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COXAnautas - Portal da torcida do Coritiba

Futebol: Razão x emoção

E para o futebol, o que muda?


27/10/2014 14h00
Fernando Schumak Melo

Enfim acabaram as eleições. Hora das viúvas de Dom Aécio e dos baixinhos de Tia Dilma diminuírem o tom e voltarem aos seus afazeres. Apesar de alguns excessos de ambos os lados o Brasil dá mostras de maturidade. Pouquíssimos países do mundo, principalmente do tamanho da nação brasileira podem se orgulhar de votar democraticamente. Podem se orgulhar de ter um sistema tão rápido de apuração e tão garantido pelas instituições, bem como respeitado por todos os eleitores e candidatos. Valorizemos o Brasil. Valorizemos a nós brasileiros!

Mas para o futebol, o que muda?

A alcunhada Lei de Responsabilidade Fiscal dos Clubes, que teve a votação acertadamente barrada tem agora nova chance de entrar em pauta. Além de todos os problemas macro-econômicos, políticos e sociais que os eleitos haverão de enfrentar, resta ainda o “Futebolsa”, que os clubes pedem seja implementado urgentemente.
Digo isso, pois, essa lei, que é um mix dos Projetos de Lei 5201 e 6753, ambos de 2013, tem como objetivo máximo reparcelar as dívidas dos Clubes. Atenção, não estou dizendo que ela não expõe outras ideias, mas sim que a ideia principal é essa.

Assim como o vereador Paulo Rink teve a brilhante ideia de isentar os clubes do IPTU - à qual eu sou veementemente contra - os clubes, seus dirigentes e a CBF não querem discutir a qualidade do futebol, a saúde dos atletas, o bem estar do consumidor torcedor, os estádios vazios, a hipocrisia da lei seca. Tais temas não interessam a quem está com a corda na goela. Tais temas também não interessam ao FMI do futebol brasileiro, que antecipa aqui, empresta ali, mantendo os clubes moribundos sob suas rédeas, mandando e principalmente desmandando no calendário, horários de jogos e tudo mais.

Você já parou pra pensar por que países que estão numa draga danada como Grécia, Ucrânia, Portugal, Espanha e até a Itália conseguem manter suas ligas recheadas de estrelas e seu futebol competitivo e vistoso? Porque o Estado não tem nada ou muito pouco a ver com o futebol. Lá o futebol, assim como em países mais firmes como Alemanha e Inglaterra é um setor privado da economia, gerido por regras empresariais, movido por metas, comandado por profissionais preocupados principalmente em cobrar bem por oferecerem um produto de qualidade.

Ah se a eficiência da apuração de votos fosse de alguma forma transplantada à gestão do futebol...

O fato é que a eleição desse ou daquela, seja deputada ou presidente, não muda nada, infelizmente, porque os presidentes da CBF, dos clubes e da patrocinadora do Show de Horrores, grandes responsáveis pela desnutrição do nosso querido e judiado futebol, continuam os mesmos.

