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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Nem pr, nem cap, é o eixo.

Quando tem clássico, eu fico apreensivo, claro, mas não fico tão nervoso quanto como enfrentamos os times do eixo.
Porque não é só o time que a gente enfrenta. Feridas brotam por toda a parte.

Enfrentamos os “paranaenses” que lotam a parte do adversário e ainda se infiltram na nossa torcida.
Enfrentamos os torcedores de ocasião, aqueles que há anos não assistem um jogo do paranaense, só começam a ir ao estádio depois das quartas da Copa do Brasil, e só prestigiam os times do eixo no Brasileirão.
Enfrentamos a arbitragem, como a de Vuaden domingo. Tendenciosa, marota, que aos poucos vai minando a mente e o físico dos atletas e da torcida.
Enfrentamos a mídia, a CBF e tudo que há de podre no futebol brasileiro.
Enfrentamos “figuras” como Mano Menezes que teve a audácia de se sentir roubado e prejudicado pela arbitragem; e os repórteres da globo e da band, que, se o Mano entrasse na piscina, com água pela cintura, se afogavam.

Perder pro pr, pro cap? Tudo bem, é clássico. Perder pro eixo é como perder pro Diabo. Não ganhar do Diabo, com um chifre a menos, é tão doloroso quanto.

Sobre o jogo em si, não fomos mal, fomos até o limite. Se o meio estava congestionado, tínhamos de procurar as laterais, mas como com um Reginaldo sofrível e um Denner apagado?
É dura a realidade técnica do Coritiba. Roth tem feito milagres, porém, quando peças importantes como Alex, e Dudu não brilham, não temos mais ninguém a brilhar. Zé Love esteve muito bem, movimentou-se, criou jogadas, fez o pivô. Faltou o gol. Geraldo entrou e fez o que sempre faz, incendiou a torcida mais que o jogo, mas também não foi ruim.
Estamos evoluindo, na velocidade que nossa qualidade permite. O melhor de tudo ontem foi que, ao final do jogo, não houve vaia, a torcida reconheceu que o Coxa fez o que pôde.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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