Fazer Login | Cadastrar-se | Entre em Contato

COXAnautas

Estrela Dourada

Pleonasmo

16/02/2012 10h35
Marcus Popini

Peço desculpas, não queria ter errado.

Infelizmente, o autor dessa frase foi o jogador Rafinha. Digo infelizmente não para desmerecer a honradez e a humildade do atleta em assumir o seu erro e por ele se desculpar, mas sim porque ela deveria ter sido dita, já há muito tempo, pelo treinador da equipe alviverde.

Marcelo Oliveira NUNCA disse que errou, que escalou mal, que fez substituições bizarras que não deram certo, que posicionou o time de forma equivocada. Todos os nossos maus resultados são sempre atribuídos às virtudes dos adversários, a erros dos nossos atacantes, ao azar, etc. E aí eu pergunto ao mais ferrenho defensor do nosso técnico? Isso é mesmo possível? Alguém pode ser assim tão perfeito?

Tivesse um pingo de humildade, talvez Marcelo Oliveira conseguisse até dar um bom encaminhamento à sua carreira. Suas entrevistas coletivas pós-jogos são cantilenas de lamentações sobre o azar e de exaltação aos adversários, e nunca se transformam em catalisadores de mudanças, sejam de atitudes ou de postura.

Sim, é preciso reconhecer que a diretoria alviverde também errou, e feio, ao desmantelar uma equipe que, ainda que não tivesse conquistado nada de concreto além de números, foi capaz de ao menos dar esperanças ao seu torcedor de que algo bom ainda poderia vir a acontecer. E, pior que o erro, foi a MENTIRA deslavada contada pelos diretores sobre a manutenção de 80% do elenco. Porém, ainda assim, será que o time [novo] que foi montado, mesmo sendo claramente inferior ao do ano passado, e que obviamente precisa ser muito reforçado para o Brasileirão, não teria condições de alcançar a vitória (e com facilidade) sobre os times de menor expressão no fraquíssimo campeonato paranaense, desde que fosse bem armado ou que tivesse alguém à beira do gramado com capacidade de ousar sempre??

Em sã consciência, qual torcedor do Coritiba e do Atlético imaginaria que chegaríamos ainda a três rodadas do final do primeiro turno com quatro pontos de distância entre um e outro, sendo que o primeiro colocado é um time que não tem nem estádio para jogar, deu vexame durante todo o ano de 2011, e está se valendo das categorias de base (será que Marcelo Oliveira sabe que o Coxa também as tem?) para compor seu elenco??

Nunca escondi minha opinião sobre a falta de capacidade de Marcelo Oliveira para treinar o Coritiba. E sempre listei meus argumentos para demonstrar que essa opinião foi construída sobre fatos e sobre resultados, e não por antipatia gratuita, muito menos por eu não amar o Coritiba, como alguns idiotas se permitem dizer. Penso ser um erro dar guarida eterna a quem falha nos momentos decisivos, que não sabe decidir sob pressão e, principalmente, a quem nunca assume os seus erros. Quantas rodadas mais teremos que nos ver em uma posição na tabela que sequer nos daria o consolo de um "quase", ao qual vimos nos acostumando, pois nem em segundo lugar estamos? Quantas decisões mais teremos que perder, para que alguma providência seja tomada? Quanto tempo mais teremos que ter medo dos fantasmas do passado, ressuscitados pela tolerância diretiva com os erros??

Marcelo Oliveira, ao discursar, é um pleonasmo de si mesmo. Ainda assim, eu não ousaria dizer jamais que suas virtudes são poucas. Porém, se à sua honestidade e à sua dedicação ao trabalho fosse acrescida uma quantidade ínfima de humildade em reconhecer seus erros, como a demonstrada pelo melhor jogador do elenco, talvez ainda pudéssemos ter esperanças de, pelo menos, voltar a festejar números, uma vez que conquistas ele já provou ser incapaz de nos dar.


