Fernando Schumak Melo
Existem tantos outros jogadores de qualidade no nosso time que podem estar se sentindo preteridos.
Em nossa história recente temos casos educativos que mostram o quão prejudicial é ficar exaltando ao máximo um jogador em detrimento dos demais. O Coritiba de Aristizabal, de Marcelinho Paraíba, todos times fracassados.
No presente caso é pior ainda, além de só falar de Alex, falamos mais dos lesionados Emerson, Botinelli e Keirrison, do que dos jogadores disponíveis, estes que estão se doando dentro de campo em prol das nossas vitórias.
Como fica a cabeça destes jogadores?
A imprensa colabora negativamente com rótulos como: “O Coritiba de Alex”. Ou, “o craque do time”, “Alex e mais 10!” Poxa vida, isto acaba com a motivação dos demais e sem dúvida alguma racha o elenco.
Por que Alex não foi para Manaus? Estava machucado? Que eu saiba não. Se ele tinha condições de jogar, não deveria ter sido poupado. Se ficou em Curitiba como prêmio por mais um título paranaense, todos os titulares daquele jogo deveriam ter sido da mesma forma agraciados.
Sinceramente, chega de falar de Alex. Não foi só por causa da ausência de Alex que perdemos vergonhosamente pra este time do Amazonas. Assim como não será única e exclusivamente a presença de Alex em campo na partida de volta que nos fará sair classificados.
Até o próprio Alex já deixou claro que não existe o Coritiba do Alex, mas sim o Alex do Coritiba, ou seja, ele, humilde e inteligente que é, não quer este rótulo de Salvador da Pátria, que na verdade só prejudica o clube e até ele próprio que entra em campo toda vez com a missão de “acabar com o jogo!”
Exaltemos todo o grupo! Toda a comissão técnica! Da diretoria ao ponta esquerda. Do contrário estamos a um passo de rachar o elenco, o que seria um caminho sem volta principalmente por ser nosso elenco comandado por um homem capaz, sem dúvida, mas muito novo e inexperiente principalmente em lidar com guerra de egos.
Na base não tem isso, todos são jovens, submissos e obedientes ao treinador, eis que o início de carreira lhes exige tal postura. Postura que inexiste num grupo formado por jogadores consagrados, até por conta da diferença de salários. Ou tratamos todos de forma igual, ou o caldo vai desandar.
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Fernando Schumak Melo

Coxa, coxa doido! Vice tetra vice!!
Foram os cânticos que embalaram a conquista coxa de domingo. Mas chegar até este final não foi fácil.
Por conta do dia das mães, a logística dominical foi complexa, exigindo de muitos, como eu, muita preparação e administração do tempo para poder estar no alto da glória antes dos hinos nacionais e do Paraná.
09h – Acordar, tomar banho, café, e ir até o açougue comprar carne fresca para o churrasco.
10h – Pegar a mãe na casa dela e dirigir até a casa da sogra, que também é mãe.
10h30 – Temperar a carne, cortar batatas para maionese, fumar um cigarrinho, e tomar a primeira gelada do dia.
11h – Pôr o carvão na churrasqueira e acender o fogo.
12h00 – Retirar os primeiros pedaços assados de carne, e servir ao povo esfomeado que aguarda o cozimento do arroz para complementar a mesa.
13h30 – Almoço em definitivo.
14h – Entregar os presentes para a mãe, a sogra, a esposa, a tia, fotos, abraços, enfim, curtir a família.
14h30 – Escovar os dentes e pôr a camisa do Verdão. Já não estava com ela para não sujá-la de carvão, tempero e sangue de boi.
14h45 – Rumar ao alto de tantas glórias, com o rádio ligado no pré jogo, começar a raciocinar sobre a melhor escalação, sobre as dificuldades do jogo, e principalmente sobre a responsabilidade coxa de ser campeão.
15h30 – Encontrar o amigo de longa data e ter de voltar com ele 5 quadras pra buscar a identidade que havia esquecido no carro. Tudo bem, amigo é pra essas coisas.
