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COXAnautas - Portal da torcida do Coritiba

Futebol: Razão x emoção

Nada de novo no front


09/01/2014 10h18
Fernando Schumak Melo

Gostaria de poder fazer uma coluna mais alegre do que a última de 2013, mas não posso. O verão de 2014 insiste em se esconder atrás de antigas nuvens de fumaça e enxofre que há anos assolam o futebol e o Brasil como um todo.

No ano da Copa, quando os olhos do mundo voltam-se para nós, entre os pilares dos elefantes brancos e os entulhos dos coliseus inacabados, corpos de trabalhadores. A ONU tem de intervir no Reino dos Sarneys, a fim de parar com o genocídio e com o holocausto prisional que assola aquele feudo. Bashar AL-Assad é café pequeno perto dos ditadores brazucas que imperam carregando a democracia no bolso.

Ontem escutei na CBN que um advogado Vascaíno entrará na Justiça para tentar anular o prélio contra o Atlético, e ainda obter uma indenização. Notícia como essa me enoja, porque, de fato, todo cidadão tem direito de acessar o Judiciário, mas no presente caso, trata-se de mero oportunismo. Tentativa de enriquecer ilicitamente, conturbando ainda mais o cenário futebolístico nacional. O pior é que, se esse processo cai no colo de um Juiz descompromissado com a verdade, quiçá vascaíno, pode vir a ter sucesso.

A CBF cogita um campeonato com vinte e quatro clubes, a fim de acomodar os egos caídos mas ainda crentes de que a mesa será virada. O que seria de um certame com 24 clubes, num ano já encurtado pelo circo da FIFA?

Os jogadores, as peças mais bem pagas e mais mal tratadas deste tabuleiro de xadrez velho e carcomido, ameaçam não entrar em campo se o Cacique Ancião não aprender a ter bom senso.

E pra não dizer que não falei do Coxa, nossa lista de dispensa é maior que o rol de reforços. Ou seja, um ano novo a fim de corrigir os equívocos do passado. Pelo menos, ao contrário de 2013, nosso tombo será do tamanho de nossa expectativa. E se o sucesso vier, a felicidade será uma deliciosa surpresa.

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Por um Brasil menos legal.


23/12/2013 13h00
Fernando Schumak Melo

Eu sou advogado e tenho muito orgulho de minha profissão.  Procuro não ser como Santo Expedito, advogado de causas impossíveis. Trabalho sempre pelo acordo. Pelo meu menor estresse, pela resolução melhor e mais rápida das lides. Parece um contrassenso, mas aprendemos já nos primeiros dias de faculdade que justiça é uma coisa, e direito é outra. Que este, é, ou, ao menos deveria ser, o instrumento para obtenção daquela. Aprendemos que para filósofos como Kant, o mundo perfeito, repleto de virtuosos, não precisaria de advogados. E ele tem razão.

Porém, enquanto não desenvolvemos este espírito de de decência e retidão, precisamos de leis.E nós, brasileiros, precisamos de muitas leis extremamente complexas. Isto porque as leis aqui não servem apenas para regular determinado procedimento ou ocorrência, mas sim tentar controlar a latente imoralidade do povo. Povo em todas as suas dimensões: cidadão, governo e tribunais.

Difícil se cumprir a lei, quando os seus “usuários”, não buscam a regra, mas sim a brecha, a exceção. Não à toa existe a seguinte máxima, tão antiga quanto o próprio direito: “aos amigos, tudo, aos inimigos, a lei.”

Foi isso que ocorreu na 39ª rodada do brasileirão. A Lei se cumpriu, rebaixou a Portuguesa, e resgatou o Fru. A portuguesa errou, e não se pode negar que decisão do STJD é legal. Mas é moral? É equânime e justa?
O problema é que fica a impressão de que, se fosse ao contrário, a decisão seria outra. Se fosse o Corinthians, o Flamengo ou outro integrante do eixo, a decisão seria outra. Como foi a Lusa, a lei se cumpriu. Fez-se a regra, não a exceção. O futuro dirá se o que o STJD fez neste caso foi cumprir a regra, ou abrir uma exceção.

