Ricardo Honório Alves
Nem o mais otimista torcedor do Nacional/AM, assim como o mais pessimista Coxa-Branca esperavam o resultado de 4x1 para o time amazonense.
Dependendo das transmissões de rádio para nos passar as informações sobre o jogo, algumas absurdamente exageradas, não temos com fazer uma análise técnica e tática da partida.
Tudo o que vier a ser analisado seria de forma subjetiva.
O Coritiba foi impiedosamente e vergonhosamente goleado por um time da Série D do futebol brasileiro e é em cima disso que os fatos precisam ser analisados.
Dias atrás o Coritiba perdeu para o Paraná Clube por 3x2 dentro do Couto Pereira e encarei aquela derrota como pedagógica, quando uma partida tão ruim da equipe Coxa-Branca dificilmente se repetiria no Campeonato Paranaense.
Alguns jogos se passaram e o Coritiba foi colocado na roda pelo Atlético Paranaense, em um jogo que chegou a estar perdendo por 3x0, descontando no final com um gol de Alex.
Após mais esta derrota, esperava-se que o time Alviverde enfim tomasse consciência da sua apatia em algumas partidas, e que derrotas como essas não acontecessem.
Mas isso não ocorreu e o Coritiba sofreu a derrota mais humilhante da temporada e que nos leva a várias reflexões.
Quem não pensou que Marquinhos Santos deveria levar um time reserva para Manaus, poupando assim atletas importantes de uma viagem desgastante, após a conquista do título estadual?
Mas e se o time perdesse com os reservas, será que os mesmos não atacariam o treinador dizendo que não tinha que poupar ninguém para que pudesse eliminar o jogo da volta?
Tudo fica no campo das especulações. Mas eu prefiro ainda acreditar que os profissionais do clube sabem o que estão fazendo, mesmo que às vezes as coisas não aconteçam como planejadas.
O fato é que o clube tem a necessidade da contratação de reforços com urgência. No mínimo um lateral esquerdo, um volante, um atacante de referência para fazer sombra e deixar Deivid mais esperto e um atacante de velocidade, pois o time não pode depender só de Rafinha para as jogadas mais agudas.
E se Emerson demorar em se recuperar será preciso contratar um quarto zagueiro experiente e com perfil de liderança, pois o lado esquerdo da defesa tem apresentado problemas e mostrou fragilidade em várias situações.
Outro fator que precisa ser diagnosticado é o que leva alguns jogadores da equipe a mostrar apatia e falta de concentração durante alguns jogos?
Derrotas como a de ontem, e as ocorridas nos clássicos podem atrapalhar todo um trabalho que vem sendo conduzido de maneira correta e planejada.
Digo novamente que não acredito que seja o momento da troca do treinador ou de quem quer que seja.
O mais urgente no momento é sanear as carências da equipe e resolver a apatia que os jogadores apresentam em vários jogos.
O que não pode mais acontecer é o Coritiba ser “nocauteado” de forma avassaladora por um time sem nenhuma expressão no futebol atual.
A derrota de ontem foi um prato cheio para grande parte da imprensa paranaense.
Um conhecido colunista torcedor declarado do Atlético Paranaense destilou em sua coluna o seu contumaz veneno quando falou de atraso de salários e ironicamente falou sobre a citação de Felipão sobre o Coritiba.
Um narrador chegou ao absurdo de pedir a entrada de Bartola quando o jovem jogador nem fazia parte do grupo que foi a Manaus.
Outro narrador fazia ironias no ar sobre o time Alviverde.
Meu pai sempre me dizia que quem avisa amigo é, mas no caso da imprensa paranaense são poucos os jornalistas, cronistas e radialistas em que se pode digerir algo do que é falado.
Neste caso a maioria é adepta do quanto pior melhor. Dificilmente se observa um comentário construtivo.
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
Ou entre em contato com este blog através do e-mail falandodebola@blog.coxanautas.com.br.
Ricardo Honório Alves
Ao navegar por alguns sites que falam sobre futebol em busca de notícias sobre os clubes das Séries A e B do futebol nacional, uma notícia me chamou a atenção e me trouxe a idéia para este post.
O Sport/PE que hoje disputa a segunda divisão do futebol nacional e que para muitos, inclusive torcedores do próprio Coritiba que costumam desvalorizar as coisas do clube, está no mesmo nível do time Alviverde, está prestes a anunciar a contratação do atacante Nunes, atualmente no Botafogo/SP.
Nunes é aquele mesmo do episódio do extintor de incêndio, onde juntamente com o atacante Luis Carlos, que depois ganhou a alcunha de “bombeiro, foi o responsável por uma algazarra nos corredores de um hotel em Maringá, episódio que ocasionou o afastamento dos dois atletas.
Mas o que o jogador Nunes, que já passou pelo Coxa e não deixou saudades tem a ver com esta coluna?
Tudo, diria este colunista.
A contratação de Nunes pelo Sport/PE é apenas um dos exemplos da escassez de bons jogadores no mercado brasileiro e mostra também a diferença do Coritiba de hoje para o Coritiba de ontem.
Isto sem comentar outras contratações de clubes como Flamengo, Vasco, Palmeiras, entre outros.
Antigamente o Coritiba saía ao mercado como um “touro enlouquecido” pegando o que via pela frente e trazia jogadores sem a mínima condição de fazer parte do grupo de jogadores do clube.
Jogadores chegavam e saíam às pencas e times eram formados novamente a cada final de estadual, chegando ao campeonato brasileiro sem um time base e o mínimo de entrosamento.