80 Comentários. Comente sobre esse post.

Ou entre em contato com este blog através do e-mail estreladourada@coxanautas.com.br.

Já ???

15/02/2012 10h17
Marcus Popini

O Coritiba chega hoje, dia 15 de fevereiro, à sua primeira decisão em 2012.

Absurdamente, vamos jogar contra o Cianorte correndo sérios riscos de, em caso de mais um resultado negativo, ficarmos alijados da disputa do primeiro turno do Campeonato Paranaense.

Particularmente, acho essa situação meio surreal (o “meio” fica por conta da imprevisibilidade do futebol), ainda mais quando levo em consideração que há duas semanas festejávamos números. Depois de tudo o que foi dito e cantado aos quatro ventos sobre as “conquistas” de 2011 e sobre a manutenção da base da equipe para 2012, deveríamos estar apenas passeando no campeonato estadual, pois o único time que, teoricamente, poderia nos fazer alguma frente, está esfacelado, rebaixado nacionalmente, “passando a sacolinha” (para o poder público, infelizmente) e não tem nem estádio para jogar.

Penso que pode haver três explicações para termos chegado, já na 8ª rodada do primeiro turno, precisando desesperadamente da vitória: ou 2011 não foi tão espetacular quanto muitos acham e os números que tanto festejamos eram irrelevantes quando contrapostos às conquistas (como eu escrevi aqui no último texto, recordes são efêmeros, ainda que grandiosos, mas conquistas são eternas), ou a base do time não só não foi mantida, como foi simplesmente destruída, ou, ainda, a incapacidade de nosso comando técnico finalmente é provada.

Se há um consenso sobre a campanha alviverde de 2011 é a de que ela foi a prova da nossa superação, depois das tragédias de 2009. Cumprimos nossa obrigação regionalmente, não ousando perder para nenhum dos timecos que existem no Paraná. Estivemos bem perto de conquistar um título de abrangência nacional e, depois, de obter uma classificação à Libertadores. Fracassamos, e o que nos sobrou foi cantar e exaltar a superação de um quase moribundo para aplacar a frustração que, em mim ao menos, insiste em se fazer presente. No mais, 2011 sempre será motivo para intensos debates entre aqueles para os quais um “quase” basta, e aqueles para os quais o “quase” é igual a nada.

A meu ver, a explicação sobre a renovação da base do time casa melhor com os sustos que temos tomado contra um time que voltou agora da segunda divisão do estado, e contra um time que tomou de sete do nosso adversário de logo mais. As saídas de Leandro Donizete e de Leo Gago nos tiraram não apenas a capacidade de articular a transição da defesa para o ataque, mas também a estabilidade que tínhamos como uma equipe. Perdemos, ainda, a voluntariedade de Bill, que foi trocada pela imobilidade de Marcel, e a genialidade de Marcos Aurélio (talvez aqui caiba o "em terra de cego...."), que sequer foi trocada por alguém, dada a inexistência no atual elenco de alguém com características ao menos parecidas às dele. O resultado é que o time do Coritiba hoje é, falando de forma simples, uma bagunça só.

E, dessa bagunça só, surge a terceira e, para mim, mais plausível explicação sobre a temerária situação que vivemos já no início de 2012: Marcelo Oliveira é incapaz de acertar quando a situação ou é decisiva, ou é adversa. Mas sobre Marcelo Oliveira eu já falei muito, e como para uns poucos (felizmente) é proibido ter opinião crítica sobre o nosso treinador, não há muito mais o que eu dizer. Para quem ainda tem alguma dúvida sobre esse assunto, basta assistir ao VT das partidas contra o Londrina (quando novamente voltamos àquela armação defensiva e covarde ao jogar fora de casa contra um adversário um pouquinho mais tradicional que os demais) e contra o Rio Branco (aonde vimos às já tradicionais substituições inócuas dos laterais durante o jogo, aos volantes batendo cabeça, ao maldito poder de desmotivação de um treinador que deixa de fora da partida alguém que tinha sido decisivo na partida anterior). Acho que é impossível rever esses jogos e, ainda assim, deixar de reconhecer a incompetência (que pode até ser pontual, mas que é decisiva para os fracassos) de Marcelo Oliveira.

