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COXAnautas

Futebol: Razão x emoção

Futebol Chinês

16/02/2012 17h30
Fernando Schumak Melo

A crônica esportiva que há três rodadas dava como certo o atropelo Coxa-Branca sobre seus adversários bem como a conquista, quiçá invicta, de mais um Paranaense, agora enaltece o Atlético e sua raça uruguaia, e já fala em soberba Alviverde.
Menos, bem menos.
O time lá de baixo é cavalo paraguaio, ou melhor, uruguaio, e logo revelará sua fragilidade, e seu futebol medíocre.
Mas falemos do Coxa: creio que nosso problema não seja a soberba, nem o salto alto.

Mas então o que devemos nós apaixonados torcedores pensar de nossa crise.

Primeiro, seria mesmo uma crise?
Ou seria só uma má fase e, logo, logo tudo tende a melhorar?
Precisamos de reforços?
Seriam estes empates melancólicos culpa exclusiva do treinador que está tentando manter o mesmo esquema tático com peças diferentes e sem o mesmo coturno técnico dos extraídos?
Será que os jogadores que saíram: Donizete, Bill, Gago, Jeci, tinham mais Raça e Disposição do que os que chegaram ou ficaram como Lincoln e Davi?
Será que tinhamos um futebol enganador e que bastou enfrentarmos alguns adversários menos irrisórios para demonstrarmos nossa fragilidade?
Estamos preparados para a Copa do Brasil, Brasileirão e Sulamericana?
Seriam as alternâncias na meia cancha coxa não uma natural escolha de início de temporada pelos melhores fisicamente, mas uma dura e velada batalha pela qualidade e pelo entrosamento perdidos?
Será que uma retumbante vitória contra o operário e a ainda possível conquista do turno seriam capazes de fazer engrenar o time, espantar a má fase, ou apenas, mascarariam o quadro?

Esta coluna não traz respostas. Traz apenas o que deve estar se passando na cabeça do nosso treinador, dirigentes e de nós torcedores, diante de nossa inquestionável queda de produção: dúvidas.

A única assertiva que traz é a seguinte: bom é que os defeitos e as falhas apareçam ainda no paranaense. Temos tempo para consertá-las.


DAVI NA CHINA

Nada mais natural do que um atleta com resistência mínima, que tem um futebol de durabilidade pequena, e de qualidade contestável ir jogar na China. Parece-me o lugar perfeito para Davi. Sucesso garoto, vai se sentir em casa!

Abrahan Lincoln
Esse sim era o cara. Presidente Norte americano durante a Guerra Civil. Lutou Contra a Escravatura e ainda manteve os estados unidos. Já o nosso Lincoln... não é mais o mesmo! Mas espera... ele não fez nada no palmeiras, e muito menos no avaí (...) Esse é o nosso Lincoln véio de Guerra!!!!

Junior Urso


Sem fazer juz à contratação, continua hibernando...

Marcelo Oliveira


Creio ainda não ser o momento de execrar o treinador. Mas ele merece que lhe seja apontado o dedo, ao menos. Que o mineiro come quieto a gente já sabe, mas ele berra quando lhe tiram a comida? Digo isso pois ele parece meio desatento, insistindo em tentar fazer o mesmo prato com diferentes ingredientes.

Marcel

Quase um problema à administração pública: poste sem luz.

Rafinha Ontem:

Uma fatalidade. Tal qual cartão de milionário, tem crédito.

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O Dedo do Técnico

09/02/2012 09h15
Fernando Schumak Melo

Perdíamos o jogo. Dez minutos do segundo tempo. Noite quente em Londrina. Estádio vazio, jogo ruim, atletas nervosos, jogando mal, placar adverso, enfim, o cenário parecia perfeito para o fim da invencibilidade de quase dois anos do Glorioso. Parecia.
No intervalo, o inoperante Davi é sacado pelo treinador para a entrada de Renan Oliveira, na esperança de que o lépido recém em campo dê criatividade à meia cancha, inexistente no primeiro tempo.
Sem resultado. As trincheiras centrais seguem sob a bandeira azul e branco.
O comandante alviverde, ciente da proximidade do fim da batalha e da importância do resultado, retira uma peça lateral da retaguarda, avança e ladeia um dos volantes, nosso melhor atleta em campo, coloca outro, ex-meia, mais criativo e experiente. E, como último trunfo de ataque, coloca mais um homem na linha de frente, no lugar de outro, exausto, e já veterano soldado. Já se íam 73 minutos de peleja.
A nova tática, 3-5-2, dá resultado, e a meia-cancha adversária é dominada. Com mais homens, encurralamos o inimigo até seu terreno e num fogo cruzado em sua retaguarda, a bola sobrou para o reservista Everton Ribeiro, que disparou o tiro de misericórdia, empatando a partida.
A batalha não foi vencida. Mas a derrota foi evitada bem como a liderança e a invencibilidade foram mantidas. Um jogo de futebol se ganha, empata ou se perde por vários motivos. Superioridade técnica, numérica, raça, torcida, sorte... Ontem, empatamos por conta da competência e coerência no momento das mudanças táticas e das substituições que foram feitas corretamente pelo nosso treinador.