Nunca me esqueço de um episódio recente da história do clube, mais precisamente em 2008, quando um ex-conselheiro e diretor, chegou para mim e disse:
Honório, estou indo para Mirassol para trazer um lateral-direito que joga muito e que fará história com a camisa do clube, se chama Alex Silva.
Eu que não tinha poder nenhum para convencê-lo do contrário, apenas abaixei a cabeça balançando-a negativamente em sinal de reprovação.
Bem, o final da história de Alex Silva todos conhecem ou a maioria nem lembra tamanha a deficiência técnica do jogador e a importância deste atleta na história do clube. Isto mostra que o diretor conhecia tanto de futebol quanto eu conheço de física quântica.
Mostra também o quão amadorístico já foi o departamento de futebol do clube que trazia jogadores sem nenhuma condição apenas por indicação de empresários, de amigos, de “vi jogar ou falar”, enchendo a prateleira e onerando os cofres do clube.
Ao analisar friamente todas as equipes da Série A, vejo que apenas Atlético Mineiro, Santos, Corinthians, Fluminense, Internacional e Grêmio e talvez o Cruzeiro, que vem investindo pesado, possuem atualmente elencos melhores que o Coritiba.
Times tradicionais como Flamengo, Botafogo, Vasco da Gama, São Paulo, e que em todo começo de campeonatos brasileiros são postulados a posições superiores na tabela ao time paranaense, possuem um elenco abaixo do que Marquinhos Santos tem a sua disposição.
Hoje o Coritiba tem em seu elenco um craque como Alex e jogadores do porte de Leandro Almeida, Emerson, Rafinha, Lincoln, Botinelli, Deivid, Keirrison, atletas que seriam muito bem aproveitados nas grandes equipes do país.
Somam-se a eles jogadores muito úteis e comprometidos que fazem parte do elenco Alviverde.
É óbvio que o Coritiba tem jogadores, que para alguns torcedores, não tem condições de vestir a camisa do time. Opiniões como essa sempre vão existir, até porque a unanimidade não existe, mas pergunte para os torcedores de qualquer grande clube do futebol brasileiro se eles estão satisfeitos totalmente com o elenco do seu time.
O que o Coritiba precisa fazer, e tenho certeza de que a diretoria tem o mesmo pensamento, é encontrar atletas que venham para serem titulares, para agregar e trazer ainda mais qualidade ao time que tem em Alex a sua principal figura.
O mercado está escasso, contratar um jogador de qualidade atualmente é muito mais complicado, mas o lado bom é que é preciso muito pouco para deixar o time em condições de almejar, no mínimo, uma vaga na Libertadores da América de 2014.
O lado bom de ler uma notícia como da contratação de Nunes pelo Sport/PE é que este tempo já passou e o Coritiba hoje está em outro nível.
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
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Ricardo Honório Alves
Hoje o técnico Luiz Felipe Scolari convocou os 23 jogadores que farão parte do elenco da seleção brasileira que disputará a Copa das Confederações, a partir de junho.
O Brasil caiu em um grupo difícil, com Itália, México e Japão. O outro grupo é formado por Espanha, Uruguai, Taiti e Nigéria.
Os dois primeiros de cada grupo de classificam para as semifinais.
Os jogadores convocados são:
Goleiros:
Julio Cesar (Queens Park Rangers)
Diego Cavalieri (Fluminense)
Jefferson (Botafogo)
Laterais:
Daniel Alves (Barcelona)
Jean (Fluminense)
Marcelo (Real Madrid)
Filipe Luis (Atlético de Madrid)
Zagueiros:
Thiago Silva (Paris Saint Germain)
Rever (Atlético Mineiro)
Dante (Bayer Munique)
David Luiz (Chelsea)
Meias:
Fernando (Grêmio)
Hernanes (Lazio)
Luiz Gustavo (Bayer de Munique)
Paulinho (Corinthians)
Jadson (São Paulo)
Oscar (Chelsea)
Lucas (Paris Saint Germain)
Bernard (Atlético Mineiro)
Atacantes:
Hulk (Zenit)
Neymar (Santos)
Fred (Fluminense)
Leandro Damião (Internacional)
Cornetadas
O estilo pragmático de Felipão trazia a expectativa de uma convocação previsível. Mas a grande surpresa na convocação foi a ausência dos experientes meias Ronaldinho Gaúcho e Kaká.
A ausência de Ronaldinho causa grande surpresa principalmente pelo futebol que o jogador vem mostrando no Atlético/MG e também pelo fato de ser o mais experiente dos jogadores da seleção brasileira.
Nesta posição, Felipão optou por levar jogadores mais jovens como Oscar, Bernard, Lucas e Jadson, atletas comprovadamente talentosos, mas a falta de experiência poderá pesar em jogos em que o Brasil poderá atuar contra seleções tradicionais como Itália, Espanha e Uruguai.
Seria importante a convocação de Ronaldinho Gaúcho, que passa por grande fase, para liderar a seleção brasileira neste momento. O atleta do Galo poderia ser convocado para o lugar de Jadson que passa por momento ruim no São Paulo.
Interessante também o fato de que os quatro meias convocados, dois tem estilos mais clássicos de atuar mais centralizados, como Oscar e Jadson, enquanto os outros dois, Lucas e Bernard usam mais a velocidade para armar as jogadas.
Outro ponto a ser destacado são as laterais. O técnico brasileiro optou por levar Jean, um volante improvisado, quando teria outros bons nomes à disposição, como Rafinha do Bayer de Munique.