Não há mais espaço para erros, sob pena de comprovação de que nossa realidade é incompatível com os nossos sonhos. A diretoria precisa investir parte do dinheiro das negociações de Donizete, Gago, Marcos Aurélio, Jeci e, agora, Davi, e contratar alguém que realmente faça a diferença nas laterais, no meio de campo e no ataque (no mínimo um jogador para cada um desses setores); Marcelo Oliveira precisa se decidir se realmente quer conquistar algo grandioso, ou se quer continuar sendo apenas o “paizão” de uma família de jogadores sem ambição; e nós, torcedores, temos que nos decidir se queremos mesmo algo mais além de números e de história para contar.


73 Comentários. Comente sobre esse post.

Ou entre em contato com este blog através do e-mail estreladourada@coxanautas.com.br.

Números impressionantes!

06/02/2012 14h45
Marcus Popini

38 jogos seguidos sem derrotas pelo Campeonato Paranaense, sendo 22 vitórias consecutivas nas últimas partidas.

Em 2012, 100% de aproveitamento no regional: 5 jogos, 5 vitórias, 16 gols marcados.

E o Coritiba segue acumulando números que, de tão expressivos, mudaram o conceito sobre o que é normal e o que é absurdo. Essa impressionante sequencia de vitórias já é tratada por muita gente como sendo corriqueira, fácil de ser alcançada.

Sim, é sabido que o nível dos campeonatos regionais cai a cada ano que passa. Mas isso é válido para TODOS os regionais do Brasil, e não apenas para o Paranaense. E, em assim sendo, deveria ser mesmo fácil para os grandes clubes do país alcançarem marcas iguais às do Coritiba. Mas não é isso que se vê. Entretanto, aqueles que desmerecem tais números talvez o façam por desconhecerem, por completo, a sensação de fazer das vitórias uma doce rotina.

Fico orgulhoso, sim, e muito, com esses números. E espero que, desta feita, eles sejam apenas uma etapa do verdadeiro objetivo final, possam se transformar em troféus e em títulos de abrangência nacional, e não se encerrem por si só nas grandezas de seus algarismos. Pois recordes são efêmeros, ainda que grandiosos, mas conquistas são eternas.

Muita força para ti em 2012, Coritiba!


66 Comentários. Comente sobre esse post.

Ou entre em contato com este blog através do e-mail estreladourada@coxanautas.com.br.

80 % do que?

28/12/2011 14h36
Marcus Popini

Continuando o tema do post abaixo...

Se confirmadas todas as especulações sobre as idas e vindas no elenco Coxa Branca, perderemos 6 jogadores titulares do time de 2011: Jonas, Jeci, Leandro Donizete, Léo Gago, Marcos Aurélio e Bill. Ainda que alguns deles sejam contestados pela torcida (como é o caso de Bill, que foi "somente" o artilheiro do Coxa em 2011, com 27 gols) esses jogadores eram titulares e foram responsáveis pelo bom ano que tivemos (bom em termos de aproveitamento, não de conquistas).

Fora o Bill, que já foi, Marcos Aurélio, que está indo, marcou 20 gols em 2011; Davi, de quem ninguém tem notícias ainda, marcou 18.

Não sei qual é a conta da diretoria para afirmar que 80% do elenco será mantido. A não ser que o time titular não tenha um peso maior, como seria o certo numa conta dessas...

Ficamos, pois, com as apostas nos novos contratados, como compensação pela saída de meio time titular.