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Debatebola


21/10/2014 12h38
Fernando Schumak Melo

- Vai quarta?
- Vou, claro!
- Ah eu não sei se eu vou...
- Pô mas, se não for agora nas duas dentro de casa, vai quando? Vai agora, ganhamos e continuamos lutando!
- É, mas se perder?
- Se perder daí você larga mão, mas tem que ir!!
- Tá certo. É que esse time tá foda viu, ninguém joga bem...
- Sem vontade né?
- Bem isso!
- O Zé Love, tá louco, só cai e gira e reclama, O Robinho...some do jogo... . Carlinhos é uma no cravo e outra na ferradura
- Não, não, e o Vanderlei então, espalmando bola pra dentro da área?
- Tá louco...
- Sério, seja na B, seja na A, pelo amor de Deus tem de trocar ele! Não aguento mais!
- Nem eu!
- E o Alex?!Jogou nada!
- Ah mas ele é craque! Numa bola ele resolve.
- Tem tido várias e não tem resolvido.
- É mas ele é ídolo!
- Ídolo??? Só se for do Palmeiras! Do Cruzeiro! Da Turquia! O que ele fez pelo Coxa? Quantos títulos trouxe pro Coxa! Pachequinho é muito mais ídolo que Alex!
- Você tá louco!
- Cara, o Alex ganhou algum Paranaense que seja pelo Coxa? Quantos jogos ele disputou? Ele jogou muito mais pelos outros times que pelo Coxa...
- ele ganhou o de 2013....
- Ah faça me o favor! To falando de quando o estadual ainda valia alguma coisa, ainda era difícil...e quase perdemos ainda ano passado!
- sim, mas ele foi revelado pelo Coxa cara e chegou na seleção!!!
- ah então Adriano lateral também é ídolo; Miranda! Henrique! Todo mundo é ídolo do Coxa..
- não é bem assim... se tá distorcendo tudo...
- nada cara, se o critério é ser revelado para ser ídolo, então o Keirrison também é ídolo ora...
- é mas se não fosse ele, garanto que a gente tava pior! É ele quem salva! É ele quem da alguma alegria, demonstra algum talento, mesmo quando a gente perde. ele voltou pra tentar dar títulos, o que faltava pra ele... poderia muito bem ter ido pro Cruzeiro...ou qualquer outro time, sei lá.. mas voltou, só que a diretoria ferrou com tudo...
- voltar pra encerrar carreira...é o que restou pra nós... é o que tem pra hoje...
- E o pior é que não tem um fdp pra pôr a cara a tapa, bater no peito e assumir que é candidato! Nenhum!!!
- Vai lá você então!
- Eu não!!!

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"dois real"


15/10/2014 14h41
Fernando Schumak Melo

 / Foto: Fernando Schumak Melo



Olá meus amigos! Que saudades de vocês!

Esta nota de 2 reais que encabeça a coluna, estava jogada no fosso do Couto no sábado do atletiba. Quando me aproximei para reclamar da arbitragem irritantemente pausada e espalhafatosa, pude vê-la, e não foi difícil vinculá-la à faixa trazida pelos atletas.

Sempre disse aqui que Vilson foi sim bom presidente. Foi. Quando transformou seu planejamento em ambição, foi tudo por água abaixo. Trouxe medalhões, desfez-se de bons jogadores, e entregou as negociações a quem não sabia fazê-las, e pior, com carta branca.

A construção do novo setor será benéfica, não se pode negar. A Mauá foi mudada de lado junto com seus sócios, e novos sócios puderam chegar, aumentando assim, se a lógica funcionar, o numero de sócios e torcedores em dias de jogo.
Porém, para mim trata-se de prova clara do momento em que o planejamento virou vaidade e ambição, vontade de deixar uma marca indelével de forma física, já que através de títulos foi impossível. Escuto por aí que Vilson sequer concorrerá a um novo mandato. Quem quer que chegue ao posto máximo deve aproveitar o que foi feito de bom e reajustar o plano.

Além das falhas do clube, o fato da vinda de Alex foi bom por um lado, o técnico, mas ruim pelo lado financeiro e psicológico. Digo isso, pois a sua exigência de um elenco à altura, embora justa, mostrou-se incompatível com o orçamento alviverde. O lado psicológico, por sua vez, ficou prejudicado pelo simples fato de que Alex não é mais apenas um jogador, é um mártir da luta pelo bom senso. Peso que carrega nas costas a cada jogo.

Por tudo isso, o rebaixamento é uma realidade mais próxima do que a permanência na série A.