Pelo lado esquerdo a opção por Filipe Luiz, que faz uma temporada bem discreta no Atlético de Madrid impediu que o versátil Adriano do Barcelona e que poderia atuar pelos dois lados viesse a ser convocado.
A convocação de Adriano abriria mais uma vaga para outra posição, que poderia ser utilizada no ataque ou na meia-cancha.
Para o gol e miolo de zaga, Felipão optou por levar jogadores experientes como Julio Cesar, rebaixado no Campeonato Inglês com o Queens Park Rangers, e Thiago Silva, campeão francês com o Paris Saint Germain.
Nestas duas posições, além de jogadores experientes, Felipão optou por levar o que tem de melhor no momento.
Para a cabeça de área, Fernando e Paulinho deverão ser titulares, mas o treinador brasileiro poderia levar o corintiano Ralf em vez de Luiz Gustavo, aproveitando assim o entrosamento da melhor dupla de volantes do futebol brasileiro no momento. A grande surpresa foi a ausência de Ramirez, do Chelsea.
Para o ataque, talvez a única surpresa tenha sido a não convocação de Alexandre Pato, que foi preterido por Leandro Damião, que ainda não conseguiu desencantar na seleção. Com isso, Fred passa a ser o provável titular ao lado de Neymar. O outro convocado foi Hulk, que atualmente joga no futebol russo e não tem feito uma boa temporada.
Talvez esteja aí o grande “calcanhar de Aquiles” da seleção, pois com exceção de Neymar, os demais jogadores não são unanimidade para a posição.
Mesmo com as ausências surpreendentes de atletas como Ramirez, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Alexandre Pato, a convocação da seleção brasileira não deixa ser no estilo “mais do mesmo”, mostrando pelos atletas convocados que o Brasil terá muita dificuldade e precisará trabalhar muito se quiser fazer um bom papel na Copa das Confederações.
A grande expectativa estará depositada nos pés de Neymar, mas tal qual como Ronaldinho Gaúcho, o craque santista ainda não conseguiu mostrar na seleção brasileira o mesmo futebol que apresenta quando joga com a camisa do seu time.
Pelos nomes apresentados, pela falta de jogadores tarimbados com a camisa da seleção e pela sua qualidade técnica, o meia Alex, do Coritiba, poderia perfeitamente fazer deste grupo de jogadores.
Mas o mais importante que a convocação é a necessidade desta seleção brasileira criar um carisma, uma simbiose com o torcedor brasileiro, fato que está bem distante atualmente e que pode ser comprovado com as vaias recebidas pelos jogadores quando os jogos são disputados no Brasil.
A convocação de onze jogadores, praticamente a metade, de atletas que atuam no futebol brasileiro pode ser o início para uma identificação com a camisa canarinho.
Mas é fundamental que dentro de campo os jogadores comprovem que são capazes e merecem vestir a camisa da Seleção Brasileira.
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
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Ricardo Honório Alves

Do jogo de ontem pouco a se comentar. Um Coritiba bem escalado, taticamente bem definido e se impondo pela experiência, qualidade técnica e força física.
O time fez um grande jogo, com exceção da falha de Vanderlei, o Coritiba não teve problemas para controlar o jogo e ganhar a partida de maneira soberana, sem dar chances ao adversário.
O segundo tempo do time Alviverde foi perfeito, o time mostrou a conhecida qualidade técnica e se impôs perante o adversário, tocando a bola no ataque e chegando com perigo ao gol de Santos.
A defesa muito bem postada não deu a menor chance ao time atleticano.
O título foi justo e premiou o melhor time do campeonato e aquele que mais investiu e levou a competição a sério.
Ao presidente do clube rival um recado:
Enquanto você fica desdenhando do Campeonato Paranaense, o Coritiba vai levantando títulos em seqüência e fazendo história, e o seu time, que já não ganha nada há muito tempo, continuará vivendo de ilusões e do potencial construtivo.
O principal destaque do jogo de ontem não poderia deixar de ser aquele que trouxe uma enorme expectativa na torcida quando voltou para o clube do coração.
Alex fez o que dele se esperava. Matou o jogo no primeiro tempo com dois gols, o primeiro com muita qualidade, e o segundo com oportunismo. Ainda sobrou tempo para um arremate na trave e um sem pulo que passou próximo ao gol adversário.
Escudero, com muita segurança, fazendo uma partida praticamente perfeita na defesa, e Junior Urso que deu muita força ao meio-campo, foram outros dois destaques neste jogo.
Vale ainda lembrar a grande partida que fizeram o lateral-direito Victor Ferraz e o atacante Deivid.
Do time que conquistou o campeonato paranaense, Alex foi o principal destaque e comandante da equipe, mas outros nomes despontaram, dentre eles o meia Robinho que pode ser considerado o principal jogador da equipe neste campeonato depois de Alex.
Marquinhos Santos, apesar de algumas críticas, foi muito inteligente ao “rodar” praticamente todos os atletas nesta competição.
Apesar das dificuldades no segundo turno, o Coritiba hoje tem praticamente todos os seus atletas em ritmo de jogo.
Destaque também para os jovens Zé Rafael e Luizinho que aproveitaram muito bem as oportunidades e hoje são duas realidades dentro do elenco Alviverde.
A menção honrosa da coluna vai para os “legítimos” tetra-campeões, Vanderlei, Pereira, William, Rafinha e Geraldo.
Agora parte o Coritiba para a parte mais difícil da temporada, a sequência da Copa do Brasil, a possibilidade de jogar a Sulamericana e o Campeonato Brasileiro.
O time tem suas carências e a diretoria precisa contratar.