Só não entendo por que negar transações que todos dão como certas. Isso, se eles (da diretoria) não sabem, custa credibilidade. Não é crime negociar jogadores. No nosso caso, seria mais uma quebra de promessa (outra vez) do que qualquer outra coisa. Certamente é preciso negociar alguns atletas, até para dar equilíbrio financeiro ao clube. Só não é necessário ficar negando tudo, e, consequentemente, acalentando esperanças na torcida de que nossa base será mantida, para depois fazer cara de paisagem diante das fotos dos jogadores sendo apresentados por outros clubes do Brasil (o que implica em reforçar nossos adversários).

Por outro lado, penso que foi uma tacada de gênio da diretoria a negociação do Jonas. O Coritiba recebeu dinheiro pela transação, manteve parte dos direitos sobre o jogador, e ficou com o [reserva de Jonas] Maranhão que, a meu ver, é bem melhor do que o titular que se foi. Acho que poucos não aprovarão essa transação (dentre eles o técnico Marcelo Oliveira, de quem Jonas era um dos titulares intocáveis).

Enfim, por conta de estarmos dependendo que os contratados dêem certo no Coritiba, fica mais difícil saber o que esperar de 2012. Talvez o correto seja reduzir as expectativas a 80% das iniciais...


130 Comentários. Comente sobre esse post.

Ou entre em contato com este blog através do e-mail estreladourada@coxanautas.com.br.

Sobre a base do time e sobre o preço da alma

23/12/2011 10h28
Marcus Popini

MANTER A BASE?

Leandro Donizete já foi.

Davi, Leo Gago, Marcos Aurélio e Jonas parece que estão indo. Jonas pode até ir mesmo, mas SE (e ressalto o SE) os outros três realmente saírem do Coritiba, a situação já começará a ficar preocupante. No caso de nenhuma dessas especulações se confirmar, ótimo, o susto valeu como alerta.

Perder, de uma só vez, dois volantes tarimbados e experientes, que sempre deram conta do recado, beira a estupidez. Por mais que Willian esteja “pedindo passagem”, somente ele não seria capaz de repor a qualidade perdida CASO se confirme também a saída de Leo Gago, além da de Donizete, infelizmente já confirmada. A menos que o tal Junior Urso seja outro leão (ou urso mesmo) em campo, mas quem seria capaz de apostar nisso a ponto de arriscar vender, de uma só vez, os dois volantes titulares do time??

Em relação a Marcos Aurélio: custo a entender como podemos abrir mão tão tranquilamente de um jogador do nível dele. Pode ser que seja por conta do seu salário, que, se for mesmo um dos maiores do elenco, é por puro merecimento. Penso que a queda de produção desse jogador, em 2011, se deveu muito mais ao esquema tático armado pelo nosso treinador, que sacrificava Marcos Aurélio em quase todos os jogos e ainda o penalizava com uma substituição também em quase todos as partidas. Dizem que jogador de futebol tem seus ciclos, e que eles se encerram. No caso de Marcos Aurélio, acho que eu quem encerrou o ciclo dele no Coritiba foi Marcelo Oliveira. Quisera eu fosse o contrário...

Também não entendo, talvez por não conhecer nada dos bastidores, porque não se fala nada sobre a renovação com Davi que, pra mim, sempre “deu um gás” no time quando atuou como titular (que o diga o nosso primeiro semestre de sonhos, que vivemos neste ano).

Sim, eu tenho consciência de que não se pode manter o mesmo elenco de jogadores nas viradas dos anos, bem como acho que foram estupendas as renovações com Rafinha e Emerson. Porém, há que se ter o cuidado de não colocar entre os jogadores “negociáveis” aqueles que compõem a espinha dorsal da equipe, como os dois volantes titulares e um dos craques do time, por exemplo.