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O maior CT do Brasil

29/01/2012 20h01
Fernando Schumak Melo

Com uma extensão territorial de 199.314,850 Km2 o Paraná é o maior CT do Brasil. Nele o Coritiba desfila seus jogadores francamente superiores tecnicamente em comparação com os demais participantes do certame estadual.

No último jogo treino de sábado, pudemos observar brilhantes apresentações de Lucas Mendes, Davi, Renan Oliveira e Jackson. Os demais mantiveram sua boa média, seguindo em busca de sua melhor condição técnica e física. Foi o suficiente para atropelarmos o Iraty.

Aproveitando o fato de ser o Paranaense um campeonato carente de disputa e emoção, sendo a conquista do título apenas uma conseqüência de nossa preparação aos campeonatos maiores e sua perda um mero acidente de percurso sem maiores conseqüências, uma opção à comissão técnica Coxa poderia ser montar a equipe de uma forma totalmente diferente.

Entrosamento é fundamental, mas alternativas também. A incapacidade de se adaptar e de alterar seu estilo de jogo diante de condições adversas prejudicou muito o Coritiba ano passado. Além do mais, este é o momento certo para testes. Não admitiremos invenções em momentos decisivos como no ano passado. Invenções sem treino e sem sentido, como as da final da Copa do Brasil e do último atletiba.

SEM TETO, LITERALMENTE: No desespero de arranjar um motivo que continue justificando sua corrida desenfreada em busca de um estádio para jogar. O time lá de baixo, que ainda não conseguiu a aprovação do financiamento do BNDES (dinheiro meu, seu, nosso), começou a capitalizar de uma maneira inusitada.

Matéria trazida na última sexta-feira, por renomado veículo de comunicação estampa que o “Clube Emergente” está vendendo o telhado e suas cadeiras para angariar fundos para a reforma do puxadinho, como se este artifício fosse capaz de açambarcar valores suficientes para encher sequer os tanques de combustível das máquinas que deveriam estar naquela malfadada obra.

Neste mesmo veículo de comunicação, a coluna de um notório atleticano escancarava, na sua visão, a atual realidade em que se encontra seu amado clube: inoperância gerencial, desfaçatez executiva, ineficiência futebolística, hipoteca de seu tão festejado CT e custos irreais de obras que nem sequer começaram.

De um jeito ou de outro o BNDES vai liberar nosso dinheiro ao CAP, infelizmente. Temos que torcer é pra que ele não pague o empréstimo. O poder público credor, em nosso nome, depois da adjudicação do CT do Caju hipotecado, poderia transformá-lo numa praça poliesportiva, recuperando assim parte do dinheiro público na baixada investido. Já tenho até alguns nomes para o novo local: Praça Poliesportiva Netinho, Centro Recreativo Hélo Cury, talvez. Ou quem sabe ainda façam lá um novo estádio público para a Federação e seus aspones: O Petraglião.

É impressionante e muito triste: a Copa do Mundo, realizada no país do futebol, provoca o efeito totalmente oposto do que deveria : retira o foco das discussões de dentro das 4 linhas.


ODORICO PARAGUAÇU: Sofrendo severas críticas internas, dificuldades em alavancar suas obras, sem ter onde jogar e sem apoio interno, Petraglia recorreu às massas. Foi realmente hilário vê-lo apertando a mão dos deslumbrados atleticanos, debaixo do sol escaldante de Paranaguá, nas arquibancadas nada confortáveis do Carangueijão, no meio da torcidinha que ele tanto lutou para tirar da meia-água.

Para a RPC foi um alívio, pois suas aparições foram os melhores momentos do jogo.

