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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Vitória com sabor de empate e cheiro de derrota.

O Coritiba não conseguiu jogar o mesmo futebol do Atletiba nos seus três últimos jogos, em que pese ter conseguido 4 dos pontos disputados no regional e a vaga direta na próxima fase da Copa do Brasil. Ontem o jogo foi pífio. A zaga mal postada, e o Londrina com Roni Dias, Celsinho e Arthur, obrigaram Carlinhos a conter seus avanços bem como Norberto, que por várias vezes atuou bem na cobertura do lado direito, mas também não atacou.
Sem as jogadas de lado, e com o meio sem criatividade, ficamos dependentes dos lampejos do folclórico Negueba, mais bufão que craque, e dos lançamentos de Leandro Almeida, que faz de fato bons lançamentos, porém, exagera nas tentativas. No soccer não existe quarterback, alguém tem de dizer isso a ele.
Wellington Paulista pode queimar minha língua daqui algum tempo, mas para mim vem demonstrando muita vontade e determinação como atacante pelo lado. Meteu bola na trave, correu, escorou de cabeça, fez pivô, a continuar assim assegura-se como titular. Diferentemente de Alan Santos, que, substituído, não jogou nada. João Paulo, Elder e Rosinei, fracos.
Mais que falta de qualidade me pareceu o Coxa preguiçoso, cansado, desinteressado, e isso, no preambulo da temporada, é inadmissível. Todos deveriam estar correndo para ganhar ritmo, entrosamento, bem como lugar no time. Não é o que vemos. O coxa deu todo o campo de ataque ao Londrina, marcou atrás da linha da bola e da meia cancha. Um time mais qualificado não teria perdoado tamanha covardia Coxa em casa.
Tecnicamente, falta um amor maior pela posse de bola. Eu contei, cronometrei, e, pasmem os senhores, tirando as reposições de bola e os passes entre os dois zagueiros, em nenhum momento dos quase 100 minutos de jogo, o Coxa ficou com a bola por mais de dez segundos. Isso tem de ser corrigido.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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