Pelo menos uma notícia boa. A FIFA, única capaz de resolver os problemas do futebol, uma vez que os clubes, principalmente os brasileiros, são escravos e dependentes financeiros das redes de TV entre outros, decretou o fim do empresariado e dos investidores no futebol. Estes que fatiam os atletas e os repartem como se fossem commodities

(http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/fifa-proibe-jogador-de-empresario-mas-nao-imediatamente)

Essa medida é extremamente necessária uma vez que o próximo passo do capital futebolístico seria transformar jogadores em empresa, (algo como A. Aquino S.A), com ações na bolsa vendidas segundo a ganância de especuladores e a análise de órgãos "especializados".
Mas não nos iludamos, tal medida prejudicará os clubes brasileiros que vivem à sombra do empresariado, e sentirão sua falta num primeiro momento. Porém, a médio e longo prazo, será extremamente benéfica, na medida em que as categorias de base terão de ser valorizadas, bem como os clubes terão de profissionalizar seus setores de gestão de futebol, principalmente no que tange à compra e venda de atletas. Esperemos que a CBF não dê um jeitinho brazuca de flexibilizar esta determinação da FIFA, tanto menos de prorrogar o prazo de transição que está de bom tamanho.

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...feito mulher de malandro


11/08/2014 14h27
Fernando Schumak Melo

Dirigentes, federações, confederação, jogadores, governo.... mas e a torcida?
Não está presente nas discussões sobre a Lei que vai “moralizar” o futebol brasileiro. Ela que é o fim e o
início, a razão, a explicação, o motivo e o porquê de tudo isso, não participa da discussão.

Ah, mas a torcida é representada por seus representantes eleitos....
Ah, mas a torcida é representada pela imprensa que se autodenomina “opinião publica”...
Errado. Como em qualquer democracia que se preze, a massa não opina.

Alguém fez uma enquete com você para saber sua opinião sobre a LRFC?? Alguém perguntou a você, ou, ao menos você viu em algum jornal algum gráfico colorido resultado de uma pesquisa sobre o assunto?
O Coxa mesmo, que encabeça as duas contra chapas da questão, nas pessoas de Vilson e Alex, está aí para o que você torcedor pensa?

Não. Porque é assim que a coisa funciona no Brasil.

Morre a atriz, muda-se a lei dos crimes hediondos. Pelé diz que os jogadores são escravos, faz-se a Lei Pelé, que, como sabemos, é uma “maravilha” para os clubes. Morre a seleção atropelada pelo panzer alemão, surge uma norma que como uma vara mágica resolverá tudo.

Não é assim que funciona. A situação está terrível há anos, não se resolverá em um mês.

É claro, não podemos perder a oportunidade, e deixar esfriar o cadáver canarinho que caiu no Mineirão. Mas não podemos também deixar de abranger outras questões nessa Lei, como as cotas de TV, os passes dos jogadores e as verdadeiras pizzas que viram os piás cortados por empresários e grupos de investidores.
Os clubes, desesperados apenas por pagarem menos juros, sequer querem tratar as questões da base; das benesses que deveriam ter os que são formadores; e das garantias trabalhistas contra o atleta que vem, não joga e continua recebendo igual.
Os jogadores do bom senso são os únicos que estão certos, por hora, ao afirmarem que uma certidão por ano não basta para comprovar boa gestão. A fiscalização tem de ser definida e contínua.

O buraco é muito mais embaixo, fétido e peludo.

A mídia que só chega de cabo e na crista da onda de algumas rádios, fala e fala duro contra os mandatários e contra a Lei do jeito que está.
Mas aquela que chega na casa da maioria, aquela que mais lucra, e aquela que tem realmente o poder de pressionar, eleger presidente e aumentar pena de crime, nojentamente se cala. Quem sabe se algum filho dela tivesse morrido em uma briga de torcida, o futebol já teria melhorado.

No meio de tudo isso... no meio do caminho de um craque que vai à Brasília votar uma Lei cujo seu presidente já sabia que não seria votada, e que por isso mesmo nem foi à Brasília, está o Coritiba.

Um time que luta pra se entrosar e que de fato vem se aprimorando. Roth faz o que pode. É visível a evolução com praticamente as mesmas peças. A diretoria continua ausente e nos respondendo com Martinútil que, veio bixado para melhorar, como Julio Cesar, Keirrisson, e não sei mais quantos outros.

Esse era o momento do presidente que tanto dava entrevistas na rádio em 2010, 2011 e 2012, mostrar a cara e anunciar o planejamento de 2015. A missão agora é fugir da degola, claro. Mas o planejamento tem de ser traçado desde já.