Apesar do bom elenco que Marquinhos Santos tem a sua disposição, posições como a lateral-esquerda, volante e atacante carecem de reforços.
O elenco alviverde terá a volta de Emerson, Botinelli e talvez Keirrison, jogadores que serão muito importantes nesta difícil seqüência, mas se o clube quiser realmente disputar algo maior ainda este ano, não poderá depender apenas das jogadas iluminadas de Alex.
Com um time mais forte e encorpado, o craque Alex poderá fazer ainda muito mais do que já vem fazendo.
Porém não podemos esquecer as dificuldades financeiras do clube e o fato do mercado de jogadores estar muito inflacionado, por isso a torcida precisa continuar fazendo sua parte e se associar. Só assim o Coritiba poderá ter condições de continuar sua caminhada em busca de um grande título nacional.
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
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Ricardo Honório Alves
Faltam poucos dias para o Atletiba que decidirá o título paranaense de 2013. A semana pareceu mais curta do que as outras, muito pelas declarações de Escudero, e a choradeira antecipada e rotineira do presidente atleticano.
O zagueiro argentino que já é conhecido pela sua raça dentro de campo, conseguiu desta vez motivar ainda mais a torcida do Coritiba para esta decisão.
O jogador, que poderá iniciar como titular pelo lado esquerdo, levantará o Couto Pereira a cada dividida, a cada roubada de bola.
O Coritiba precisa deste tipo de jogador. O futebol brasileiro, que está ficando chato, precisa deste tipo de jogador.
Já Petraglia não fez mais do que estamos acostumados nos últimos anos. Tenta jogar a responsabilidade dos seus fracassos dentro de campo em cima da arbitragem, supondo que o Coritiba só vem sendo campeão graças à ajuda da arbitragem.
Pobre Petraglia, esquece que foi o seu time que já teve um gol validado quando a bola foi chutada pela linha de fundo.
Esta choradeira o ridiculariza ainda mais perante a opinião pública. Típico dirigente de time pequeno, que se apega a fatores extra-campo para justificar o injustificável.
Uma vitória e conseqüentemente um título conquistado em cima de um time presidido por um dirigente como Mario Celso Petraglia, que já foi inclusive punido por escândalos com a arbitragem (episódio Ives Mendes), tornará a conquista ainda mais prazerosa para o torcedor Alviverde.
O Coritiba precisa ser grande neste Atletiba. Precisa provar sim que tem um elenco de homens, de jogadores guerreiros, que vestem a camisa Coxa-Branca com amor.
Tem que passar por cima do Atlético, independente dos jogadores que estiverem do outro lado.
Nós torcedores temos que deixar de lado este fato de que do outro lado está o maior rival do Coritiba. Não interessa, o Coxa tem mais time, mais jogadores de qualidade, jogará no Couto Pereira e terá sua imensa torcida a favor incentivando os noventa minutos.
E é este sentimento que precisa estar na cabeça dos atletas.
Cada bola deve ser dividida com muita raça, com a cabeça centrada de que aquela jogada não pode ser perdida. A atenção precisa estar redobrada, a concentração precisa estar presente em um passe ou chute a gol. O foco tem que ser exclusivamente em marcar gols no goleiro adversário.
A torcida Alviverde anseia por uma grande apresentação.
O Coritiba precisa dar a resposta dentro de campo a todos aqueles que duvidam do potencial do time.
Precisa mostrar para Mario Celso Petraglia, para a parcial imprensa local e para os adversários que o grande time do futebol paranaense é o Coritiba Foot Ball Club.
Mas acima de tudo os jogadores do Coritiba precisam provar para eles próprios que são capazes de dentro de campo jogar o futebol que todos estão esperando.
E além de tudo isso, o grande diferencial deste Atletiba será o fato da torcida Coxa-Branca poder ver o “menino de ouro” conquistar o seu primeiro título como profissional com a camisa do Coritiba. O estádio deve ser tomado de uma grande emoção quando Alex levantar a taça de tetracampeão paranaense.
Eu estarei lá e cantarei sem parar durante os noventa minutos para empurrar o Coritiba para cima do time da Baixada.
“Um time pode jogar descalço, pode jogar de pé no chão, só não pode jogar sem alma.” Nélson Rodrigues
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
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Ricardo Honório Alves
O empate por 2x2 no primeiro Atletiba decisivo não foi o resultado esperado pela torcida Alviverde, mas deixou o Coritiba muito perto do tetracampeonato estadual.
O gol de Deivid marcado logo no início do jogo, em um lindo cruzamento de Robinho deu a impressão que o Coritiba iria atropelar os “meninos” atleticanos.
Mas foi pura ilusão. A falta de comunicação entre Patric e Vanderlei (grita é minha goleirão) resultou no gol de empate, colocando pressão para cima dos jogadores do Coritiba.
O gol sofrido parece ter abatido os jogadores do Coritiba, que acabaram sentindo a pressão ( mas não seriam os “meninos” rubro-negros que deveriam sentir o peso de uma decisão?) e pararam momentaneamente de jogar bola.
Na primeira etapa ainda sobrou tempo para Alex perder um gol praticamente sozinho na frente do goleiro adversário em mais um lançamento primoroso de Robinho.
O Coritiba parecia jogar com o regulamento embaixo dos braços, se preocupando mais em não tomar gols, do que propriamente construir uma boa vantagem já no primeiro jogo.
E um time que tem Alex, Deivid, Rafinha e Robinho não pode jogar de maneira “amarrada”.
Veio o segundo tempo e nada mudou. O Atlético mostrava mais movimentação e vontade de vencer.
