Futebol é coisa séria.
Hoje no fórum trabalhista, verificando a pauta de audiências dos processos que me interessavam, me deparei com uma marcada para às 13h30, entre: “Atleta” x Paraná Clube.
Este fato me fez pensar. Pensar como é simples fazer futebol sem responsabilidade.
Como é simples prometer mundos à sua torcida, aos seus sócios, sem qualquer compromisso com a concretização destes objetivos.
Pior, sem qualquer compromisso com as pessoas as quais você envolveu no seu projeto, e que dependem daquilo para sobreviver, como os funcionários do clube e os atletas de futebol.
A pauta de audiências da justiça trabalhista explica um pouco a situação atual do Paraná Clube.
Mas e a situação do Coritiba, o que explica? Como desculpar a perda da Copa do Brasil, a não conquista da vaga à libertadores, e agora, a não conquista do Turno do fraco Campeonato Estadual?
Os salários estão em dia. Os sócios são milhares. As dívidas estão equacionadas. O CT apresenta as melhores instalações possíveis, e os atletas são tratados como pedras preciosas dentro de uma vitrine. A crítica os considera o melhor elenco e os grandes favoritos...
O que explicar então estes seguidos “quases”?
Sobre os fracassos de outrora muito já se debateu. Mas o último, este do Paranaense 2012, me parece ter sido por falta de vontade.
Não de competência, nem de qualidade, nem de inteligência de quem quer que seja.
Vontade no sentido de entrega total. Suor. Aquele algo mais que distingue um elenco vencedor do vice; o protagonista, do mero coadjuvante. Algo mais que distingue um grande time do bom time.
O “Atleta”, da audiência acima citada, cujo nome omite-se por razões óbvias, tinha motivos para não correr pelo seu time. Não recebia nada em troca.
Os nossos não tem desculpas. Podem e devem dar um pouco mais do que deram neste primeiro turno. Tanto os novos em quem apostamos, mas principalmente os veteramos, a quem muitos clubes não dariam novas chances.
Este um pouco mais, não muito, certamente nos fará chegar à final contra o "Atretis", ganharmos, e restabelecer a ordem neste Estado.
É o que a torcida Coxa-branca espera de vocês.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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