15h45 – Tomar a última cerveja antes do jogo. Sim, porque, até à boca do estádio pode, dentro não.
15h50 – Enfim o couto, lotado, apertado, emocionado, colorido. Temperado para a final.
16h12 – Se espantar com a falha de Vanderlei. Absurda. No momento em que o Coxa já dominava as ações. Mais nervosismo. Porque sempre tem de ser assim?
16h30 + ou –, A primeira explosão de alegria. Alex, o craque, o mito, a lenda! Golaço de prima de perna esquerda.
Dali à pouco – A segunda explosão de Alegria. A segunda de Alex!! Artilheiro do time, do campeonato. O craque da camisa nº 10!!
Dali em diante – Festejar, gritar, pular, até ver Geraldo fechar o caixão dos poodles. 3x1 Coxa, e o tetracampeonato! Todos os is com pingos colocados.
Segunda feira – Contemplar a hegemonia do maior do estado. A alegria vestida pela cidade. Ter consciência de que desafios maiores nos esperam, mais principalmente, ter confiança de que estamos no caminho certo. Na trilha do sucesso!
Parabéns Nação Alviverde!
E aos poodles:

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Fernando Schumak Melo
Assim como no atletiba do segundo turno, o atlético entrou mais aceso que o Coritiba. Exigindo logo nos primeiros minutos uma linda intervenção de Vanderlei no canto direito baixo de sua meta.
O Coxa, em um ritmo mais cadenciado, tocava a bola e tentava envolver o adversário. Numa dessas tentativas, Gil deu lindo lançamento a Robinho, que de prima cruzou na cabeça de Deivid que, matador que é, cabeceou pro chão no contra pé do goleiro, abrindo o marcador.
O Coritiba estava com tudo nas mãos, pois a vantagem de 1x0 permitiria-lhe manter seu jogo de toque de bola. Porém, nem deu tempo pra comemorar. Num cruzamento da esquerda, Vanderlei hesitou, e Patric fez uma tremenda lambança. Enfiando a bola de carrinho para seu próprio gol.
Vanderlei que, em que pese ter melhorado neste fundamento, segue com problemas nas saídas de bola. Em pelo menos uns outros três lances dava para ele ter agarrado a pelota, mas hesitou, obrigando seus defensores a se desdobrarem para livrar a área Coxa do perigo.
O gol de empate animou a piazada da baixada que passou a ter as melhores chances e, me arrisco a dizer, dominar a meia cancha.
O Coxa não produzia muito, com Rafinha um tanto quanto sumido, acumulava suas jogadas pelo lado direito.
E mesmo sem pressionar, a melhor chance de gol foi de Alex que recebeu excelente lançamento em condição legal, mas, lento, não conseguiu driblar o goleiro Santos que fez a defesa.
Com destaque positivo para Sérgio Manoel e Robinho, que mais tocaram na bola pelo lado Coxa, e negativo para Vanderlei, hesitante, e Patric que além de não apoiar fez o gol contra, encerrou-se o primeiro tempo.
Iniciou o segundo tempo e o Coritiba seguiu nervoso, impaciente. As feições dos jogadores e do treinador demonstravam irritação e desconforto. Escudero, que havia entrado no lugar de Patric, mesmo sendo experiente, rodado, em menos de 2 minutos já havia tomado cartão amarelo.
O atlético a seu turno seguia mais motivado, mais empolgado e muito mais disciplinado e aplicado taticamente. Buscando sempre o ataque e fustigando a defesa Coxa que não raras vezes demonstrou insegurança.
Aos 12 minutos um fato curioso, caiu o sinal da emissora e sem saber que já estava no ar, pudemos ouvir o narrador conversando com a produção: “ahã, tá bom, ahã, tá bom”, disse ele. Acontece.
Aos 33 minutos, para premiar a substituição defensiva de Marquinhos, bem como a saída de Alex para a entrada do inconstante Lincoln, entre L. Almeida, Chico e Escudero, após batida de escanteio pela direita, Ernani sobe, cabeceia fraco, mas o suficiente para vencer Vanderlei. Dois a um, poodles.
