Logo COXAnautas

Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Festa da Vergonha.

Fora de campo.
Que domingo! Me fez lembrar dos paranaenses de 1990. Do lado de fora, um clássico do futebol brasileiro: famílias, crianças, permeadas por marginais de verde e branco, todos tratados com a mais constitucional isonomia pela despreparada polícia fortemente armada, que, como todo burro e estúpido, usa da força para compensar a falta de inteligência. Conversava com meu amigo tranquilamente, como criminosos procurados que somos, eis que descem os cavalos de seus cavalos de ferro e começam a nos atirar balas de borrachas e bombas de gás lacrimogênio. Uma festa tradicional.
Dizem que a briga deu-se entre os fiéis seguidores do ex-vilão e ora mocinho Rei e seus dissidentes que disputam o poder do Império. Mais provável essa hipótese do que briga contra membros da torcida do LEC, ou do CAP, porque não tinha ninguém de vermelho nem de azul na região. Se a primeira hipótese for a correta, não posso deixar de agradecer ao pessoal da Império, tanto quanto à PM. A imbecilidade de vocês, animais, marginais, lixos de seres humanos, me fez mais uma vez lembrar dos gloriosos anos 90.

Dentro de campo
A partida mais cheia do ano com certeza. Dois times paranaenses, numa rivalidade reavivada pelo renascimento do Londrina. Não odeio o Londrina, como não odeio nenhum outro time Paranaense, fico feliz de termos situação como a das semifinais para nos preparar psicologicamente para os desafios que virão. Quarenta e cinco minutos iniciais vergonhosos do Coritiba. Um time nervoso, tentando revidar estupidamente a truculência pé vermelha do jogo de ida, com direito a cartões amarelos e cotoveladas. Inútil. Tamanha falta de nervos é inadmissível para um time que ainda não está disputando nada grandioso. Na segunda etapa, jogamos bola. E pasmem vocês, quando resolvemos jogar bola, metemos três nos caras.
Que venha o fantasma!

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
Ver comentários (0)
Link copiado para a área de transferência