Já o Coritiba com Alex discreto, tentava viver dos lançamentos para Rafinha, que praticamente foi parado em todas as tentativas pela excelente partida do lateral rubro-negro.
Quando tudo parecia se encaminhar para o empate em 1x1, o bom volante Hernani subiu de cabeça e mandou a bola no ângulo de Vanderlei, que mais uma vez fez o seu “infrutífero” golpe de vista. (o goleiro alviverde precisa ser mais inteligente e ao menos fazer de conta que está indo na bola, pois a torcida já está irritada com seus constantes agachamentos, e ontem seus próprios companheiros mostraram o mesmo descontentamento).
Após o gol tomado, Marquinhos Santos colocou Geraldo em campo, soltando o time, que chegou ao gol de empate com o próprio angolano, que após um lançamento de Robinho, dominou bem a bola e estufou as redes atleticanas.
O gol marcado por Geraldo deixou claro que um time técnico como o Coritiba precisa jogar solto, para cima. A tática de segurar o jogo pode até ter dado o resultado que o treinador esperava, que foi a de conseguir um bom resultado para decidir no Couto Pereira, mas será que não poderia ser melhor ainda se o time fosse para cima?
Os destaques Alviverdes foram muito poucos neste jogo.
Leandro Almeida saiu de sua característica técnica para ser o xerifão da zaga. Robinho, foi o principal jogador da meia-cancha e do time, e Deivid fez o que se espera de um centroavante.
Os demais foram na média, e alguns, como Vanderlei, Patric e Alex abaixo da média.
Não cabem críticas ao craque Alex por sua atuação apagada neste jogo.
Gramado ruim, marcação individualizada, mas principalmente o receio em tomar o terceiro cartão amarelo atrapalharam a atuação do “dono” do time Alviverde.
Não tenho a menor dúvida que Alex irá “arrebentar” no jogo da volta e conquistar seu primeiro título profissional com a camisa do seu clube do coração.
A imprensa paranaense vem se notabilizando por péssimas opiniões, algumas sem fundamento nenhum, mas ontem alguns “especialistas” conseguiram se superar.
Falam do “soco” que Escudero deu em Crislan (pela imagem da televisão não se dá em nenhum momento para ter exatidão do que aconteceu no lance, apenas o jogador atleticano caindo de forma teatral), mas não se fala do cotovelo que Zezinho deixou no rosto de Alex e que se trata de uma jogada muito mais perigosa e que merecia cartão vermelho.
Não se fala também do ridículo impedimento em uma jogada de Rafinha, que fatalmente resultaria em mais um gol do Coritiba.
É demais pedir mais imparcialidade nas análises?
Vou terminar este post do mesmo jeito que fui colocado para ser colunista no COXAnautas, para escrever como um torcedor apaixonado pelo Coritiba Foot Ball Club.
O Coritiba será tetracampeão em cima do tetra-vice Atlético Paranaense.
O time Alviverde irá atropelar e não deixará nenhuma dúvida sobre o melhor time do futebol paranaense.
Se você torcedor Coxa-Branca tem alguma dúvida disso, não tenha, vá ao Couto Pereira no domingo e será premiado com um show Alviverde dentro de campo e nas arquibancadas.
Ao time atleticano, Petraglia, Mafuz, Valmir Gomes, Edgard Felipe, Carneiro Neto e cia só restará chorar, lamentar e jogar a culpa na arbitragem, como sempre.
Ah, e estou torcendo para Escudero entrar e marcar, de cabeça, o quarto gol, aquele que encerrará o placar da partida e dará o tetracampeonato ao Coritiba.
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
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Ricardo Honório Alves

O possível desfalque do lateral-direito Victor Ferraz e a indefinição sobre o companheiro de zaga de Leandro Almeida podem abrir um leque de opções que Marquinhos Santos terá a sua disposição para o Atletiba.
A lateral direita torna-se a principal dúvida em face da ausência de um substituto natural para a posição. Patric, contratado para ser lateral direito, nunca rendeu bem quando escalado em sua posição de origem. Por outro lado, tornou-se o melhor lateral esquerdo que o Coritiba tem a sua disposição. Jackson, o outro lateral direito do elenco, ainda se encontra no Departamento Médico e sem condições de jogo.
Com isso, resta claro que Marquinhos Santos tem duas situações mais viáveis para esta posição.
A primeira delas e mais provável é a escalação de Gil neste setor. Com isso a zaga deverá ser formada por Leandro Almeida e Chico, e com a possibilidade de Escudero ser escalado na lateral esquerda, dando mais proteção defensiva ao time. Com isso, Patric, iria para o banco de reservas.
Nesta hipótese, a meia-cancha seria formada por William, Sérgio Manoel, Robinho e Alex.
Com esta formação, o Coritiba teria uma jogada interessante pelo lado direito, com Gil e Robinho, porém pelo lado esquerdo ficaria dependente das investidas de Rafinha, já que o volante canhoto Sérgio Manoel ficaria mais dedicado a marcação na meia-cancha.
A segunda opção seria a colocação de Patric pelo lado direito. Neste esquema, o meia Robinho poderia perder a condição de titular, fazendo com o que o time Alviverde tenha um meio-campo de mais força, como visto na partida contra o Londrina, com a única diferença sendo a entrada de Alex no lugar de Robinho.
Neste caso, a zaga seria formada por Leandro Almeida e Chico, e Escudero também faria a função de lateral- esquerdo.
