Do inferno ao Céu em 3 minutos
Seguindo a gangorra de emoções que caracterizou a trajetória Coxa Branca neste campeonato brasileiro, o jogo em Caxias do Sul não foi diferente. Da boa expectativa criada logo nos primeiros minutos, com boas jogadas ofensivas e direito a bola na trave, a motivação do torcedor foi gradativamente diminuindo, ao ver o time da casa crescer na partida e até marcar um gol corretamente anulado pela arbitragem.
No segundo tempo, novamente iniciamos melhor que o adversário, porém o Coritiba não era incisivo o suficiente e nas poucas investidas criadas a bola insistia em não entrar. Depois dos 30 minutos da etapa final o time foi se desorganizando, sentindo a responsabilidade do resultado. Foi aí que o desespero foi tomando conta dos atletas. Os passes já não eram tão precisos, a calma pra construir jogadas não existia mais, restando para o torcedor apenas aquela esperança vazia de que no abafa, num lance pontual e fortuito a tão crucial vitória viria. E veio.
Quando todos nós já estávamos xingando jogadores, técnico e tudo mais, quando o empate já parecia certo, que aliado ainda ao resultado em Goiás estava nos colocando em uma situação pra lá de complicada, ocorreram 3 minutos mágicos que lavaram a alma do sofrido torcedor alviverde. Régis, ele mesmo. De criticado, quase rifado, o meia se tornou um predestinado, aproveitando uma sequencia de desvios após o lançamento de Jesus Trindade para chutar com convicção no canto, com a bola ainda beijando a trave antes de balançar as redes, e assim fazer com que muitos torcedores como eu comemorassem de maneira efusiva, tirando o grito preso na garganta, acompanhado de sensações de alívio e emoção. Ainda em meio a comemoração, a notícia do gol que sacramentou a virada do Santos sobre o Atlético-GO, que nos permitiu abrir 4 pontos da zona maldita, deixou a festa ainda mais completa. Final de jogo mais perfeito impossível, para premiar aqueles 1500 guerreiros que viajaram por 12 horas pra transformar o Alfredo Jaconi num Couto Pereira.
Embora mais uma vez o Coritiba tenha atuado abaixo das suas possibilidades, a vitória fora de casa finalmente chegou, e talvez no momento mais vital possível, nos colocando numa posição muito favorável na luta contra o descenso. Mas e agora? Agora não muda nada. A batalha continua, e não podemos baixar a guarda. Conquistamos uma boa vantagem e só. A mobilização não pode parar. Domingo, precisamos lotar o Couto Pereira e empurrar esse time pra cima do Flamengo, que mostrou contra o Corinthians que já está em ritmo de férias. Será a primeira de três oportunidades que teremos, pra por de uma vez por todas um ponto final nesse sofrimento, passar a régua e começar a planejar dias melhores.
Dá-lhe Coxa!
Saudações Alviverdes!
Sobre o autor
Curitibano, nascido em 1986, Servidor público há 14 anos, Torcedor apaixonado pelo Coritiba desde 1993, acompanho o Coxanautas desde 1998 quando ganhei meu primeiro PC. No entanto, só me tornei sócio Coxanautas recentemente, muito em razão das novas iniciativas do site, que propiciaram um contato mais próximo ao público que acompanha o site. Tenho extremo prazer em ler, comentar e assistir conteúdos voltados ao futebol, em especial ao Coritiba. Também sou fã da Premier League, que acompanho bem de perto desde 2004. Tenho uma especial admiração pela história do clube e pelo grupo Helênicos.
Sobre o blog
Nesse espaço vou elaborar análises a respeito do momento atual do Coritiba, fazendo referências a fatos e personagens que fizeram parte do Coritiba a partir da década de 1990. Também vou trazer conteúdo focado em uma geração de torcedores resilientes, que não presenciaram a época áurea e mais vitoriosa do clube, mas que mesmo diante de momentos de muita dificuldades, nunca perderam o amor incondicional pelo maior e mais tradicional clube de futebol do Estado do Paraná.
Ver comentários (4)