Reforços mesmo, na acepção da palavra (aumento de força, peça que se junta a outra para torná-la mais forte) ainda não trouxemos NENHUM. Marcel, em minha opinião, é um refugo. Depois que saiu do Coritiba, onde foi muito bem em 2003, não deu certo mais em lugar NENHUM. Não me furtarei de voltar aqui e me desculpar depois, caso Marcel desande a marcar gols. Mas não tenho nenhum motivo para confiar que ele será o centroavante com o qual sonhamos, já há algum tempo. Gostei da contratação de Lincoln, mas ela só se confirmará como realmente boa caso esse jogador esteja com a cabeça no lugar. Renan Oliveira é uma eterna aposta, Lima e Jackson são novas apostas, e sobre apostas bem sabemos que se pode ganhar ou perder.

Enfim, louvo a continuidade administrativa que se instaurou no clube, mas nem por isso deixo de ter uma pontinha de preocupação com o que se está fazendo com o nosso elenco para 2012. Só espero que quem esteja tomando essas decisões tenha consciência de que regredir, a essa altura do campeonato, seria fatal para qualquer projeto de reconstrução do Coritiba.




A ALMA TEM UM PREÇO?

Fiquei boquiaberto ao ler que, depois de idas e vindas, nosso novo presidente não só elogiou o novo presidente do rebaixado rival, como disse que estaria disposto a conversar sobre um possível empréstimo (ou aluguel, ou seja lá o que for, como se a dignidade tivesse um preço) do Couto Pereira a eles, caso o Coritiba venha a ser procurado. Ceder o nosso estádio ao Atlético não seria uma atitude altruísta, em nome do “fortalecimento do futebol paranaense” (gozado é que só nós falamos disso...); seria, sim, pura falta de vergonha na cara. Seria como convidar a entrar em nossa casa aquela pessoa cuja falta de ética sempre criticamos, aquela pessoa que usamos como um exemplo a não ser seguido pelos nossos filhos, aquela pessoa que sempre não apenas desdenhou de nós, como tripudiou sobre nós à custa de falácias. Deixem, pois, o Atlético longe do Couto Pereira! A benevolência só cabe para quem a faz por merecer!


96 Comentários. Comente sobre esse post.

Ou entre em contato com este blog através do e-mail estreladourada@coxanautas.com.br.

Um 2012 sem 'quases'

16/12/2011 12h33
Marcus Popini

Não vou tentar esmiuçar aqui um assunto sobre o qual o consenso certamente não existirá.

Para alguns, 2011 foi um ótimo ano para o Coritiba. Para outros, não.

Penso que neste ano a parte administrativa do clube esteve muito bem. Não conheço nada dos bastidores, muito menos tenho acesso direto a qualquer informação vinda de dentro do clube. Mas o simples fato de termos tido a "eleição" (ou, melhor dizendo, a aclamação de um presidente) mais tranquila dos últimos anos dá mostras de que o clube parece, enfim estar no caminho certo.

No que diz respeito aos resultados (entenda-se “conquistas”), ficamos com o título regional invicto. Estivemos muito perto de mais um título com abrangência nacional, e fracassamos. No final do ano, outra vez estivemos à porta de conquistar uma vaga para a Libertadores e, novamente, fracassamos, desta feita de forma vergonhosa e humilhante, diante de um já putrefato rival.

De minha parte, tenho esperanças que em 2012 possamos repetir as boas campanhas na Copa do Brasil e no Brasileirão. As renovações com Willian, Rafinha e Emerson, sinalizam, além de novos tempos no Alto da Glória (no que diz respeito a segurarmos bons jogadores), que não devemos entrar nos campeonatos apenas para cumprir tabela. Só espero que desta feita, porém, possamos coroar possíveis boas campanhas com conquistas reais, e não com discursos conformistas de quem se contenta em ser um eterno coadjuvante. Chega de ficar no quase!

Pés no chão, sim; resignação com a nossa pretensa pequenez, não. Planejamento, sim; abdicar das oportunidades conquistadas por méritos próprios, não. Ambição, sim; conformismo, nunca mais!

Que em 2012 o "quase" fique para os outros, e que o ano seja pleno de conquistas para o Coritiba e para a sua torcida!