NIKE: Segundo Vilson Ribeiro de Andrade, a apresentação do novo material esportivo e seu novo fornecedor será feita no Rio de Janeiro, na próxima sexta-feira, juntamente com a Seleção Brasileiro e outros times de menor expressão do futebol brasileiro. São idéias como esta que diferenciam nossa diretoria. São atitudes como essas que engrandecem e valorizam empresas e times de futebol. Parabéns aos responsáveis!

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O Coritiba que queremos.

23/01/2012 15h40
Fernando Schumak Melo

O Coxa entrou em campo pela primeira rodada do Paranaense 2012 com: Vanderlei, Jackson, Pereira, Emerson e L. Mendes. Urso, William, Rafinha e Davi; Lincoln e Marcel. Entraram depois Geraldo, Renan Oliveira, e Everton Costa.

O jogo foi morno, mas os 3 pontos vieram. Mantivemos nossa invencibilidade e nossa sequência de vitórias no certame estadual. Os destaques positivos foram os de sempre: Rafinha e Emerson, pelos gols, qualidade técnica e afinco durante todo o Jogo. Jackson se houve bem, mas Junior Urso foi o melhor dos estreantes. Os negativos também costumam aparecer com frequência nesta negra lista: Davi, que já entra cansado em campo, e Lincoln, que nem de longe fez por merecer o título de grande contratação dado por alguns.

Apesar da falta de brilho, o time demonstrou equilíbrio e organização tática por conta da estrutura e comando técnico mantidos. Além disso, o início de temporada, bem como o entrosamento e a evolução ainda por virem, nos permitem esperar que os hoje criticados encontrem seu melhor futebol e sejam capazes de nos dar ainda muitas alegrias neste ano de 2012.

De fato é cedo para fazer qualquer diagnóstico sobre o time, bem como descobrir qual o real impacto das vendas realizadas sobre o esquema tático e a condição técnica do Coxa. Mas uma coisa fica bem clara diante do cenário apresentado: a diretoria está claramente implementando seu plano estratégico de longo prazo mais do que nunca neste início de 2012: consistente em fazer vendas lucrativas de jogadores, saldar débitos, ou pelo menos torná-los plenamente solvíveis, ampliar a estrutura do clube, formar elencos equilibrados com salários justos, apostando na compra de atletas jovens e garimpando a prata da mina caseira.
Por isso mesmo, a vitória sobre o Toledo foi um bom começo. A primeira recompensa em 2012 de um trabalho que promete nos dar belos frutos futuros. Esta filosofia da diretoria é a única capaz de nos fazer, a médio e longo prazo, ter o Coritiba dos nossos sonhos: o Coritiba das grandes Conquistas!

O ano de 2011 foi muito bom, e a torcida anseia por mais. Mas haveremos de ser pacientes. O ano passado não quitou as dívidas que o clube ainda possui. A temporada pretérita não reformou o Couto Pereira, não construirá o Novo CT, tampouco erguerá sequer uma pilastra de um novo estádio onde quer que seja.

O time acima escalado pode ainda não ser o Coritiba que queremos, mas por conta do plano elaborado pela diretoria, creio que não haverá grandes mudanças, muitas outras contratações, tanto menos contratações bombásticas. Em outras palavras, este é o nosso time para 2012. Um bom time.


SAUDAÇÕES ALVIVERDES!

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Major Antônio Couto Petraglia.

13/01/2012 17h32
Fernando Schumak Melo

Após a notícia da famigerada carta de “requisição" do Couto enviada pelo Petraglia à Federação ter se espalhado feito rastilho de pólvora, muitos correram chamar o Presidente do "Milan" das Araucárias de prepotente, arrogante, megalomaníaco.

Sobre a veemente e taxativa negativa de empréstimo dada em nota pelo Coritiba, tratou logo a mídia de enaltecer Nosso Presidente, que caiu nas graças da torcida como o Paladino Verde e Branco, o Cruzado de Nosso patrimônio!

Eu entendo ambas as atitudes como meros subterfúgios!

Se era pra negar o empréstimo com tanta veemência, pra que deixar chegar a este ponto?

Subterfúgios! Sim, pois estas diretorias tão austeras e competentes aos seus clubes não foram capazes de admitir a amizade que transita livremente em seus bastidores e toma café em seus gabinetes; bem como não tiveram coragem de enfiar “goela abaixo” de seus torcedores o acordo de empréstimo do Couto já possivelmente firmado entre ambas.