Tem sido doído falar de futebol ultimamente, pois, no meio de tudo isso, de toda essa razão abatida e enojada, está a nossa paixão calejada e sofrida pelo Coxa e pelo futebol. Apanhamos, sofremos e continuamos amando...

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Nem pr, nem cap, é o eixo.


04/08/2014 10h22
Fernando Schumak Melo

Quando tem clássico, eu fico apreensivo, claro, mas não fico tão nervoso quanto como enfrentamos os times do eixo.
Porque não é só o time que a gente enfrenta. Feridas brotam por toda a parte.

Enfrentamos os “paranaenses” que lotam a parte do adversário e ainda se infiltram na nossa torcida.
Enfrentamos os torcedores de ocasião, aqueles que há anos não assistem um jogo do paranaense, só começam a ir ao estádio depois das quartas da Copa do Brasil, e só prestigiam os times do eixo no Brasileirão.
Enfrentamos a arbitragem, como a de Vuaden domingo. Tendenciosa, marota, que aos poucos vai minando a mente e o físico dos atletas e da torcida.
Enfrentamos a mídia, a CBF e tudo que há de podre no futebol brasileiro.
Enfrentamos “figuras” como Mano Menezes que teve a audácia de se sentir roubado e prejudicado pela arbitragem; e os repórteres da globo e da band, que, se o Mano entrasse na piscina, com água pela cintura, se afogavam.

Perder pro pr, pro cap? Tudo bem, é clássico. Perder pro eixo é como perder pro Diabo. Não ganhar do Diabo, com um chifre a menos, é tão doloroso quanto.

Sobre o jogo em si, não fomos mal, fomos até o limite. Se o meio estava congestionado, tínhamos de procurar as laterais, mas como com um Reginaldo sofrível e um Denner apagado?
É dura a realidade técnica do Coritiba. Roth tem feito milagres, porém, quando peças importantes como Alex, e Dudu não brilham, não temos mais ninguém a brilhar. Zé Love esteve muito bem, movimentou-se, criou jogadas, fez o pivô. Faltou o gol. Geraldo entrou e fez o que sempre faz, incendiou a torcida mais que o jogo, mas também não foi ruim.
Estamos evoluindo, na velocidade que nossa qualidade permite. O melhor de tudo ontem foi que, ao final do jogo, não houve vaia, a torcida reconheceu que o Coxa fez o que pôde.

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Merecemos a segunda


22/07/2014 09h00
Fernando Schumak Melo

E são vários os culpados. A torcida (eu,você, nós)que não comprou a ideia do planejamento a longo prazo e, não suportou os dois vices da Copa do Brasil, obrigando a diretoria a demitir Marcelo Oliveira.
Obrigou também a diretoria a se desfazer de atletas dos quais hoje sentem saudade, tais como Léo Gago e Davi.

Os jogadores atuais, também tem culpa. Mas não tanto. Eles se esforçam, mas não tem técnica pra jogar no Coxa que queremos. Simplesmente não servem, seja pela idade ou pela deficiência técnica.

A diretoria também tem culpa, pois, cedeu às pressões e mandou embora muita gente boa, sendo incompetente na reposição.
A ideia de mudança e novos rumos foi posta água abaixo quando trouxeram Alex e Roth. O medalhão indubitavelmente talentoso e o treinador capaz de unir e agregar as peças, o que, teoricamente não conseguiram Tcheco, Marquinhos e Dado Cavalcanti.

Não deu certo. Um medalhão talentoso não basta para vencer. A seleção brasileira que o diga. A filosofia de 2010 estava certa. Treinadores baratos, jogadores baratos, todos em busca de projeção. Era preciso aguentar mais um pouco as atribulações da torcida e as críticas da imprensa para seguir o plano. Mas tudo foi largado, e o Coxa voltou à fórmula de muitos times fracassados do Brasil. Salários caros, estádios desconfortáveis, e futebol pífio.