100 Comentários. Comente sobre esse post.

Ou entre em contato com este blog através do e-mail estreladourada@coxanautas.com.br.

Vergonha

05/12/2011 12h45
Marcus Popini

Se é que existe um lado bom em uma desilusão, é quando ela nos poupa de desilusões ainda maiores.

Pois, sendo realista, que chances teria o Coritiba no maior torneio do continente, com essa mentalidade e essa postura de time pequeno?

Ontem, no clássico na Baixada, o Coxa foi um time de frouxos. Sem garra, sem determinação, sem buscar a vitória um único instante sequer, visivelmente orientado por seu treinador (ou por seus dirigentes) a segurar o jogo (Vanderlei começou a fazer cera aos 4:17 minutos do primeiro tempo...). Como consequência óbvia, foi derrotado por um time medíocre que, aos 20 minutos do primeiro tempo, já tinha confirmado a sua presença na segunda divisão de 2012, depois de ter passado 37 das 38 rodadas na zona de rebaixamento.

O Coritiba perdeu o chamado “Atle-Tiba do Século”. Isso é fato, e ficará marcado para sempre. E também perdeu, pela segunda vez no mesmo ano, a chance de se classificar para a Libertadores. Outro fato. Contra esses FATOS certamente surgirão conjecturas sobre 2011 ter sido um bom ou um mau ano para o Coritiba. Isso, porém, não é o que se discute aqui, agora. Pois a vergonha de ter visto um time covarde, apático, sem alma, não combina, definitivamente, com a idéia de um ano vencedor.

Pior do que a humilhação da derrota para um time de segunda divisão foram as entrevistas dadas no vestiário alviverde por seu técnico e por seu superintendente de futebol. Tudo bem, não se deveria dizer que, deste ano, nada há o que comemorar. Mas pelo menos poderia ter sido ouvida alguma lamentação pela derrota vergonhosa, e alguma sinalização de que se pretende corrigir, em 2012, o que faltou este ano.

Tenho consciência de que o Coritiba está em um processo de reestruturação, assim como não se pode negar que 2011 superou as expectativas da nossa judiada torcida. Mas tenho comigo que, para se tornar [novamente] um clube grande, além do planejamento, que parece estar sendo feito de forma correta, o Coritiba não pode prescindir da ousadia de sempre querer mais, nem abdicar das oportunidades quando elas se abrem à nossa frente.

Conformismo e ambição são sentimentos antagônicos. Para este, o fim traz uma premiação; para aquele, a vergonha é castigo certo e, mais do que isso, merecido.


87 Comentários. Comente sobre esse post.

Ou entre em contato com este blog através do e-mail estreladourada@coxanautas.com.br.

Jeci

28/11/2011 15h45
Marcus Popini

 / Foto: Andre Smirnoff



Capitão

Terá sido obra do destino que o gol que nos recolocou na briga direta por uma vaga à Libertadores 2012 tenha sido marcado por um dos jogadores mais execrados pela torcida Alviverde?

Tenho comigo que não. Jeci tem demonstrado pela Camisa do Coritiba tanto amor quanto nós, torcedores, dedicamos a ela. Não por acaso, ele é o capitão do time, função essa que não pode prescindir nunca do respeito e da confiança dos demais jogadores do elenco.

Ao capitão Jeci fica, pois, meu agradecimento pelo amor e dedicação ao Coritiba, e pela honradez com a qual veste a nossa camisa.

Que o seu espírito de luta sirva de exemplo aos demais jogadores, e que em todos eles exista a consciência da importância de uma vitória no próximo Atle-Tiba.





Marcelo Oliveira


Quando da renovação de Marcelo Oliveira com o Coritiba, eu escrevi aqui neste espaço que, doravante, ele teria meu apoio público total, ainda que isso não signifique absolutamente nada.

Pois eis que, passados alguns dias, o Coxa chega a mais uma decisão, precisando exatamente daquilo que, por não acontecer, motivava a maior parte das minhas críticas ao nosso treinador: uma vitória fora de casa.