Mas o pior de tudo foi ver torcedores do time carioca, na entrada do Tribunal, como se arquibancada fosse, pulando e vibrando com cada voto dos auditores, como se fosse um gol. Ao final, celebraram a goleada de 5x0, que lhes deu o “título”. Título de um tapetão ainda sujeito a ser rasgado pelo pleno. Tenho nojo desses torcedores, mas não serei hipócrita. Fosse o Coxa na situação dos cariocas, é óbvio que ficaria feliz, mas não a ponto de festejar.  Um tanto quanto envergonhado, respiraria aliviado. Mas os cariocas parecem mais a vontade com jeitinhos, e enjambres.

Não sei como terminará esta situação e nem quero saber. Fico triste porque Direito é meu ofício, e ele não deveria se meter no meu lazer: o futebol. Fazer o quê... Fato é que este caso é reflexo do Brasil como um todo, um país extremamente legalista, hipócrita, imoral e injusto. Onde a relatividade é a mãe das atitudes. Onde as instituições mais lúdicas são pervertidas por seus membros. Onde as melhores ideias são estupradas pelas mentes impuras da ganância, da corrupção e do ganho a qualquer custo. Jamais se verá um país exalando perfume, se seu povo fede chorume.

Termino minha participação neste glorioso espaço em 2013, da mesma forma como terminou o campeonato, melancólico. Torcendo por um Brasil mais moral e menos legal.

Boas festas a todos! Saúde e paz, que do resto a gente corre atrás!

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Feira das vaidades


11/12/2013 09h50
Fernando Schumak Melo

Sempre tive respeito pelo presidente. Por sua coragem de assumir a bronca após a queda em 2009, e por todo o “projeto” que nos foi apresentado, inclusive com relação ao “paranismo” no melhor sentido da palavra, quando da ação “amo minha terra, torço pelo meu Estado”.

A admiração cresceu com o título da serie b, e com os fracassos na Copa do Brasil. Admiração por fracassos? Sim, pois, quando se perde com dignidade, com luta, podemos e devemos nos orgulhar do trabalho realizado.
Não coloco em dúvida em nenhum momento o caráter, tampouco a paixão do presidente pelo Coxa, mas é impossível deixar de perceber que a vaidade, falou mais alto que a razão.

Trazer medalhões, nunca deu certo no Coxa, tampouco atletas conhecidos por seus hábitos noturnos.
Não teria sido melhor manter E. Ribeiro, Rafinha e Emerson ao invés de trazer tantos?
Mas isto faz o presidente que quer deixar marca, um histórico, e querer fazer isso em detrimento da razão, é vaidade.

Remendar mais uma vez o Couto, ao invés de continuar lutando por um novo estádio, é pura tentativa de deixar marca, um legado, e isso é vaidade. O pior não é só remendar, é elitizar o remendo, como se fosse o suprassumo da modernidade no que tange a estádios. Vender o remendo como sonho da torcida. Se o novo remendo ao menos viesse acompanhado de um projeto maior, ambicioso e concreto de remodelação de todos os setores do Couto, ainda que paulatinamente, tudo bem, mas nem isso...

Mas não foi só do presidente a vaidade que nos causou mal. Tivemos vaidades e egos de sobra no "elenco". Vaidosos jogadores já consagrados com a vida ganha e que pouco ou nada contribuíram para o nosso sucesso.

Vaidosos fomos nós também torcedores ao nos enganarmos com as rodadas iniciais e fecharmos nossos olhos à realidade de que aquilo era pura ilusão, nuvem passageira. Parabéns aos que, ao contrário de mim, não se deixaram enganar. Parabéns aos que desde o início previam o pior dos mundos: Coxa rebaixável, Atretis na libertadores e Marcelo Oliveira campeão brasileiro.

Vaidade ou pura cobiça do grupo de empresários que gerencia quase todos nossos atletas e o ex-treinador, que privilegiava Ibérbias, Julios Césares, Emerson Santos e outras feridas em detrimento de alguns bons valores da base, que, em que pese não serem lá grande coisa, são melhores que os ditos “tituL.A.res.”

Tivemos mais sorte que juízo, com um time sem qualidade,sem padrão de jogo, e muitas vezes sem alma, sem vontade e sem tesão em campo, permanecemos na elite. O recado de Alex ao presidente é o recado da torcida. Que se cumpra o planejamento! Que se privilegie a qualidade ao contrário da quantidade. O meu recado é o seguinte: Esqueça o título estadual. Faça do campeonato local uma pré-temporada, garimpando promessas e apenas treinando a equipe principal. Chega de títulos ignóbeis e de encher a prateleira com troféus de lata. Não precisamos de qualquer título, precisamos de projeção nacional e internacional. Tragam valores à altura dessa torcida, que em Itu deu um show, e não merece mais um ano de enganação e sofrimento.