Nobres torcedores, desejam saber o que eu penso para o futuro deste imbróglio? Pois lhes digo: o Petraglia seguirá com sua postura arrogante, “requisitando” o Couto Pereira à Federação. Dr. Vilson segue com sua postura de defensor do patrimônio Coxa e bom moço. Mas ao final cederá o Estádio rendendo-se às exigências legais dubiamente interpretadas e às regras claudicantes da FPF, com as escusas de que fez tudo o que pôde para impedir o que a torcida tanto não queria.


É tão perfeito este resultado que a culpa recairá em quem já é odiado por tudo o por todos: a FPF.

Concordo com todos que a Arena está sendo concluída com dinheiro público, e participar disso com o aluguel do Couto também me enoja. Concordo que eles desdenharam por anos de nosso estádio, e agora querem usá-lo. Mas não podemos deixar que as paixões nos ceguem a ponto de sermos envoltos nesta nefasta bruma política.

Para evitar esta encenação toda é que sempre defendi abertamente aqui: se quiserem emprestar, emprestem! Cobrem caro. Joguem limpo. Ponham as cartas na mesa. Não façam de besta a torcida Coxa-Branca! Como esta Copa já está fazendo e fará ainda mais o povo paranaense e brasileiro!

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O Gigante entre a Ubaldino e a Mauá

07/01/2012 15h41
Fernando Schumak Melo

Olá! Caríssimos COXAnautas!

Com muita alegria passo a integrar neste janeiro de 2012 a equipe de blogueiros deste Site o qual acompanho e admiro há tempos! Por isso, meus sinceros agradecimentos!

E para iniciar os trabalhos por aqui, trago a vocês uma poesia. Na verdade, é um samba-enredo que compus em homenagem ao Centenário do Coxa em 2009.
Esta samba, apresentei juntamente com meus amigos e músicos coxas Heitor Hedeke e Marcos Mano, num concurso realizado na quadra da Escola de Samba Curitibana Realeza, que em 2009 desfilou o centenário do Coxa na Cândido de Abreu.

Infelizmente não ganhamos, mas, não importava mesmo a vitória. Importava cantar este samba que é uma declaração de amor ao Coxa. Sempre me entusiasma e emociona esta letra porque, é o Coritiba em palavras: sua história, suas conquistas. É o que sinto por esta instituição que há mais de século alimenta nossa paixão e nossas emoções. A expressão verbal da genética: não se vira Coxa, se nasce verde e branco!

Por isso mesmo perder o concurso não significou nada, foi como já ocorreu em muitos jogos, perdemos e continuamos cantando pelo Coritiba.

Sem mais delongas, segue a letra:

Entre os mais belos clubes brasileiros, figura o meu Verdão.
Já são 100 anos de história, de luta e de glória, amor e emoção.
És o pilar, o alicerce e o norte do futebol do Paraná
A maior torcida, mais querida e aguerrida.
O povo alviverde vem cantar o valor da tradição, e celebrar!

Nascido o fruto da imigração alemã
Pra iluminar o amanhã e conquistar os corações das futuras gerações
Os coxas-brancas, ganharam muito respeito
Vencendo medos e driblando preconceito,
Incorporaram negros aos seus fortes esquadrões
Pra se tornar o paranaense campeão de além mar
70 e 80 décadas a se lembrar
Mas o futuro lhe reserva o mundo a conquistar


É campeão brasileiro, o maior do Paraná,
És o imortal de glória centenária
A missão Coxa Branca é multiplicar a nação alviverde: Evangelinizar!

E a fita azul do estrangeiro, quem pode ostentar?
Só o campeão do povo, ninguém pode negar!

A repressão não consegue controlar, nem frio nem chuva vão poder atrapalhar
Curitiba inteira vai estar lá, pra ver a multidão e admirar!
A massa verde e branca esta a caminhar rumo ao Gigante entre a Ubaldino e a Mauá
É festa, respeito e alegria: Coritiba vai jogar!

E eu vou lá!
Vou ver o meu Verdão!
Eu Vou pro Alto da Gória, vou torcer pro time do meu coração!

E eu vou lá!
Vou ver o meu Verdão!
Eu vou pra lá cantar, eu vou comemorar: 100 anos de paixão!


E que venham mais 100 anos de glórias! Feliz ano novo a todos!

Saudações Alviverdes!

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