Derrota do grupo
No entanto, parece que aquele espírito acomodado e derrotista visto nas partidas fora de casa ao longo de todo o primeiro turno voltou a nos afligir, e no segundo tempo foi tomando conta do time, deixando o Goiás gradativamente crescer na partida até chegar ao gol com Pedro Raul aos 34 minutos. Depois disso foi um filme repetido. O Coritiba se entregou totalmente, teve novamente um jogador expulso, e ficou mais perto de tomar o segundo do que chegar ao empate.
Em todas as derrotas a primeira reação do torcedor é procurar um culpado. E muitas vezes a derrota não advém de um único fato, de uma única pessoa. Esta derrota de sábado, foi exemplo de um revés de todo um grupo, que não mostra a capacidade de aproveitar um cenário favorável, as brechas dadas pelo adversário para aumentar o ritmo e marcar os gols necessários para a vitória. Um grupo que não possui a malícia pra segurar uma partida quando é preciso, que se conforma muito fácil com os golpes que leva durante o jogo, e que não assimila as derrotas da forma como deveria ser.
Penso que a direção precisa providenciar com urgência algum profissional da área de psicologia pra fazer um trabalho especial com o elenco, porque os discursos internos não estão funcionando. Não é possível um time durante o campeonato ter tantas falhas individuais, tantas expulsões, e oscilar tanto durante uma partida. Não é possível um time jogar tantos pontos preciosos na lata do lixo, como fizemos neste último sábado. Pontos estes que certamente farão muita falta mais a frente.
Hoje, dia 31/07, era uma data para estarmos celebrando o aniversário do histórico título brasileiro de 1985, quando um Coritiba humilde, resiliente e com espírito vitorioso superou as grandes equipes do Brasil e o maior contraventor da história nacional para levantar a taça de Campeão Brasileiro da nova república. Infelizmente, uma derrota como a deste sábado tira o ânimo de qualquer torcedor pra comemorar o que quer que seja, afinal nossa realidade presente tem sido muito difícil nos últimos anos. Espero que estes jogadores aproveitem esta data pra assistir os documentários daquela época, e assim, entenderem melhor o peso da camisa que estão vestindo, e saberem honrar a torcida que os sustenta.
Dá-lhe Coxa!
Saudações Alviverdes!
Sobre o autor
Curitibano, nascido em 1986, Servidor público há 14 anos, Torcedor apaixonado pelo Coritiba desde 1993, acompanho o Coxanautas desde 1998 quando ganhei meu primeiro PC. No entanto, só me tornei sócio Coxanautas recentemente, muito em razão das novas iniciativas do site, que propiciaram um contato mais próximo ao público que acompanha o site. Tenho extremo prazer em ler, comentar e assistir conteúdos voltados ao futebol, em especial ao Coritiba. Também sou fã da Premier League, que acompanho bem de perto desde 2004. Tenho uma especial admiração pela história do clube e pelo grupo Helênicos.
Sobre o blog
Nesse espaço vou elaborar análises a respeito do momento atual do Coritiba, fazendo referências a fatos e personagens que fizeram parte do Coritiba a partir da década de 1990. Também vou trazer conteúdo focado em uma geração de torcedores resilientes, que não presenciaram a época áurea e mais vitoriosa do clube, mas que mesmo diante de momentos de muita dificuldades, nunca perderam o amor incondicional pelo maior e mais tradicional clube de futebol do Estado do Paraná.
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