Com esta formação o Coritiba ganharia muito em poder de marcação e roubadas de bola na meia cancha, porém pode ficar sem força ofensivo pelos lados do gramado, uma vez que Patric não fez boas partidas pelo seu lado de origem, e Escudero não atacaria pelo lado esquerdo. O time Coxa dependeria muito dos deslocamentos pelos lados dos volantes Gil e Sérgio Manoel.
Porém jogando em um gramado ruim e enfrentando uma equipe que precisará fazer o resultado na primeira partida, esta escalação pode ser a mais eficiente.
Ainda existiria uma terceira opção, mais remota, que seria a colocação de Leandro Almeida pelo lado direito, fechando o trio de zagueiros com Chico e Escudero, deixando Patric como lateral esquerdo.
A meia-cancha permaneceria com os três volantes, e a situação tática seria praticamente a mesma, talvez com maior força ofensiva pelo lado esquerdo com Patric.
Nesta disposição tática, o meia Gil poderia ser o homem do “desafogo” pelo lado direito, tendo a cobertura de Leandro Almeida por este lado do campo.
Particularmente falando, o Coritiba precisará de muita força na meia-cancha nesta partida.
Com o gramado em condições ruins, o toque de bola de um time técnico com Alex e Robinho no meio poderá ser prejudicado.
Em razão disso torna-se mais interessante a escalação dos três volantes, para que o time possa explorar os contra-ataques, apostando na velocidade de Rafinha pelo lado esquerdo e por Gil, pelo lado direito.
A qualidade de Alex será muito importante nos lançamentos longos, principalmente para Rafinha.
Se o time tentar levar o jogo no toque de bola poderá ter dificuldades, já que o gramado não permite tal condição.
Do outro lado, Arthur Bernardes deverá apostar no mesmo esquema que deu certo na vitória por 3x1, com dois volantes marcadores na meia-cancha e dois armadores pelos lados do gramado, apostando na velocidade de Douglas Coutinho e Crislan.
Isso deve fazer com que o Coritiba entre mais precavido, tendo na formação com os três volantes, talvez a situação mais ideal para esta partida.
A sorte está lançada, mais independente das variações táticas, o time que entrar mais ligado dentro de campo deverá sair na frente na primeira partida da decisão.
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
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Ricardo Honório Alves
Em uma época onde continuamos vivenciando um “jornalismo” feito por muitos de maneira “amadorística”, a transmissão televisiva da vitória do Coritiba contra o Sousa da Paraíba trouxe uma surpresa muito agradável a todos os torcedores que puderam acompanhar pelo SPORTV o triunfo Alviverde.
O narrador Odinei Ribeiro e o comentarista Luiz Ademar Carlos Junior deram um show de informações na transmissão do jogo.
Mostrando total conhecimento sobre o Coritiba Foot Ball Club falavam com propriedade sobre o time, desfalques, jogadores, categorias de base, organização do clube e sobre o passado recente do time.
Diferente de grande parte da crônica local, reconheciam o bom trabalho que o Coritiba tem feito nos últimos anos e que culminou com a disputa de duas finais consecutivas de Copa do Brasil.
Enquanto jornalistas e cronistas locais colocam na conta do clube os dois fracassos nas finais, os jornalistas do SPORTV exaltavam um clube grande, conforme palavras dos próprios, que tem tudo para fazer uma excelente campanha não só na Copa do Brasil, como ainda no Campeonato Brasileiro e que as duas finais do torneio nacional não foram disputadas por acaso, mas sim fruto do planejamento do clube.
Foi muito interessante escutar o comentarista Luiz Carlos Ademar Junior falando com propriedade sobre as características dos jogadores do clube, e de atletas como Emerson e Botinelli, que serão de fundamental importância na seqüência da temporada.
Para os torcedores Alviverdes acostumados com o desinteresse e desinformação do clube por grande parte não só da crônica nacional como também da crônica estadual, a transmissão da partida de ontem foi tão prazerosa quanto à vitória que classificou o time de maneira direta e os gols dos meninos Bonfim e Luizinho, formados dentro do clube.
Em tempos de Galvão Bueno, Milton Neves, Paulo César Vasconcellos, Edgard Felipe, Valmir Gomes, Augusto Mafuz, Fernando Gomes, Durval Monteiro, entre outros, os excelentes Odinei Ribeiro e Luiz Ademar Carlos Junior provaram que ainda existe vida inteligente no jornalismo esportivo brasileiro.
Que os jornalistas que trabalharam na partida de ontem continuem acompanhando o Coritiba na seqüência da temporada.
Os torcedores do Coritiba e os amantes do futebol agradecem.
* A grande parte da transmissão foi quando o comentarista disse sobre o fato da Copa do Mundo de 2002 ter perdido com a não convocação de Alex por Felipão. Disse ainda que Alex deveria ter ido no lugar de Kaká, que ainda era muito jovem e que teria outras oportunidades.
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
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Ricardo Honório Alves

A torcida Alviverde saiu feliz e confiante do Alto da Glória na tarde de ontem.
Sem Alex, William e Escudero, o time Alviverde “passeou” em cima do Londrina, e de virada venceu por 3x1, alijando o time do interior da disputa da final do campeonato paranaense.
Após sair perdendo com um gol impedido marcado por Diogo Roque ( será que os vereadores de Londrina teriam algo a esbravejar sobre este gol irregular?), o Coritiba tomou conta da partida e virou com três gols, o primeiro marcado por Deivid, o segundo, um golaço por Rafinha, e o terceiro pelo zagueiro Leandro Almeida, que apareceu na área como um autêntico centroavante.