Se eu já havia ficado nervoso com a saída de Alex, quando Geraldo entrou no lugar de Sérgio Manoel o prédio todo pôde ouvir minha irritação...Mas não é que o angolano calou-me a boca?
Geraldo, o maior goleador angolano da história dos atletibas, após falha da zaga atleticana emendou uma pancada para deixar tudo igual. E assim foi até o final.
Com exceção de um bate boca entre Vanderlei e Leandro Almeida, outra prova do nervosismo exacerbado Coxa, depois do quarto e último gol do jogo nada mais aconteceu.
Apesar do resultado ser bom para o Coxa que joga por dois resultado iguais, não podemos deixar de reconhecer que jogamos mal. Empatar com um gol salvador de Geraldo no apagar das luzes é muito pouco para um time do coturno técnico do Coritiba.
Mas, fazendo uma equação simples: se mesmo o atlético jogando tudo o que pode e o coxa não jogando nada, deu empate, se o Coxa jogar pro gasto no próximo domingo, vence e ergue a taça.
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Fernando Schumak Melo
Em 1956, no dia 30 de abril, ou ao menos é isto que diz seu registro, nascia um sertanejo.
Na região metropolitana de Guanambi, distrito do Limoeiro, interior da Bahia, a parteira da região dava à luz Otacílio Pereira Melo.
O décimo filho do velho Rosalvo, não era bem o que a família precisava naquele momento, por isso ele foi dado ao seu tio Deraldo, que precisava de mais gente para cuidar da pequena lavoura de algodão.
Otacílio, ou simplesmente Ota, cresceu então numa casa sem luz elétrica, sem água encanada, e com banheiro comunitário dividido por mais quatro famílias.
Dentre as brincadeiras, chutar bola era sua preferida, e apesar de não ter time, e sequer saber o que era futebol profissional, pois o rádio raramente transmitia, tampouco sabia o que era televisão, não perdia uma pelada de domingo disputada entre os lavradores da região.
Cansado do trabalho braçal, e ajudado por seus irmãos mais velhos que já haviam ido embora tentar uma vida melhor no sul, como tantos outros milhões de nordestinos, Ota veio a São Paulo. Não gostou muito do lugar, achou muito barulhento, tampouco teve sorte em encontrar trabalho.
Como seu irmão Luis, tinha aberto uma charutaria em Curitiba, decidiu vir ainda mais para o Sul. Era o ano de 1973.
Luiz, que já morava em Curitiba, assim como outro irmão de Ota, Tida, haviam escolhido o time errado pra torcer, e levaram o recém chegado baiano para um atletiba na torcida rubro-negra, crentes de que haviam arregimentado mais um para o seu “bando”.
Mas, mesmo estando na torcida que festejava a derrota Coxa por 2x1 em pleno Alto da Glória, Ota não teve dúvida: daquele dia em diante seria um coxa-branca. Primeiro porque jamais gostou da junção do preto com o vermelho, segundo porque, bom, não sabe explicar bem o porquê. A verdade é que sentiu-se coxa branca desde o início.
Tentou inclusive jogar no Coxa, fazendo testes e peneiras, mas Ota não era propriamente o deus da bola, e como não tinha nenhum “padrinho”, foi rejeitado.
Após longo período trabalhando com seu irmão, conseguiu em 1980, emprego na empresa Perdigão, onde esta até hoje, sendo um de seus funcionários mais antigos, com 33 anos de casa.
Ota casou-se, teve um filho, descasou-se, casou-se de novo, e hoje reside em Guaratuba com sua amada Cleo, a uma quadra do mar. Do sertão ao atlântico, a odisseia vitoriosa de um brasileiro, um coxa, que apesar da distância, segue de perto as coisas do time do coração, sendo prova viva da “torcida que nunca abandona”.
Feliz aniversário baiano! Obrigado por me fazer coxa-branca!
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Fernando Schumak Melo

Tirando o 6x0 em cima do Rio Branco, foi um turno tão funesto quanto a camisa três.
