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Geração 90
Geração 90Kerwin Kuhlemann

Gangorra de Emoções

Depois de dezoito rodadas o Coritiba perdeu a liderança da série B. Jogando de uma forma um pouco displicente em Recife, o time alviverde trouxe mais uma derrota na bagagem, permitindo que o concorrente Botafogo, que massacrou o Vasco, tomasse a ponta da tabela.

Se na quarta feira saímos do Couto Pereira em êxtase pela atuação perfeita, ocasião em que todos os jogadores e o técnico foram bastante ovacionados pelos torcedores presentes, neste sábado o time já voltou a não prestar, com as críticas comendo soltas na redes após a partida, mostrando a recorrente gangorra de emoções que tem sido esta temporada.

Na minha avaliação faltou aquele melhor rendimento individual dos atletas, afinal os onze que entraram em campo foram os mesmos responsáveis pela ascensão do time no campeonato, somados a Rafinha e Mateus Sales. Aliás, este jogo justificou mais uma vez o motivo do técnico Morínigo recorrer sempre aos mesmos jogadores. Os suplentes pouco renderam. Mateus Alexandre e Bochecha foram uma lástima total. O primeiro entrou em campo com o freio de mão puxado, mais uma vez. O segundo conseguiu ser expulso com poucos minutos em campo mostrando que é um jogador com pouca inteligência emocional.

Confesso que não me surpreendeu muito a perda da liderança, afinal o desempenho desde o jogo com o Guarani não tem sido dos melhores, especialmente fora de casa. Fato é que isso só não aconteceu antes porque os resultados nos favoreceram. No entanto, o que mais importa é que o rendimento do Coritiba tem sido suficiente para pavimentar o caminho a série A, de forma até confortável.

Se após as partidas como a de sábado nos sentimos indignados com o resultado e com a postura do time, no outro dia a frieza dos números na tabela insistem em indicar que apesar das oscilações, o Coritiba está fazendo um campeonato brilhante, e está alcançando um acesso mais do que crucial para o futuro do clube.

Porém, ao passo que a perda da liderança não pode afetar o objetivo principal que é o retorno a séria A, o Coritiba também não pode perder de vista a conquista deste campeonato. O título da série B tem uma grande importância afinal eleva a autoestima do torcedor, dá maior visibilidade para a marca, e propicia vantagens na Copa do Brasil na próxima temporada.

Na próxima quarta feira já tem outro desafio difícil, desta vez contra o Goiás. A pressão está toda do lado esmeraldino, que está sendo seguido de perto por CSA, CRB e Guarani. Um vitória já nos coloca na série A, mas para almejar isso o Coritiba vai ter que demonstrar o apetite, a atenção e a qualidade nas finalizações que tem faltado tanto nos últimos jogos fora de casa.

O Coxa vai encontrar em Goiânia um adversário com sangue no olho, que vai jogar a vida nesta partida, numa situação muito parecida com que o Vasco entrou em campo contra o Botafogo. Caberá a Morínigo e seus comandados terem a competência e a estratégia para aproveitar o momento, e quem sabe conquistar uma grande vitória, para descartar mais um concorrente direto, garantir a volta a elite e quem sabe retomar o lugar que foi seu por tanto tempo neste campeonato.

Dá-lhe Coxa!

Saudações Alviverdes.

Sobre o autor

Kerwin Kuhlemann
Curitibano, nascido em 1986, Servidor público há 14 anos, Torcedor apaixonado pelo Coritiba desde 1993, acompanho o Coxanautas desde 1998 quando ganhei meu primeiro PC. No entanto, só me tornei sócio Coxanautas recentemente, muito em razão das novas iniciativas do site, que propiciaram um contato mais próximo ao público que acompanha o site. Tenho extremo prazer em ler, comentar e assistir conteúdos voltados ao futebol, em especial ao Coritiba. Também sou fã da Premier League, que acompanho bem de perto desde 2004. Tenho uma especial admiração pela história do clube e pelo grupo Helênicos.

Sobre o blog

Nesse espaço vou elaborar análises a respeito do momento atual do Coritiba, fazendo referências a fatos e personagens que fizeram parte do Coritiba a partir da década de 1990. Também vou trazer conteúdo focado em uma geração de torcedores resilientes, que não presenciaram a época áurea e mais vitoriosa do clube, mas que mesmo diante de momentos de muita dificuldades, nunca perderam o amor incondicional pelo maior e mais tradicional clube de futebol do Estado do Paraná.
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