Marquinhos Santos parece ter “achado” um esquema que poderá trazer ótimos resultados para o time.
A principio, a escalação de três volantes poderia ser um sinônimo de retranca e dificuldades na armação de jogadas ofensivas. Mas não foi isso que se viu em campo.
Com Urso centralizado, Gil pela direita e Sérgio Manoel pela esquerda, o time Alviverde teve muita força em sua meia-cancha, aliando a eficiência na marcação, com um bom número de roubadas de bola, com uma saída com qualidade para o ataque, com Gil e Sérgio Manoel, que constantemente se deslocavam para os lados do gramado para ajudar os laterais.
Com isso, Robinho, Rafinha e Deivid puderam atuar livres sem a necessidade de voltar para marcar e o time criou ótimas oportunidades de gols.
Para um time que terá três jogadores com características muito ofensivas como Alex, além dos já citados Rafinha e Deivid, o Coritiba pode ter encontrado uma boa forma de atuar, tanto em jogos dentro do Couto Pereira, como fora também.
Porém este estilo de jogo foi facilitado pela forma que o Londrina atuou, sempre aberto, procurando o jogo e deixando muito espaço pelos lados do gramado.
Este esquema de jogo precisa ser testado contra times que atuarem mais fechados.
O que se viu ontem no Alto da Glória é que os times que vierem atuar abertos contra o Coritiba terão sérias dificuldades.
O destaque foi o contestado Junior Urso que roubou várias bolas, iniciou contra-ataques e mostrou uma sensível melhora no seu aproveitamento de passes.
Vários jogadores atuaram bem na partida de ontem, como os três volantes, com destaque para Junior Urso, já mencionado acima, Robinho que fez o que se esperava de um armador, dando o lançamento para Deivid no primeiro gol e iniciando a jogada do terceiro gol e o próprio Deivid, que mostrou muita qualidade na finalização, nos deslocamentos e principalmente nos passes, como no segundo gol do Coritiba.
A excelente participação de Deivid mostrou o quanto este jogador é importante para o time, não só como o homem gol, como taticamente. Com Deivid em campo, sempre se abre um espaço na frente da grande área adversária para os homens do meio-campo aparecerem para concluir em gol.
Outro jogador que merece menção é o goleiro Vanderlei que interveio muito bem quando foi solicitado, com duas grandes defesas a queima-roupa na mesma jogada.
Mas o grande destaque do jogo foi o atacante Rafinha.
Atuando com um autêntico ponta, Rafinha com seus constantes e velozes deslocamentos sempre achava uma “brecha” na defesa adversária. Com sua qualidade no domínio de bola, recebia os lançamentos e proporcionou ótimas oportunidades para o time, resultando em uma delas em um autêntico golaço.
A garra e a vontade demonstradas dentro de campo tiveram ainda mais ênfase após a “choradeira” dos jogadores do Londrina na derrota no primeiro turno.
Imagine-se então o que virá por aí nos Atletibas após as declarações de Rafinha na derrota para o Atlético. Com certeza a torcida Alviverde será brindada com um futebol de muita motivação e gana de vencer.
A torcida Alviverde também está de parabéns pelo jogo de ontem.
Compareceu em bom número, mesmo em um jogo que não valia praticamente nada para o time Coxa, e em nenhum momento deixou de apoiar o time, mesmo após a abertura do placar pelo Londrina.
Isto mostrou que uma simbiose entre a torcida e o time pode perfeitamente acontecer. E isso poderá começar já nas finais do campeonato paranaense.
Basta o time, no mínimo, demonstrar muita vontade dentro de campo que a torcida virá junto.
Não se pode deixar de enaltecer a excelente campanha do Londrina neste campeonato regional.
O time Londrinense dono da melhor campanha ao lado do Coritiba trouxe de volta a rivalidade capital-interior que muito bem fez ao campeonato.
Que o legado continue e o time londrinense possa fazer uma boa campanha na Série D, e quem sabe ascender à terceira divisão do futebol nacional.
O futebol paranaense agradece.
Por mais que alguns membros da crônica paranaense se digam “profissionais” é forçar demais dizer que as finais do campeonato estadual serão equilibradas.
Mesmo sendo um clássico, o Coritiba entrará com total favoritismo e ganhará o tetracampeonato sem sustos.
Não tenho receio em dizer que o time Alviverde será campeão com duas vitórias.
O raio não cai duas vezes no mesmo lugar, e os “meninos” atleticanos trataram de motivar os jogadores Alviverdes após a vitória do Atlético na Vila Olímpica.
Que o diga, o “engasgado” Rafinha.
Agora as forças voltam-se para a Copa do Brasil na primeira partida contra o Sousa.
Mesmo o time reserva que irá disputar este jogo tem totais condições de conseguir a classificação sem a necessidade da segunda partida.
Este triunfo será muito importante para que todos os jogadores estejam descansados e focados única e exclusivamente nas finais do campeonato estadual.
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
Ou entre em contato com este blog através do e-mail falandodebola@blog.coxanautas.com.br.
Ricardo Honório Alves

Minha primeira coluna no COXAnautas foi publicada em 2005. Após alguns textos enviados para o site, falando sobre os adversários que o Coritiba enfrentava, fui convidado pelo amigo Luiz Betenheuser a ter espaço fixo no site.
No começo, os textos falavam mais sobre os adversários que o time iria enfrentar, mas comecei a tomar gosto pela coisa e escrever mais e mais sobre o próprio Coritiba.
Costumava escrever ainda no “calor do jogo”, ao final da partida. O jogo mal se encerrava e lá ia eu direto para o computador para colocar aos leitores a minha impressão da partida.