Jogos modorrentos, desmotivados e sem brilho que culminaram em empates lúgubres, derrotas inesperadas e vitórias ilusórias.
Viagens que redundaram em desgaste físico e emocional ao time, comissão técnica e prejuízo à instituição.
Um oficial de justiça traz a ordem para os atletas manterem-se reclusos e a estreia na Copa do Brasil é adiada. Estripulia de um “Zé Ninguém” do futebol paraibano, que espero seja punido veementemente pelo STJD e pela CBF por buscar ilegal e inconstitucionalmente a via equivocada (justiça comum).
Como se não bastasse, derrota para o dente de leite do Atlético.
Por mais que ganhemos o campeonato, MCP e seus asseclas sairão ensoberbados e envaidecidos, eis que claramente não deram importância ao certame regional, e ainda sim, por incompetência nossa, estão na disputa pelo título.
O que nos resta então, se, segundo os poodles, a vitória moral já é deles?
Vencê-los duas vezes nas finais e levantar o caneco!
Jamais optaria por decidir com o Londrina, eis que tal hipótese passa primeiro por uma derrota Coxa contra o próprio Londrina na última rodada. E torcer por uma derrota Coxa, é uma lógica que meu cérebro não aprendeu a processar.
Além do mais, vitória moral não fica na história, temos duas vitórias morais na Copa do Brasil, por dois anos seguidos, e elas de nada valem.
Assim sendo, nos resta, pela honra, vencer o Londrina, vencer com folga as duas partidas decisivas contra o nosso maior rival, e conquistar o título em cima daqueles que nos aplicaram tão vergonhoso revez.
E pra não dizer que não falei dos espinhos, concordo que o time se apresenta desmotivado, e meio atrapalhado em campo, mas antes de apontar o dedo para o técnico, devemos nos perguntar: quem viria, pelo mesmo preço, ocupar seu lugar com maior sucesso?
Pois é. Infelizmente, o futebol brasileiro passa por uma crise técnica sem precedentes, somada a uma inflação astronômica e injustificável dos salários dos treinadores.
Tendo isto em conta, por que apostar nos mais jovens em campo, e não também no banco de reservas?
Para mim, segue prestigiado Marquinhos Santos. Futuro técnico Tetracampeão Paranaense!
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Fernando Schumak Melo

Quando nossa geração tiver deixado este plano terreno, e futuros historiadores, jornalistas, economistas, e demais acadêmicos forem estudar o setor da economia esporte, subseção futebol, eles certamente destacarão nossa época como a era de aquário do futebol brasileiro.
Debruçar-se-ão sobre nossa época e decretarão que foi neste momento histórico (final do século XX e início do XXI) que o futebol brasileiro deixou de ser movido pela paixão para funcionar única e exclusivamente através da mais velha e simples equação de mercado: oferta x demanda.
Mas nem sempre foi assim.
Antes, os clubes dominavam a economia futebolística. Com gestões semiamadoras ou muitas vezes amadoras mesmo, geriam o esporte e tinham o domínio sobre seus atletas, dos quais dispunham, como, quando e da maneira que melhor lhes aprouvesse. Os atletas eram de outra estirpe, tinham o que chamamos de “amor à camisa”, e não buscavam tanta projeção de carreira e tantos holofotes.
Essas diretorias amadoras, no entanto, eram formadas por torcedores brincando de dirigentes, criando uma bolha de débitos que mais cedo ou mais tarde haveria de estourar no colo de alguém.
Veio então a Lei Pelé, que por suas lacunas,além de dar a justa autonomia aos atletas profissionais, permitiu que o futebol passasse a sofrer influência de terceiros. Empresários, procuradores, investidores. E estes, técnicos e experts, não tardaram a perceber que poderiam lucrar e muito em cima dos clubes que eram geridos não raras vezes por completos leigos.
Isso sem mencionar a influência sobre os atletas, que quase sempre eram analfabetos funcionais, carentes, e entregavam suas vidas nas mãos de qualquer um com a promessa de um contrato.
