desfecho diferente.

Escrevo isso antes da taça ter dono, e, na verdade pouco importa quem o for. Torço para que o interior mantenha-se forte, principalmente nas divisões nacionais de acesso, nas quais o estado do Paraná só nos envergonha.

Celso Roth, Paulo Paixão e companhia estão na área. Tá bom pra um time que não paga em dia, direitos de imagem ainda que não prometidos, não é mesmo? Pra mim, se existe, ou de onde surgiu tanta grana repentina não importa. O fato é que temos uma virada de rumos no alto da glória. As apostas com o supedâneo de ser o melhor à saúde financeira do clube chegam ao fim. O artesanato deu lugar ao bom e velho medalhão.
Não me entendam mal, penso que o momento do Coritiba precisava disso. Mas que o tal projeto tal qual apresentado em 2010 chegou ao fim, isso chegou, o que pode vir a ser ótimo para nós Coxas.

Desejo toda a sorte do mundo ao Celso, um cara capaz de pôr brio nesse time meio que sem tesão do Coxa. Ao Paulo Paixão, que talvez tenha a missão mais difícil - evitar as amputações deste campo minado que é o Couto e o CT da Graciosa - meu total respeito e confiança.
Estou ansioso para voltar ao Alto da Glória. Que quarta-feira chegue logo. Agora que a “brincadeira” acabou, é hora de separar os homens das crianças.

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Lógica empresarial


02/04/2014 12h25
Fernando Schumak Melo

“O Coritiba tá sem clima.” “Precisa de alguém pra passar a mão na cabeça dos jogadores”

Duas frases que ouvi da imprensa nesta semana de eliminação Coxa.
Então pergunto aos senhores e senhoras:

O seu chefe, gerente, encarregado, algum dia passou a mão na sua cabeça? Todo dia o clima no seu ambientes de trabalho é dos melhores? Seu chefe é carinhoso com você, sempre pergunta como está sua vida, família e filhos? Se ele pode te ajudar com alguma dívida? Seus colegas de trabalho sempre te ajudam e são legais com vocês?

Se a resposta for não, nada mais natural. Não natural seria você deixar de fazer o seu trabalho, por falta de “clima”.
Agora, se o teu chefe não te paga, ou não lhe dá meios para realizar o seu trabalho, aí sim é de se concordar que seu trabalho reste prejudicado. Como entregar o relatório se a internet caiu e a impressora está sem tinta?

Contrariando tudo o que a imprensa erroneamente diz ser a necessidade do Coxa, Alex disse hoje, segundo a Gazeta: "É uma relação de empregado e patrão". Ponto.

E nessa lógica empresarial, onde o Coxa é a empresa, os jogadores os funcionários, o que seríamos nós torcedores?

Consumidores e acionistas. Como consumidores, temos o direito de reclamar pelo produto que nos vem sendo ofertado. Em verdade, a propaganda enganosa é o grande problema. A imagem vendida de um time forte e clube austero não se coaduna com a deficiência técnica dentro de campo e a financeira fora dele.

Como acionistas, o que pode nos dar alguma esperança é a saída precoce do Paranaense. Se no ano passado a empresa alviverde obteve lucro no primeiro semestre (isso se considerarmos o título estadual como lucro), mas no segundo só teve prejuízo, quem sabe este ano, com algumas mudanças de estratégia, o gráfico de lucros seja ascendente.

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