Mandaram embora todo o departamento médico, e escancararam tal medida como se fosse sinal de masculinidade. Ora, tais mudanças se fazem sorrateiramente, sem alarde, agora convivemos com troca de farpas via redes sociais. Ridículo para uma instituição que se diz empresa.

Atrás dos bancos de reservas, confesso a vocês, eu sinto vergonha alheia dos caras e das coisas que os caras gritam para os jogadores e o treinador. Sério, é triste, muito triste. Não estou dizendo que vocês não podem xingar, claro que podem, eu xingo e muito, mas tenhamos o mínimo de respeito pelos seres humanos, por mais incompetentes, burros, ou seja lá o que achem que eles sejam.

Se formos para segunda divisão, nem acho tão ruim, acho até oportunidade para reimplantar a fórmula que começou em 2010, e que hoje sabemos, deu tão certo em 2011 e 2012. Os fatos estão aí! Basta abrir os olhos e ver. O Marcelo Oliveira foi campeão Brasileiro. Deram um time “um pouco” melhor pra ele e, como num passe de mágica, passou a ganhar fora de casa também.

Eu quero um Coritiba renovado, que faça o novo, que mude os conceitos. Não o Coritiba do presidente que se alia aos lacaios e mercenários do futebol brasileiro, e que desfila no palco ao lado dos comandos.
O rival dá o exemplo. Rival que, por mais que me doa dizer, tem tudo pra estar, num curto prazo, anos luz à nossa frente, assim como estamos daquele que hoje nem mais rival é.

- Chega de pagar absurdos a enganadores! Chega de medalhões! Invistam na base!

- Tragam de volta o presidente da sobriedade, da continuidade e do progresso! Onde ele foi parar??


Eu quero um novo Coritiba, tanto quanto quero um novo futebol brasileiro.

Abaixo - segue coluna que escrevi quando da saída de Marcelo Oliveira. Mais atual do que nunca:








Quem leu minhas últimas colunas sabe que de fato eu já estava, como muitos de nós, fartos das escalações improvisadas, do excesso de volância, das derrotas, mas principalmente das declarações de supervalorização dos adversários que marcavam os discursos de nosso ex-técnico.

De fato, os jogadores apáticos em campo, principalmente fora de casa, pareciam também estar fartos do treinador, tanto que se habituaram a perder fora de casa, afinando o discurso e passando a tratar a derrota assim como o treinador tratava: fato normal diante da grandeza do adversário.

O fato de se entregarem e jogarem melhor dentro de casa, para mim é mais um motivo para comprovar o desrespeito que o time tinha para com seu comandante.
Como explicar tamanha diferença de comportamento das mesmas pessoas?
É que dentro de casa, não era apenas ao treinador quem deviam impressionar e alegrar, mas também a torcida, e ninguém quer ficar mal perante ela.

E assim, a impaciência com o treinador foi se alastrando e chegou até a imprensa que ao invés de apenas relatar o descontentamento dos torcedores com o treinador, passou a pedir, ainda que dissimulada e suavemente, sua cabeça.

Ontem, enfim, a intolerância com Marcelo chegou aos altos escalões Coxas. E o que se deu foi sua demissão.

Mas por que então a tristeza? Ora, não era a demissão que tanto queríamos?

Pode até ser, mas o que entristece é o fracasso do projeto. O que entristece é que ao demitir seu treinador, o Coxa volta a ser um time comum, como tantos no Brasil. A tristeza do colunista é fruto da ilusão alimentada, pois, juro que por um momento pensei que Marcelo Oliveira, não o de agora, mas o de 2011, ficaria anos e anos no nosso comando técnico, seria campeão, crescendo junto e conquistando títulos para o Clube mais bem administrado e comandado do Brasil...

Ledo engano.

E creio que ninguém deva ficar feliz totalmente, portanto, eis que a saída de Marcelo, é reflexo da falta de união do grupo, causada não somente por suas deficiências técnicas, não sejamos injustos, mas por um conjunto de fatores que envolvem do mais alto ao mais baixo cargo no alto da Glória.