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“Só” mais 3...


06/12/2013 08h58
Fernando Schumak Melo

Eu não sou daqueles que pensam em parar de pagar o sócio caso o time seja rebaixado, Daqueles que vai embora do estádio quando o time está jogando mal. Não sou daqueles que gosta de xingar os atletas desde o início, como também não sou daqueles que quer tudo a favor do Coxa, seja certo ou errado. Quando estamos impedidos, estamos impedidos ora; se fizemos falta, fizemos falta e pronto.

E nestes momentos de tensão e extrema periculosidade, procuro pensar na instituição, no clube, na história, no pavilhão, nas cores. Deixo de lado as pessoas, o momento, e presto atenção no sentimento, naquele único e inexplicável que me faz estar no Couto, faça chuva ou faça Sol, que me faz largar a família e o trabalho às vezes mais cedo, para sofrer e vibrar em prol de, em prol de, nem sei do que...

O campeonato já era, que se deixe o passado para trás. O que está em jogo é o futuro, a honra de um elenco, a cabeça erguida de uma nação. Nação que está contigo Coritiba, com fé e paixão tão grandes, enormes, imensuráveis!
Disputem cada bola como um prato de comida. Entrem em divididas como se fosse a última da vida. Sangrem e suem até ensopar o gramado, e turvar as vistas do adversário. Gritem nas arquibancadas o último grito de 2013, e que seja de felicidade. Roam as unhas fronte à tv e o rádio, e torçam para que o apito final da vitória, não lhes interrompa o ritmo do miocárdio.

ANIVERSÁRIO

No dia 06 de dezembro de 1984 nascia aquela que viria a se tornar minha eterna namorada. Obrigado por ter nascido, e ter me encontrado. Perdoe-me pelos momentos de ausência dedicados à música, ao Coxa e ao futebol como um todo. São meras paixões, só você é amor! Parabéns Mila!

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Tá ruim, mas tá bão?


27/11/2013 08h00
Fernando Schumak Melo

No limite da técnica, o Coritiba arrancou um empate dos Colorados. O time não deixou de cometer os erros de sempre, de demonstrar a qualidade escassa de sempre, a ausência de arremates, a solidão criativa de Alex, e a insegurança de Vanderlei. Porém, demonstrou um pouco mais de respeito, vontade, enfim, o mínimo que se espera de um profissional em qualquer área.

Tcheco é um jogador à beira do gramado. Não tenho condições de dizer se ele entende de técnica, de tática, muito menos se tem didática para passar isso aos seus alunos, mas o fato é que de vestiário ele entende, e motivação é tudo o que nos resta. Digo isso, pois, se passamos um ano todo sem padrão de jogo não seria em duas rodadas que acharíamos este que foi para nós o ponto G de 2013.

O Coritiba está mais uma vez sobre os nossos ombros nação alviverde. E nós temos duas missões esta semana. A primeira, e mais importante, apoiar e incentivar o time, o treinador, e, se, não quisermos ver paratiba na B ano que vem, lotar o Couto domingo. Ganhar nossa permanência no campo, com dignidade, preservando o pouco de orgulho que nos resta. A segunda é rezar pelo bendito eixo do mal! Campeão a contragosto, já basta o Marcelo Oliveira...

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Esse não é meu Coritiba...


18/11/2013 14h30
Fernando Schumak Melo

Existem várias explicações para esta catástrofe alviverde: falta de elenco, descompromisso do elenco, festas e baladas, departamento médico, etc. e etc.

Mas o desinteresse dentro de campo dos atletas disponíveis é inexplicável.

Sabe, tudo bem que perca, tudo bem que não conquiste nada, tudo bem que caia, ”tudo bem”. Eu, assim como outros tantos, continuaremos torcedores, sócios, frequentadores e tudo mais. Mas o que eu não admito é a falta de vontade, o desinteresse, o “estou nem aí” que nossos jogadores demonstram dentro de campo.

É doído. Porque nós torcedores, nós que somos esta instituição centenária, nós que amamos este Clube impessoal e atemporalmente, jamais jogaremos a toalha. Mas a cada rodada percebemos que aqueles que recebem para defender a nossa honra, já jogaram faz tempo.

De que adiantou o Green Street Hell? Nada! De que adiantou a troca de treinador, queda do Ximenes e os “puxões” de orelha do Dr. Vilson? Nada!
Este time é frio, tem sangue de barata, nada mexe com eles. Nem a alegria, nem a euforia, nem a nossa dor e sofrimento.

