O saldo de um atleTIBA frustrante
Considerando a péssima jornada de nossas peças ofensivas, a exceção de Igor Paixão que incomodou bastante o adversário, o resultado de empate não pode ser tão lamentado. No setor de criação, Régis simplesmente não apareceu para o jogo, correndo com o freio de mão puxado. Manga até foi voluntarioso, mas na hora de decidir as jogadas pecou demais, errando o último passe e arrematando quando poderia colocar o companheiro na cara do gol. Já Léo Gamalho praticamente não pegou na bola, em que se pese que a bola não chegou como deveria. Na única chance que teve já na metade final do segundo tempo quase marcou, com um chute que passou rente a trave.
No entanto, a mesma avaliação do setor ofensivo não pode ser feita da nossa defesa. A dupla de zaga formada por Henrique e Castan ganhou praticamente todas as bolas aéreas e conseguiu bloquear várias jogadas do adversário. Andrey foi o melhor em campo, soberano na função de primeiro volante, sendo crucial na retomada de bolas e na armação de contra ataques. Guillermo, que jogou improvisado na lateral direita, foi quase perfeito defensivamente, anulando o setor esquerdo de ataque do time rival, muito diferente de Val e Egídio, que oscilaram muito durante a partida.
Das peças que entraram durante a partida, nenhuma conseguiu acrescentar algo para o time, em especial Bochecha e M. Alexandre. Thonny Anderson até tentou, mas não teve o mesmo desempenho das últimas partidas. Olhando para o banco, ficou evidente a falta de opções de peças ofensivas, principalmente para o ataque de lado. Ainda assim, pelo baixo rendimento ofensivo do time em campo, Luizão e Biel poderiam ter entrado na partida.
O registro negativo ficou para a palhaçada promovida pela torcida do time lá de baixo, que mais uma vez depredou o patrimônio alviverde, sem a devida reação imediata por parte das forças de segurança. Embora saibamos que é improvável, espera-se que haja uma punição severa por parte da justiça desportiva de maneira a evitar que isso venha acontecer novamente.
Voltando as quatro linhas, ficam algumas lições para parte do elenco Coxa Branca. Há que se aprender, que em um atleTIBA, jogador do Coritiba não pode entrar mole em campo perdendo divididas, não pode se esconder do jogo, não pode ficar entregando bolas de graça para o adversário. Em um atleTIBA a vitória é uma questão de honra.
Por outro lado, este atleTIBA serviu para mostrar que nosso time, que está em processo de formação e não fez uma boa jornada, ainda conseguiu jogar de igual para igual com o badalado time da rua sem saída que se acha rival do Barcelona. Que eles continuem com a arrogância do lado de lá, enquanto o Coritiba com humildade vai prosseguindo no seu processo de reconstrução, buscando a evolução a cada partida, reforçando as posições carentes, para que cheguemos fortalecidos nos campeonatos nacionais que estão por vir.
Dá-lhe Coxa!
Saudações Alviverdes!
Sobre o autor
Curitibano, nascido em 1986, Servidor público há 14 anos, Torcedor apaixonado pelo Coritiba desde 1993, acompanho o Coxanautas desde 1998 quando ganhei meu primeiro PC. No entanto, só me tornei sócio Coxanautas recentemente, muito em razão das novas iniciativas do site, que propiciaram um contato mais próximo ao público que acompanha o site. Tenho extremo prazer em ler, comentar e assistir conteúdos voltados ao futebol, em especial ao Coritiba. Também sou fã da Premier League, que acompanho bem de perto desde 2004. Tenho uma especial admiração pela história do clube e pelo grupo Helênicos.
Sobre o blog
Nesse espaço vou elaborar análises a respeito do momento atual do Coritiba, fazendo referências a fatos e personagens que fizeram parte do Coritiba a partir da década de 1990. Também vou trazer conteúdo focado em uma geração de torcedores resilientes, que não presenciaram a época áurea e mais vitoriosa do clube, mas que mesmo diante de momentos de muita dificuldades, nunca perderam o amor incondicional pelo maior e mais tradicional clube de futebol do Estado do Paraná.
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