Inclua-se neste molho, o ingrediente: televisão. Que há algum tempo é o maior gerador de receitas aos clubes, que ficam reféns da emissora, de seus horários, exigências, eis que esta tem tráfego irrestrito dentro da CBF, que, por sua vez, nunca foi defensora dos clubes, e ainda não é, cuidando apenas, e mal, de sua seleção, mas muito bem de suas finanças.
O quadro todo apontava então para o fim dos clubes, e o surgimento de empresas, como ocorre na Inglaterra e na Alemanha, prioritariamente. Ocorre que nossos clubes devem muito para mudar seu Objetivo Social, nenhuma empresa sobrevive sem lucro e cheia de dívidas.
Surgiram, sem qualquer vergonha, clubes de empresário. Itinerantes, sem qualquer identidade com o povo ou a cidade. Como exemplos: Ipatinga, agora Betim, Grêmio, que ora é Prudente ora é Barueri.
Não precisa ser um especialista do direito desportivo para perceber que é necessária uma legislação para coibir os abusos e permitir que clubes, investidores e empresários convivam no mesmo espaço econômico sem autofagia, e sem a dependência danosa que hoje impera.
Uma outra Lei, de responsabilidade fiscal dos clubes, como existe para o poder público, também é necessária, para coibir más e irresponsáveis gestões, que gastam mais do que arrecadam.
Enquanto isto não ocorre, para lutar contra esta gama de fatores que vinha esmagando os clubes, estes recorreram àqueles que representam o porquê de toda esta celeuma: o torcedor.
Surgiram os “modernos” planos de sócios, uma tentativa dos clubes de voltarem a ser independentes e donos de algum capital que eles próprios pudessem gerir, sem dever porcentagens a este ou aquele.
E ainda temos, para sacramentar a era de mudanças que vivemos, a Copa do Mundo, que dará novos estádios e um novo conceito sobre como se acompanha, ou como se deve acompanhar futebol no Brasil. Conceito teatral importado da Europa.
Não precisamos ir longe para dar de cara com a mudança, basta olhar pra baixo e ver que o clube que sempre invejou nosso patrimônio, agora espera saborear doce vingança.
Corinthians e Flamengo, gostemos ou não, pelo tamanho de suas torcidas, lançaram planos de sócios, que, somados às exorbitantes cotas de TV, lhes proporcionarão vantagem na largada dos “candidatos a supertimes brasileiros.”
O nosso Coxa, se seguir nesta linha empresarial austera, e não mais for liderado por aventureiros, será um time grande, de tradição, de camisa, de base, de respeito. Mas, incomparável financeiramente aos dois acima citados, por exemplo.
Com os pequenos, o futuro será impiedoso. Arapongas, e Cianortes murcharam aos montes pelo Brasil.
Os campeonatos estaduais, deficitários, de renda e público irrisórios, serão extintos, dando lugar a copas regionais e nacionais muito mais rentáveis e de acordo com a "nova ordem" do futebol.
O único ente deste quadro que não mudou e nem mudará muito quando estudada no futuro, é a torcida, que seguirá sendo o componente lúdico, apaixonado, a origem e o destino de toda esta máquina econômica chamada futebol. Mais civilizada, oxalá, e, claro, um pouco mais exigente quanto ao conforto para assistir a derrocada, a falência ou a sobrevivência financeira de seu amado clube.
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Fernando Schumak Melo
Era para ser amanhã, 04 de abril, a estreia Coxa no torneio que nos tem causado maior alegria e maior tristeza nos últimos anos. Porém, devido a um imbróglio da Federação Paraibana, que não sabe direito qual deve ser seu representante, questão esta a ser decidida pelo STJD, o Coxa não sabe ainda com quem nem quando irá jogar.
E este “início”, bem como esta “folga” de uma semana nós permite pensar: será possível outra final em sequência?
Revendo os anais, apenas o Grêmio conseguiu emplacar 3 finais consecutivas do torneio iniciado em 1989; em 1993, 94 e 95. O Coxa é o segundo colocado no quesito finais consecutivas, empatado com Corinthians e Flamengo, entretanto, é o único clube que após chegar a duas finais, não venceu nenhuma, eis que entre os que alcançaram mais de uma vez a partida derradeira, (Grêmio, Inter, Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Fluminense, Vasco e Sport), todos conquistaram ao menos uma vez o caneco.