O que vocês querem? Do que vocês precisam? Você que fala tanto de bom senso, que fala da Globo, da CBF, disso e daquilo, fale alguma coisa! Venha a público dizer o que falta e do que vocês precisam. Quem sabe a gente possa ajudar.

Ah, e pra finalizar, vocês viram a última do grande reforço pra esta temporada?

Acessem: http://www.gazetadopovo.com.br/esportes/coritiba/conteudo.phtml?tl=1&id=1426126&tit=Atacante-Bill-estava-em-carro-abordado-pela-PM-por-dar-cavalos-de-pau.

Mais uma prova do comprometimento desse grupo com a causa Coxa Branca. Quer dizer, não basta jogar mal, fazer um gol em 16 jogos, tem que deixar bem claro e esfregar na nossa cara que está cagando e andando com tudo.

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Cada um por si FC


14/11/2013 12h30
Fernando Schumak Melo

Eu acho muito lindo a união dos atletas de futebol por melhores condições de trabalho, por menos jogos, e etc. Acho lindo e também um avilte à nossa inteligência que a discussão se restrinja a uma redução no calendário.
Os atletas estão brigando por esta redução há alguns meses e já querem fazer greve. Coitadinhos, ganham tão pouco...

Vocês sabem há quanto tempo existe no congresso projetos de leis e emendas constitucionais, para reduzir a jornada de trabalho semanal do povo comum, aquele que leva 2 horas em pé no ônibus para chegar ao trabalho e voltar para casa? Há décadas!
E nem por isso você vê a doméstica, o cobrador, se reunindo e pregando a revolta e a paralisação de seus “campeonatos” diários. Aliás, eles não tem tempo de se reunir, não podem se dar ao luxo de porem seus empregos em risco.

Querem discutir o futebol? Comecem discutindo a punição competitiva dos times devedores bem como a proibição de que sejam patrocinados pela iniciativa pública ou privada. Não enoja os senhores ver um time caloteiro ser patrocinado pela Caixa? Eletrobrás? Petrobrás?

Querem discutir o futebol? Discutam um teto justo de salário para jogadores e treinadores. Algo compatível com a realidade brasileira. Se mesmo pagando o absurdo que se paga hoje, todos sonham em ir para a Europa, e todos acabam indo, então que se pague pouco mesmo. Que se faça um contrato padrão, no valor “módico”, por exemplo, de R$35 mil reais, (maior ainda que o salário de presidente, governador e ministro do STF) com bônus por vitórias e por conquistas, vamos ver se essa bolerada não ataca a bola como um prato de comida.

Querem discutir o futebol? Discutam porque o site da CBF é dentro do site globo.com, (eu entendo que é dentro – digitem lá - www.cbf.com.br - e vejam se é mesmo), provando que se a ditadura militar acabou, no futebol impera a ditadura da mídia e do dinheiro.

Querem discutir futebol? Discutam o fim dos estaduais, criem ligas nacionais em diversas divisões. Muitos dizem que o fim dos estaduais seria o fim dos times pequenos... Errado! Basta criar séries E, F, um alfabeto inteiro se necessário, dando calendário anual e maior visibilidade e oportunidade a todos os clubes do Brasil. Façam copas regionais, aumentem o número de participantes da Copa do Brasil, dobrem, tripliquem as vagas se necessário. Façam em etapas como a Copa da Inglaterra, disputada por mais de 700 clubes, e os de elite entram nas fases decisórias.

Querem discutir o futebol? Liberem a cerveja nos estádios! Que democracia é essa, que o marginal pode entrar bêbado no estádio, e o pai de família não pode tomar uma gelada com a família e os amigos? Coloquem então um bafômetro em cada catraca do estádio! De que adianta proibir a bebida e deixar entrar os cozidos?

Querem discutir o futebol discutam o futebol como um todo, não restrinjam a discussão a uma melhora classista, sectária. Eu louvo os atletas pela iniciativa, é preciso iniciar a discussão de alguma forma, mas só isso não basta.

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Poder de reabilitação


04/11/2013 12h55
Fernando Schumak Melo

 / Foto: Fernando Schumak Melo


Não existe nenhum time na face da terra com maior poder de reabilitação que o Coritiba. Se o seu time está em baixa, precisando de resultados, em crise, desacreditado e sem esperança, não tema.... o Coxa irá lhe reabilitar.
É impressionante a capacidade que temos de perder para times medíocres, mais fracos, ou em pior situação na “táuba” de classificação.

