A sina continua...
Há algumas semanas atrás usei este espaço para dizer que esse time era fraco emocionalmente e precisava de um trabalho psicológico forte. Sofri um turbilhão de críticas, mas apesar disso continuo com a mesma convicção. Não há outra explicação para um elenco que se mostra tão sólido dentro de casa, e é tão frágil jogando fora do seu estádio, fato que o torna a equipe com mais derrotas na competição, atrás até do atual lanterna Juventude. Não é possível um time variar tanto de desempenho, postura e atitude em campo, simplesmente pelo fato de jogar em ares diferentes.
O único alento que fica desta partida contra o Botafogo, é que desta vez ao menos o Coritiba conseguiu competir com o seu adversário, coisa que não vinha conseguindo fazer. Mostrou uma atitude diferente é verdade, buscou agredir o Botafogo, e equilibrou a partida durante boa parte do tempo, apesar da derrota. Mas ainda é pouco, muito pouco. Notem que mesmo com essa pequena evolução, se não fosse a trave ajudar, o time alviverde teria retornado pra Curitiba com mais uma sonora goleada nas costas.
Dos novos contratados, ainda espero mais ver mais consistência no futebol de Rafael Santos, John Chancelor e Jesus Trindade, especialmente do primeiro que assim como quase todos os nossos laterais esquerdos, dá muito espaço na defesa pelo seu lado do campo. Os erros individuais voltaram a nos atormentar, desta vez com a falha de Luciano Castán, que eliminou qualquer possibilidade de reação do time.
Pelo lado positivo, Gabriel mostrou novamente que chegou pra ser o dono da posição e tudo indica que o guapo terá uma trajetória longeva a frente da nossa meta (Ufa! até que enfim). Bruno Gomes é outro que tem jogado muito e não pode mais ficar no banco. O volante marca, faz a transição e aparece para auxiliar no ataque, lembrando muito o papel que Andrey desempenhava antes da lesão.
O faro de gol apurado de Léo Gamalho tem feito muita falta. Infelizmente, assim como Diogo Porfírio, ele é mais um misterioso caso de desconforto muscular, numa equipe que desde maio disputa apenas um campeonato.
A lição que fica é que enquanto continuarmos a apresentar nossos vícios habituais jogando fora de casa, como a imprecisão nos contra-ataques, o desperdício de chances criadas, e as entregadas na defesa, continuaremos a ser inofensivos fora do Couto Pereira.
A sina continua...
Dá-lhe Coxa!
Saudações Alviverdes!
Sobre o autor
Curitibano, nascido em 1986, Servidor público há 14 anos, Torcedor apaixonado pelo Coritiba desde 1993, acompanho o Coxanautas desde 1998 quando ganhei meu primeiro PC. No entanto, só me tornei sócio Coxanautas recentemente, muito em razão das novas iniciativas do site, que propiciaram um contato mais próximo ao público que acompanha o site. Tenho extremo prazer em ler, comentar e assistir conteúdos voltados ao futebol, em especial ao Coritiba. Também sou fã da Premier League, que acompanho bem de perto desde 2004. Tenho uma especial admiração pela história do clube e pelo grupo Helênicos.
Sobre o blog
Nesse espaço vou elaborar análises a respeito do momento atual do Coritiba, fazendo referências a fatos e personagens que fizeram parte do Coritiba a partir da década de 1990. Também vou trazer conteúdo focado em uma geração de torcedores resilientes, que não presenciaram a época áurea e mais vitoriosa do clube, mas que mesmo diante de momentos de muita dificuldades, nunca perderam o amor incondicional pelo maior e mais tradicional clube de futebol do Estado do Paraná.
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