A saída de Marcelo Oliveira é neste ponto também a sucumbência do projeto Coxa à cultura do futebol brasileiro. Um retorno às raízes mais nefastas do "nosso esporte bretão."

A saída de Marcelo Oliveira é, enfim, a expressão maior do fracasso do projeto, ainda que apenas no ano de 2012.

Por este motivo a coluna hoje é de tristeza. Porque a demissão é de Oliveira, mas o fracasso é nosso.

Mas, fazer o que? Bola pra frente. Esta é no fim a nossa sina de torcedor, apoiar, entristecer-se e alegrar-se com o Coxa.
Novos tempos hão de vir e a tristeza com certeza logo dará lugar à esperança de que, La Pulga, Deivid, e Marquinhos Santos – homem inteligente e de trabalho competente nas bases – consigam alegrar este sofrido coração Coxa Branca.

Que neste momento não bate, apenas fibrila de tensão.

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Jeitinho Alemão.


13/07/2014 18h44
Fernando Schumak Melo

O maracanã não merecia mesmo, Papai Felipão Pré-Scolari que mandou seus filhotes entrarem em campo como no maternal. O palco no qual já se apresentaram tantas grandes estrelas do futebol brasileiro e mundial esteve muito melhor com as cores da Alemanha e da Argentina.

Não torço contra a Argentina, que acho fez por merecer a taça, mas torço pela Alemanha, porque representa o melhor do futebol em todos os sentidos. Na organização, na valorização dos clubes e da sua liga nacional, na consistência e persistência do trabalho sob um comandante moderno, e que tem comandados craques em quase todas as posições.
O meio campo da Alemanha é sensacional, Kroos, Schwiensteiger, Oezil, entre outros, enfim. É um time que se dá ao luxo de deixar Gotze e Schürle no banco, dois que entraram no segundo tempo da final pra resolver o jogo.

O Brasil, que antes tinha a ginga e a “desorganização” simpática e talentosa, nem isso tem mais que os alemães. Nosso “craque” é um oxigenado cai-cai, que jamais será ídolo, a não ser das “molhadinhas” de plantão, que também gritam e se descabelam por Bieber e Felipe Dilon. Simpatia, descontração, aliás, que foram as marcas da seleção alemã. A nossa “sem-noção” brasileira, foi antipática, sisuda, chorona e flácida como seu treinador. Alegria e ousadia? Só a globo via.

Para o Brasil, foi a Copa dos inversos. O que se achava dar errado, e do que se tinha medo, deu certo. A estrutura, aeroportos, e a receptividade e a educação do povo. Nós, o povo brasileiro, estamos de parabéns pela festa, em que pese devamos saber que a fatura ainda vai chegar. O zagueiro e retranqueiro gaúcho sai com recordes negativos de zaga mais vazada da história, maior derrota da história, pior número de passes, enfim, entrou, junto com o Parreira, na lista de grandes “professores” como Papai Joel, René Simões, Macuglia e Márcio Araújo.

O futebol brasileiro é o grande derrotado. De 90 pra cá: Lazarone, Parreira, Zagallo, Felipão, Parreira, o Incrível Anão Dunga, e Felipaço do “Mineirazzo e Garrinchaço”. O que é isso gente? E o pior é que se parar pra pensar, quem vocês colocariam no lugar deles? A seleção foi reflexo do campeonato brasileiro. Pobre, vexatório, sem organização; comandado por técnicos milionários, burros, truculentos, e que nos mandam para o inferno.
Se até o Galvão – tá certo que só depois da porta arrombada – disse que a vaca do Brasil foi pro brejo, é porque o cadáver do futebol brasileiro está fendendo há tempos.

Semana que vem o Coxa, nossa seleção, volta à Campo. Que esta Copa tenha servido para Roth treinar e ajeitar o time. Que a segunda metade do ano seja melhor, bem melhor, do que nos foi a primeira. Nos vemos quarta no Couto!

Ah, já ía me esquecendo, Vanderlei, você viu algum jogo do Neuer? isso é ser goleiro!