De todos os 24 campeões, apenas dois não são do eixo RS-SP-RJ-MG: o catarinense Criciúma, que, comandado por Felipão foi à forra em 1991, e o pernambucano Sport, que bateu o Corinthians em 2008, sob a batuta de Nelsinho Baptista. Em 2008 também, nunca é demais lembrar, a Brisa foi eliminada pelo glorioso Corinthians das Alagoas.
O maior finalista é o grêmio, com 6 finais e 4 títulos. O Cruzeiro empata no número de títulos, mas detém o melhor aproveitamento, ganhando as 4 finais que disputou, contando com a ajuda fundamental de Alex para o título de 2003.
E é esta estrela que brilha novamente no gramado do Couto que faz manter acesa a chama da conquista deste título inédito. Porém, este ano, além de igualar o tricolor gaúcho e alcançar sua terceira final seguida, para conseguir o título o Coxa terá caminho muito mais árduo do que nos anos anteriores, eis que a Copa do Brasil está mais inchada e qualificada.
No novo formato, 80 clubes disputarão um mata-mata até restarem 10, que se juntarão nas oitavas-de-final aos 5 clubes que tiverem disputado a Copa Libertadores da América e ao melhor colocado do Ranking da CBF, que pode ser substituído por um 6º clube que tiver participado da competição continental como campeão do ano anterior. Além disso, vai definir os representantes brasileiros na Sul-americana do mesmo ano, acabando com a fase nacional desta competição continental.
(fonte:http://www.cbf.com.br/Competi%C3%A7%C3%B5es/Copa%20do%20Brasil/Informa%C3%A7%C3%B5es%20Sobre%20a%20Competi%C3%A7%C3%A3o/2013)
Outra importante alteração é com relação ao patrocínio e ao nome, eis que a Copa este ano será "Copa Perdigão do Brasil". A empresa comprou os “naming rights” até 2015, tomando o lugar da antiga patrocinadora do torneio e do campeão do ano passado. (fontes: http://www.lancenet.com.br//minuto/Traffic-patrocinador-Copa-Brasil-diminuir_0_872312o-Brasil e http://www.gazetadopovo.com.br/esportes/futebol/conteudo.phtml?id=1348308&tit=CBF-fecha-contrato-e-vende-nome-da-Copa-do-Brasil)
Se é possível chegarmos a mais uma final? Claro que é. Se eu acredito que é possível sermos campeões? Claro que sim!
Afinal de contas torcer é isso. Acreditar e apoiar para no fim descobrir, se é pra sorrir ou pra chorar.
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Fernando Schumak Melo

Poderia falar sobre o momento histórico que presenciamos no último domingo, quando um tabu quase que vintenário foi quebrado, fazendo-nos rememorar a década de 90, a década dos vices, mas não vou.
Poderia falar sobre a pereirada, sobre os coveiros Rafinha e Lincoln, mas tudo sobre estes senhores, por outros já foi dito.
Poderia falar sobre o receio que me dá ver o técnico admitir que foi orientado pelos seus orientandos quando da expulsão do ex-zagueiro sobre o que fazer, mas tal assunto também já está debatido.
Poderia escrever enfim, que o melhor time perdeu, e que quem jogou melhor venceu, mas isto, desde às 18h15m do último domingo tornou-se óbvio.
Eu falarei sobre você: Guerreiro Coxa Branca! Masoquista Coxa-Branca!
Você que saiu de sua casa debaixo de chuva, e que com capa, boné, toca, viseira, gorro e guarda-chuva dirigiu-se ao Couto Pereira.
Você que sabedor das infiltrações, goteiras, cadeiras molhadas, falta de conforto e de dignidade, abdicou da cerveja e do cigarro, e resolveu demonstrar o seu amor mais uma vez a esta instituição centenária.
