Pachequinho, técnico interino, ídolo permanente.
Antes da coluna em si, um "toco" de sabedoria: Um amigo da pelada que jogo às segundas feiras ali no Clube Poltava disse algo sábio: "só o Coxa mesmo que faz negócios desse tipo: valoriza o cara, no caso o Negueba, aumenta seus salários ao patamar de titular absoluto, passa logo em seguida a não mais utilizá-lo, pagando salários mais caros, e dali dois meses troca por outro reserva..." Incompetência pura e sincera, ou simples má-fé?
Não sou do tempo de Krueger, Zé Roberto e Capitão Hidalgo. Quando fomos campeões em 1985 nem um ano tinha, por isso mesmo é que quando me perguntam quem foi o cara que mais me deu alegrias no Coxa, eu respondo sem titubear: Pachequinho.
Esse sim é ídolo, que durante anos alegrou nossas tardes de domingo e nossas terças à noite com uma especial predestinação em atletibas e paratibas. Lembro-me com lágrimas nos olhos de muitos gols e atuações de Pachequinho, mas uma é especial. Em 1991 naquele 4x0 histórico contra o Paraná, gol olímpico no primeiro tempo e um de falta sem ângulo no segundo.
Pacheco não saiu tão logo pôde e voltou quando não mais era quisto onde queria estar, como tantos outros, para dar exemplos de postura copiados esses dias por Keirrisson, que são bons para a classe mas não para o “patronato”;
Não diz apenas que está à disposição mas ninguém o procura, e nem precisa dizer porque Pachequinho sempre esteve ali dentro, comendo grama e roendo ossso pelo clube que o revelou. Como Krueger que tem seu suor e suas rugas encalacrados como o musgo no concreto do Couto Pereira.
Pode ser até que eu confunda um pouco o que sinto por Pachequinho com o que sinto pelo próprio futebol, pelo fato de ter se revelado e se destacado quando eu começava a entender melhor o esporte. Então, de certa forma, aprendi a amar o futebol pelo que ele me mostrava ser futebol: velocidade, inteligência, talento, drible, coragem, faro de gol.
Não sei se é bom técnico, se é estrategista, se é motivador, se é enfim capaz de assumir essa missão. Não sei se será capaz de nos livrar deste atoleiro da administração Guerra, muito menos de ganhar do curintia. Sei que assumiu a missão, mostrou a face e deu-a a tapas. Isso me basta para seguir lhe admirando.
Aos de memória curta, segue dica de ouro de leitura: http://espnfc.espn.uol.com.br/coritiba/quinta-coluna/9415-alex-e-o-fim-dos-sonhos-do-coritiba
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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