 / Foto: Fernando Schumak Melo

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Neymarra


07/07/2014 19h01
Fernando Schumak Melo

Neymar... Neymar... Neymar... Neymar....

Não sei se falavam mais do Jr. quando estava jogando ou agora que não estará.
Podem até me chamar de insensível, mas o Neymar tanto fingiu, tanto pediu, tanto gritou, que os Deuses do futebol colocaram o Zuniga no seu caminho.. “Queria gritar Neymar, agora grita!!!”
Quem bate uma bola de vez em quando sabe que 90 e 10 por cento das faltas que ele recebe não são para o escândalo que ele faz, e, não sei quanto a vocês, mas isso me irrita. Fingimento me irrita. Ele é craque, mas deveria mudar essa paixão por ser a vítima.

Sobre as seleção, acho que tem totais condições de superar a Alemanha sem o novo RRRRRonaldinho do Galvão. Quem sabe enfim, vejamos um time com um pouco mais de toque de bola e consistência. Felipão queria tanto um centroavante de ofício, mas seus laterais isopores não passam uma vez sequer à linha de fundo para cruzar uma bola ao menos disputável.

Oscar tá devendo desde o estreia, quem sabe amanha ele não deslancha. Pelos jornais podemos ver que o substituto mais provável de Neymar é Luiz Gustavo. Alguma surpresa? Não. Estamos falando de Felipão que jamais colocaria alguém como Bernard para estrear numa fria dessas. Ele vai reforçar o meio, soltar mais Oscar pra encostar no Hulk, e torcer pra que Fred (que quando deita leva perigo) desencantar.

Ouço muito das pessoas, " ****-se o Brasil, o Coxa é minha seleção.” De fato, eu fico bem mais feliz quando o Coxa vence um misero jogo, do que quando o Brasil vence um campeonato. Por que? Porque temos intimidade com o Coxa, estamos sempre lá vendo, aplaudindo e xingando nossos jogadores. Isso não temos com a seleção. Culpa da CBF que levou a seleção pra longe, e dos clubes, incapazes de manter seus atletas selecionáveis.
Esse ano porém, o clima de Copa contagiou-me. Estou torcendo pelo Brasil muito mais que em 2006 e 2010. Ainda mais agora que estamos prestes a virar um time. Espero chegar à final. Espero que seja contra a Argentina. Não por conta da rivalidade besta alimentada pela mídia, apenas porque o futebol merece.

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Futebol à granel.


01/07/2014 09h26
Fernando Schumak Melo

O Brasil é o celeiro do mundo. Grande produtor de safras recordes de grãos, comodities como soja, milho entre outros. Matéria prima nunca foi problema para o Brasil, vide os ciclos coloniais de pau Brasil, açúcar, café e borracha.

Assim também é com o futebol. Fazendas de futebol existem aos montes. Grandes e pequenas propriedades nas quais brotam, germinam, craques a todo momento. Uma terra fértil jamais desgastada pela monocultura futebolística.
A terra produtora, porém raramente fica com a melhor parte da produção. Os produtos “tipo exportação” são, obviamente, exportados ao que se chama preconceituosamente de primeiro mundo, para que lá façam propaganda das fazendas de craques brasileiras, num comércio sem erro, sem risco, e que só fez crescer.
Esse “sucesso” financeiro das fazendas na venda de seus produtos, bem como da seleção de produtos nacionais, fez com que elas não se unissem a fim de melhorar o produto interno. Mal administradas e endividadas, em que pese todo o sucesso na venda de seus produtos ao exterior, os consumidores locais são maltratados e tem de se contentar com o excedente de produção de baixa qualidade que mantém no estoque, e que são expostos nas vitrines estaduais e nacionais.

Isso, pois, uma fazenda não produz para outra fazenda brasileira, ou para a indústria nacional, produz com o objetivo do comercio exterior. Lucrativo, porém, insustentável.
Essa competição desorganizada entre as fazendas que não possuem controle central, uma vez que a cooperativa brasileira de fazendas se cuida única e exclusivamente do marketing futebolístico através do selecionado de produtos nacionais, faz com que o comércio nacional seja fraco, os produtos, de péssima qualidade, expostos em embalagens de péssimas condições.