Você que, por ficar na arquibancada ou na Mauá, a cada rodada faz automaticamente dois pedidos: que o Coxa ganhe, e que não chova.
O primeiro até que tem dado certo, mas o segundo, em Curitiba, é de árdua realização.
Quando ganhamos, cá entre nós, a chuva pouco importa. Mas quando perdemos, como ela é fria e maldita.
Ao ver as imagens que colaciono a esta coluna, orgulhe-se sócio! Orgulhe-se, torcedor! Não é qualquer um que paga, R$70, R$90, mais de R$100 por mês, para expor-se às intempéries e à incerteza de um jogo de futebol.
Ao verem estas imagens, envergonhem-se diretores! Seus torcedores não as merecem! Se não podem nos dar um sapato novo, ao menos troquem a sola do velho!
Meu reconhecimento tem apenas uma única ressalva. Dirigida a você Coxa-Branca que, em que pese todo o seu amor, só reclamou durante os 90 minutos. Pra você que o jogo é um eterno pesar, um sofrimento, eis que tudo está ruim, a diretoria, o comando técnico, o estádio, os jogadores, o jogo; não vá vê-lo! Fique em casa que é quentinho. Você não é obrigado a sofrer.

POST SCRIPTUM
Aproveito este espaço para mandar um beijo à minha esposa Camila.
Esposa, hoje, há dois anos. Alma gêmea, desde a eternidade.
Há paixão pelo direito, música, e futebol,
mas o amor verdadeiro, é de sua exclusividade.
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Fernando Schumak Melo
Sem Alex, Marquinhos Santos volta a ter um time sem um craque. Sem aquele acima da média que desequilibra, e que pode numa jogada, num lampejo de talento, decidir o jogo.
Para piorar a situação do treinador, Robinho, que vem se apresentando muito bem repetidas vezes também não estará à disposição.
O que fazer? Mudar o esquema? Ou simplesmente promover Lincoln à função de Alex e pôr outro para fazer a função de Robinho?
Creio que apenas isto não bastará para envolver e superar o bom time do Jotinha. Os jogadores que entrarem em campo terão de se superar para não sentirmos as ausências dos dois bons jogadores, bem como para não sermos surpreendidos pelos atacantes Bruno Batata, velho conhecido, e pela revelação, Potita, artilheiro do time.
A boa notícia é a volta de Sergio Manoel ao banco de reservas, volante que quando jogou demonstrou talento, mas que pela falta de ritmo de jogo não deve iniciar o cotejo.
Segundo o próprio COXAnautas, o time que deve entrar em campo hoje às 19h30 é o seguinte: Vanderlei; Leandro Almeida, Pereira e Chico (Luccas Claro); Gil, Willian, Lincoln, Rafael Silva e Eltinho; Rafinha e Júlio César
Temos então um time com Gil na ala direita, Eltinho na esquerda, e na criação de jogadas, Lincoln, Rafael Silva e Rafinha.
O que me preocupa é o seguinte, Rafael Silva é frouxo na marcação, indolente, um pouco menos do que Lincoln, quem ajudará então William na proteção à zaga? Quem fará o papel de segundo volante, Rafael Silva ou Lincoln? Quem recomporá a primeira linha defensiva do Coxa ao lado de William? Rafinha, Rafael silva, ou Lincoln? Veremos no transcorrer do jogo.
O esquema não conta, também, com Patric, que, em minha opinião, apesar de destro é melhor ala esquerdo que Eltinho. Além desta possível mudança de peças, se as coisas se dificultarem, o esquema pode ser alterado para o 4-4-2, com Chico sendo deslocado à esquerda, deixando Gil como lateral mais fixo, e substituindo-se Eltinho por Sérgio Manoel, por exemplo, ou outro meio campista que esteja à disposição, como Dejair, ou Emerson Santos, caso o meio de campo necessite de maior preenchimento e poder de marcação.
Em suma, tanto pelos desfalques quanto pela qualidade do Jotinha, não prevejo jogo fácil, mas temos boas opções técnicas e táticas para superar mais este desafio e nos aproximarmos da conquista antecipada do paranaense.