Bela chance o futebol dá a todos, então. Ao nosso treinador, de disputar (e vencer!) mais uma decisão, que vale vaga para o maior torneio de futebol do continente; a mim, como seu crítico contumaz, de vir aqui depois e dizer: bem, Marcelo Oliveira ganhou quando mais precisava ganhar e, assim, me penitencio por ter exigido essa vitória antes do seu tempo; e a todos nós, enfim, de ver o Coritiba reassumir o seu verdadeiro lugar entre os grandes clubes do Brasil.

Força, Coritiba! Que o próximo domingo possa entrar no rol dos capítulos mais importantes e felizes da nossa gloriosa história!


62 Comentários. Comente sobre esse post.

Ou entre em contato com este blog através do e-mail estreladourada@coxanautas.com.br.

Boa sorte, Marcelo Oliveira!

16/11/2011 13h15
Marcus Popini

Uma vez sacramentada a renovação com o treinador Marcelo Oliveira, resta apoiar a decisão da diretoria Coxa Branca (que tanto tem acertado) e desejar a todos, clube, treinador e torcida alviverde, muito boa sorte em 2012.

Penso que, doravante, não cabe mais questionar a permanência do técnico à frente do elenco Coritibano. Tenho sido um crítico contumaz de Marcelo Oliveira, e penso ter exposto as minhas razões para tal. Fico tranqüilo por ter pedido a sua saída, com todas as letras, apenas depois de uma vitória que sacramentou nossa permanência na primeira divisão.

Reconheço o que ficou de bom. O título regional invicto, a boa campanha na Copa do Brasil, a mundialmente inigualável sequência de vitórias consecutivas e as belas apresentações do time alviverde no Couto Pereira são, sim, motivos de muito orgulho e alegria.

Sobre o que eu acho terem sido decisões equivocadas tomadas pelo nosso treinador, já falei bastante. Hora de virar a página.

Que os acertos do treinador se repitam, pois, e que os erros cometidos nos momentos decisivos tenham ficado como lição aprendida.

Boa sorte, Marcelo Oliveira! Muito sucesso na continuidade da sua carreira no Glorioso (e grande) Coritiba!




Em tempo: estive fora do Brasil por duas semanas, a trabalho, e não consegui acompanhar as vitórias sobre Palmeiras e Flamengo. De qualquer forma, foi muito bom saber que o trio Davi, Rafinha e Marcos Aurélio está junto novamente, assim como é muito bom poder ver o time encaixar uma boa sequencia de vitórias. Que elas tenham continuidade, então, para que o 2011 alviverde termine da maneira que imaginávamos que iria terminar.




Em tempo II: soube apenas há pouco que já foi anunciada, por Vilson Ribeiro de Andrade, a permanência de Felipe Ximenes como superintendente de futebol do Coritiba pelos próximos dois anos. Saúdo a notícia e agradeço a Felipe Ximenes o grande trabalho e a enorme dedicação às coisas Coritibanas.


43 Comentários. Comente sobre esse post.

Ou entre em contato com este blog através do e-mail estreladourada@coxanautas.com.br.

Desenhando o 'Fora, Marcelo Oliveira!'

01/11/2011 17h45
Marcus Popini

Explicando o post abaixo.

(1) Ter mudado a forma do time atuar exatamente no último jogo de um campeonato em que éramos a sensação, e (2) ter um pífio aproveitamento fora de casa no Brasileirão são duas das teclas nas quais eu mais tenho batido para defender o meu ponto de vista sobre Marcelo Oliveira. Explico ambas a seguir.