A vitória trazia a impressão de que tudo estava “as mil maravilhas”. Já a derrota sempre trazia a impressão de que muita coisa precisava ser mudada.
E como o Coritiba enfrentou, em 2006, uma temporada muito difícil dentro de campo, com episódios polêmicos, como a briga no aeroporto e a continuidade na segunda divisão, fiquei marcado por ser um colunista polêmico, daqueles que não se importavam em falar o que pensava.
E isso era sempre motivado pelo fato de escrever no “calor das emoções”.
Fui marcado negativamente por um episódio com o volante Túlio, quando discuti asperamente com o jogador durante uma partida contra o Santo André, o qual fui citado pelo técnico Renè Simões, de maneira negativa.
Aquele episódio me fez repensar em muita coisa, mas ainda o “lado ácido” imperava em meus textos.
Mas aos poucos fui apreendendo a escrever após a “poeira baixar” e com isso chegava a uma conclusão óbvia:
Nem sempre tudo está certo na vitória, assim como nem tudo está errado após uma derrota.
E assim fui “reaprendendo a escrever”. Deixando de lado um pouco a visão de torcedor que escrevia com emoção para a de um escritor que publicava textos de maneira mais racional.
O fato de ter amizade, fora de campo, desde 2009, com Felipe Ximenes, superintendente de futebol do clube, me fez enxergar o outro lado do futebol, que não fossem apenas os noventa minutos de uma partida.
Pude acompanhar todo o trabalho realizado durante uma semana, as atribuições e capacidade de cada profissional do clube, a evolução do departamento de futebol, as dificuldades encontradas, não somente na logística diária, como principalmente “na lida” com o atleta, desde a sua contratação, até seus problemas, afinal o jogador também é um ser humano como outra pessoal qualquer.
E este quadro me fez mudar radicalmente a minha visão não só sobre o Coritiba como o futebol em geral.
A mudança de postura, observada facilmente em meus textos, foi alvo de críticas de vários leitores, que enxergavam agora um Honório “chapa branca”. Para alguns as colunas eram totalmente pró-diretoria, mas para outros elas passaram a ser mais ponderadas, deixando de lado o fator "chapa branca".
Para mim, a única diferença é que, após o início da convivência com Felipe Ximenes, eu passei a conhecer o que é exatamente o futebol. Percebi que eu entendia muito menos do que eu pensava.
E ali, cheguei à conclusão de que o futebol é muito mais do que apenas os noventa minutos de uma partida.
Mas o amigo leitor deve estar se perguntando o porquê desta "ladainha" toda.
Na verdade, o início deste post foi colocado para tratarmos da ridícula derrota para o time Sub-23 do Atlético Paranaense.
Não vi o jogo, apenas escutei no rádio como há muito tempo não acontecia.
Não me senti seguro para ir ao Boqueirão. Aos 37 anos, e pai de família, não posso mais me dar ao luxo de ir a um estádio ou algum outro local que ofereça algum tipo de segurança a minha integridade física.
O Coritiba não é a prioridade na minha vida. Minhas filhas são. E muitos deveriam pensar da mesma maneira. Talvez tivéssemos episódios menos negativos, se levássemos o futebol apenas como uma diversão.
Ah o jogo. Bem o que escutei foi um Coritiba, mais uma vez, apático dentro de campo. Tendo sido superado na motivação, na garra e na vontade por um time infinitamente inferior tecnicamente.
E isso nunca poderia ter acontecido. Os jogadores Alviverdes deveriam no mínimo ter a mesma motivação que os “meninos” atleticanos tiveram dentro de campo. Se isso acontecesse, a técnica prevaleceria e o Coritiba fatalmente sairia do Boqueirão com uma vitória.
Mas não foi isso que aconteceu. E no final o mesmo discurso de sempre. Que o time entrou desligado, que o time atleticano estava mais motivado, etc.
É inadmissível que um clube de futebol entre desligado em uma partida, principalmente quando ela é jogada contra o seu maior rival.
Ontem cheguei à conclusão de que algo realmente precisa ser feito, para que não aconteça algo pior ao final da temporada.
Não sou daqueles que acham que tudo está errado. Que o presidente é frouxo, que o superintendente de futebol, amizades a parte, é incompetente, que o treinador precisa ser mandado embora e que o grupo de jogadores é fraco.
Pelo contrário, penso que o trabalho vem sendo bem conduzido, que a troca de treinador não é a melhor opção no momento e que o grupo de jogadores tem condições de fazer bonito pelo Coritiba.
Mas não admito em hipótese alguma que os atletas entrem desmotivados dentro de campo. E é neste ponto que alguma coisa precisa ser feita.
Mesmo sendo contra a troca do técnico neste momento, se ele não está conseguindo motivar os seus atletas ou não está se fazendo entender que alguma providência seja tomada ao final da competição estadual.
Além disso, alguns reforços serão necessários para deixar o time mais forte para o campeonato brasileiro. Mas que sejam contratados jogadores que tenham um perfil vencedor, que cheguem e entrem motivados quando colocarem a camisa do Coritiba Foot Ball Club.
Fora de campo, tenho a mais absoluta certeza de que os atletas têm todas as condições para desenvolver e aprimorar o seu trabalho. Mas porque isso não tem acontecido durante os noventa minutos?
Às vezes bate uma saudade de quando eu era apenas um torcedor que colocava no papel todas as suas emoções. Com certeza este texto, pós Atletiba, seria recheado de impropérios contra os jogadores do Coritiba.
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
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