O JOTINHA
O Jotinha do Técnico Sandro Forner, que é auxiliado pelo ex-atleticano Rogério Correa, vem sendo um das gratas surpresas deste carente paranaense, carente de técnica e de público. Jogando num 4-4-2 clássico, o time acumula 3 vitórias seguidas no returno, contra Paranavaí, Cianorte e Arapongas, respectivamente. Possui 9 pontos e a liderança da competição juntamente com o Londrina, superando este no saldo de gols. Promete dificultar as coisas para o Cori e defender com unhas e dentes seu posto de líder. Cabe ao Coxa fazer pesar a camisa e a tradição verde e branca.
HISTÓRIA
O jogo desta quarta feira será o primeiro jogo noturno na casa do Jotinha, que inaugurará seu sistema de iluminação na expectativa de um jogo de alto nível e de um bom público no barigui.
Que os anais da história registrem que o primeiro jogo noturno no Eco-estadio foi Jotinha 1x3 Coritiba.
Soberba? De jeito nenhum, apenas palpite de um apaixonado e sempre confiante Coxa-branca.
Vai pra cima deles verdão!!!
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Fernando Schumak Melo
3-5-2, 4-4-2, 3-4-3, 4-3-3, 4-2-3-1, 4-3-2-1, nenhum desses esquemas pôde ser visto ontem contra o Paranavaí. O único esquema que Marquinhos Santos impôs ao time foi o bumba-meu-boi.
Sim, porque, de início, com Robinho saindo muito, e Lincoln e Alex ocupando o mesmo espaço na meiuca, nem criamos, e ainda sobrecarregamos o William, coitado do William, é volante, pneu, para-choque e para-brisa neste time.
Patric nulo no ataque, displicente na defesa , permitiu o cruzamento para o primeiro gol do vermelhinho. Eltinho foi Eltinho, e ponto.
E assim se encerrou o primeiro tempo.
No segundo, o sistema bumba-meu-boi foi trocado por um ainda mais moderno: o “vai-ou-racha”, com Geraldo de lateral esquerdo e Rafinha de lateral direito. De fato o time foi mais à frente, mas não porque o sistema deu certo, porque o Paranavaí recuou, e esperou para matar o jogo no contra-ataque.
Nosso time virou um amontoado de jogadores sem rumo, sem norte, sem esquema.
Conseguimos virar o jogo porque temos um craque, uma andorinha no meio de tantos outros escaravelhos.
Mas logo tomamos o segundo gol, numa sobra de bola na entrada da área que claramente demonstrou nossa fragilidade: um time sem laterais e sem volantes.
Depois o Rafael Silva foi colocado, mais para dizer que o treinador fez o que pôde do que para qualquer outra coisa. Eis que este menino também nunca joga nada quando entra.
Por mensagens ao fim do jogo, um grande amigo meu me disse: por que não manter o 3-5-2 se estava dando certo? Por que transformar o time num amontoado de baratas tontas? Será Marquinhos Santos um visionário ou um Prof. Pardal?
Deixo estas perguntas às respostas dos senhores.
DOAÇÃO DE SANGUE SÁBADO 16/03/2013 - HEMEPAR
Neste sábado dia 16/03, das 08h30 às 12h00, o Distrito de Rotaract 4730 (braço jovem do rotary Club) fará em parceria com o HEMEPAR, uma campanha de doação de sangue. Vamos lá pessoal! Estamos todos intimados a doar este sangue alviverde que corre em nossas veias, e ajudar a salvar vidas.
O HEMEPAR fica na Trav. João Prosdóscimo, 145, alto da XV. Pertinho do Couto.
GUSTAVO FRUET
À tarde,a partir das 13h, na sede do Rotary nos fundos da rodoferroviária, o Prefeito de Curitiba dará uma palestra falando entre outras coisas, sobre como o Rotaract o ajudou em sua vida. Os interessados em participar podem fazer sua inscrição enviando email para rotaract_puc@yahoogrupos.com.br. A entrada é 1kg de alimento.
Saldações Alviverdes!
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