(1) Jogando em casa e precisando vencer o Vasco por uma diferença de dois gols para ser campeão, Marcelo Oliveira optou por, pela primeira vez no campeonato (!), e exatamente na decisão (!!), mudar todo o esquema que vinha dando muito certo, e armar o time com três volantes. E a pergunta que ficou (e que continua sem resposta até hoje) foi: por que ter escolhido Marcos Paulo para substituir Anderson Aquino, ao invés de optar simplesmente por colocar outro centroavante (Leonardo), ou mesmo um terceiro volante com experiência em decisões (Tcheco)? Pois nosso treinador inventou (e queimou) Marcos Paulo, jogando fora 30 preciosos minutos que poderiam ser suficientes para o time recuperar-se até de mais duas [hipotéticas] falhas de Edson Bastos. E sim, é preciso nunca esquecer este erro, pois, além de ter nos custado nossa redenção definitiva, nunca foi admitido pela pessoa que o cometeu.




(2) Com a ajuda do amigo Marcelo Algauer, eis o histórico de Marcelo Oliveira na sua curta carreira como treinador de futebol (em times principais, não em categorias de base), no que diz respeito ao aproveitamento em jogos FORA DE CASA no Campeonato Brasileiro (primeira e segunda divisões):

No Atlético Mineiro, em 2008:

11 partidas (10 pelo Brasileiro e 1 pela Sulamericana), 3 vitórias, 1 empate e 7 derrotas

Aproveitamento de 30,3 %.

12 GP, 18 GC, saldo -6

(foi demitido em 09 de dezembro de 2008, após o fim do Brasileirão daquele ano)


No Ipatinga em 2009:

6 partidas, 1 vitória, 3 empates e 2 derrotas

Aproveitamento 33,33 %

5 GP, 9 GC, saldo -4

(foi demitido em 16 de julho de 2009, após uma derrota por 2x0 para o Paraná Clube)


No Paraná Clube, em 2010:

13 partidas, 2 vitórias, 2 empates e 9 derrotas

Aproveitamento de 20,51 %

14 GP, 27 GC, saldo -13

(foi demitido em 02 de outubro de 2010, após levar meia dúzia de gols da Portuguesa, no Canindé).


No Coritiba, em 2011:

16 partidas, 2 vitórias, 5 empates e 9 derrotas

14 GP, 25 GC, saldo -11

Aproveitamento: 22,91 %


Fechando a conta (como disse meu amigo Algauer):

Nos últimos 3 anos, o técnico do Coritiba fez 46 jogos como visitante. Alcançou 8 vitórias, 11 empates e 27 derrotas.

Disputou 138 pontos, conquistou 35. Aproveitamento de 25,36 %

Ou seja, historicamente, Marcelo Oliveira tem um péssimo aproveitamento comandando equipes em jogos como visitante. SE buscamos algo realmente diferente, fica claro que uma mudança é necessária. Se não de treinador, como eu acho ser o certo a fazer, no mínimo de postura do treinador.





Eis quase tudo. Dois dos pontos pelos quais eu acho que Marcelo Oliveira não deve permanecer como técnico do Coritiba estão esmiuçados. Em tempo, falarei [mais] de outros.





Volto a dizer que essa é apenas a minha opinião. Não sou menos ou mais Coxa Branca do que ninguém, por tê-la. Não misturo as coisas e faço críticas generalizadas a tudo e todos. Não falo por oportunismo, ou por direcionamento de alguém, pois já escrevi cerca de 300 posts/colunas neste espaço, nos quase seis anos em que aqui estou, com total independência. Quero, como todos nós queremos, um Coritiba cada vez maior. Sei que é desnecessário afirmar isso a quem me conhece. Porém, àqueles que não aceitam opiniões diferentes das suas, não tenho a pretensão de que aceitem as minhas, mas que apenas as respeitem, como meras opiniões pessoais que são.


240 Comentários. Comente sobre esse post.

Ou entre em contato com este blog através do e-mail estreladourada@coxanautas.com.br.

Mostrando de 1 a 10. Mostrar posts por página.

Página anterior | Página 1 | Próxima página

COXAnautas

1996-2012 © coxanautas.com.br - Todos os direitos reservados. - Política de privacidade

Desenvolvido por Race Internet