Foi assim com o Vasco, dentro e fora de casa. Foi assim com o Vitória, Portuguesa, Corinthians, Criciúma, e outros tantos, sem contar os outros campeonatos.

Na coluna que escrevi há alguns dias após a vitória sobre o Cruzeiro dizia: mostrar empenho e vontade diante das câmeras e dos holofotes trazidos por adversários “famosos” e bem posicionados é fácil, demonstrar a mesma garra e vontade de vencer lá em Macaé é mais difícil. Nada do que se viu contra Grêmio e Cruzeiro se repetiu. Ora, se são os mesmos jogadores, enfim repetidos após meses de contusões e lesões, o que explica tamanha discrepância?

O que mais me entristece é que entra ano, sai ano, saem bons jogadores, entram outras tantas ínguas e pústulas, e o pijama é o mesmo. Perder fora de casa esta virando uma tradição alviverde. Ou seria uma maldição alviverde?

Segue o calvário...

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Trilegal!


28/10/2013 13h39
Fernando Schumak Melo

Mas bah!!! Que vareio Thcê!!! Não pude não lembrar daquela festejada página de Galdério da Fronteira que rimava assim:

- Ala pucha Thcê não se assustemo, que no perigo a “bola” vem nos se abaixemo!

Foi a trilha sonora de Pará e de Dida. E do Grêmio como um todo que simplesmente não conseguiu jogar. O Coxa, por sua vez, fez uma partida de encher os olhos, como há muito não se via. Aquele guri, o Gil, que disposição. Claro, Almeida, Urso e William, incansáveis, intransponíveis!
Carlinhos, deu uma arrancada na segunda etapa que me lembrou Adriano, além de tantas outras boas jogadas. Julio César! Seu Júlio César! Vigor, vontade, movimentação! Geraldo, velocidade, enzima e golaço. Robinho e Alex, senhores da meia cancha! Até Vanderlei saiu do gol...

Deivid, Keirrison e Ferraz entraram para ovacionarmos os que lhes deram lugar e também foram bem. Ferraz deu uma caneta num gremista que tá até agora procurando as "carça".

Uma vitória pra lavar a alma. Pra encher de alegria o torcedor judiado, e de esperança o desiludido.

Mas de tudo o que de maravilhoso aconteceu domingo, o melhor foi a torcida. Quando entrei no estádio eu disse ao meu amigo Heitor “o povo ta animado hoje, o clima tá diferente...” E ao ver em seguida a maior bandeira do Brasil, quase chorei de emoção. Quando Pará abriu o marcador com categoria, não tive mais dúvidas, a tarde era nossa.
Parabéns jogadores, que nos últimos jogos mostraram valor e hombridade! Parabéns torcida por mais uma tarde de domingo completa!

Que saudade estava de escrever coisas boas sobre o Coritiba....

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Rebaixável


14/10/2013 11h08
Fernando Schumak Melo

Em qualquer seara da vida, a situação difícil só pode ser superada quando entendida. Só é possível curar-se da enfermidade após o diagnóstico. Somente consegue sair do desconforto, aquele que aceita e compreende sua realidade. Só se liberta do vício o adicto, quando admite a dependência.

Após rodadas lutando para não ver, ou não querer ver qual a sua real condição e possibilidade, sonhando com o título impossível e com a libertadores improvável, agora o Coxa reconhece sua limitação, e luta como deveria ter feito desde o início.

Se nos iludimos achando que a técnica e o refinamento nos levariam ao bicampeonato, agora sabemos que só a garra, o bico e o chutão nos salvarão de mais uma vergonha nacional. Isso é ruim? Claro que é ruim, mas é melhor perceber isso agora do que depois de dentro da zona da degola.

No papel, não temos um time para ser rebaixado. Mas o futebol que o Coxa vem apresentando o credencia com louvor ao descenso. Se seremos de fato rebaixados ou não, depende única e exclusivamente dos jogadores e da comissão técnica. Não depende da diretoria, que já cometeu todos os equívocos possíveis e agora nada mais pode fazer além de torcer. E não depende também da torcida, que, em que pese nunca abandonar, não entra em campo, não cruza, não cabeceia, tampouco recebe salários para isso.

Aliás, bem pelo contrário, a torcida é a única que paga nesse processo todo. Paga para sofrer.

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