Os consumidores nacionais, para não ficarem apenas com os produtos que caem dos caminhões antes de chegarem ao porto; para terem um gosto da melhor carne produzida, se obrigam a importar cortes melhores, de países como Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha. Que apesar de não se compararem ao Brasil em termos de agricultura futebolística, são especialistas na indústria de futebol, e agregam muito valor aos produtos que disponibilizam aos seus consumidores. Mais que vender produtos in natura, vendem o pacote completo, com um selecionado mundial de produtos, de forma organizada, em embalagens padrão da Federação Internacional de Fazendas Associadas.

Não é preciso dizer que comercializar matéria prima é infinitamente menos lucrativo que vender manufatura, bem como bem menos salutar à industria e ao comércio nacional. Assim, em que pese celeiro do mundo, não é o Brasil quem mais paga, muito menos quem mais lucra com os frutos dessa terra em que se plantando, tudo dribla.

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Um sonho possível.


18/06/2014 14h00
Fernando Schumak Melo

 / Foto: Fernando Schumak Melo



Segunda feira fui à arena da baixada ver o “grande” jogo de Ira x Nigéria. Como todos sabem o jogo foi uma desgraça, mas o entorno, a atmosfera, o clima de Copa é sensacional.

Fui com minha esposa, e chegamos lá cedo para tentar interagir com os torcedores das duas seleções. Acabamos tirando algumas fotos com alguns iranianos que estavam em bom número por sinal, e do meu lado sentou um Nigeriano com quem arrisquei uma conversa.

Do meu outro lado, acima e abaixo, atleticanos, paranistas, muitos coxas brancas com camisas e bandeiras do Coxa, flamenguistas, gremistas, todos em paz, bebendo suas cervejas, e debatendo o futebol.

 / Foto: Fernando Schumak Melo



Tentei achar explicações sobre por que não poderia ser sempre assim e não consegui. Tentei arranjar motivos para justificar a barbárie e a violência que assolam o futebol nacional e não consegui.

Depois de um tempo, percebi que de fato não existe justificativa racional, o cara que não consegue ver um jogo sem se importar com o resultado e sem ter como meta matar ou aleijar seu adversário, não é racional, é animal. É pior que animal, que, quando educado, se comporta melhor que estes assassinos do futebol.

Penso que entregar a segurança de um jogo de futebol ao Estado, e depois culpar a policia ou o clube pela briga é ridículo. Parece que somos crianças inconsequentes dependentes de um pai para nos cuidar e repreender, e sem o qual não sabemos nos comportar. Tinha é que deixar todos misturados, pra que fossem se agredindo e se matando até cansarem. Até eles próprios perceberem a imbecilidade do que fazem.

Continuar separando é continuar pondo combustível no fogo; é continuar justificando o erro que não se conserta pela separação, mas sim pela educação e pela convivência.

Enquanto isso não ocorre, você que acha que o futebol é tudo na sua vida, repense. Futebol não resolve a vida de ninguém, é um esporte, uma diversão, um passatempo. Algo para entretenimento, debate, nada mais.

Você que vive pelo time, tudo bem, só não extrapole o limite do teu corpo e tua mente, tentando enfiar no outro, a pontapés e sopapos, uma superioridade que só existe na tua cabeça infeliz.
Futebol é arte, é vida, é felicidade. É união e paz. Se fosse pra brigar, seria melhor termos coliseus ao invés de estádios, e trincheiras ao invés de arquibancadas.

Obs. A foto com os atleticanos está rasurada porque na empolgação do jogo esqueci de pedir permissão para publicar suas imagens. Peço perdão pela qualidade da edição, mas o paint é o aplicativo único que sou capaz de mexer para estes fins. Caso vejam esta coluna, amigos, favor me autorizar por email que coloco a foto original. Abraços!

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