Emerson e Peneira.
Procuro encontrar algum outro marco histórico e não vejo.
Assim como era com Jonas, e agora com Chico, Pereira, segundo Marcelo Oliveira, é escalado sempre com o pretexto de se ter uma melhor bola aérea defensiva. Ocorre que, nem pelo chão, nem pelo ar, Pereira vem correspondendo. Até fez alguns gols, sim, mas e quantos tomamos após seu retorno à zaga titular?
Não possuo estatísticas de quantos gols nós levamos após a nova era Pereira, mas fato é que, para mim, e para muitos daqueles com quem tenho papeado, nossa zaga deixou de ser referência de técnica e segurança justamente após a volta de Pereirão ao sistema defensivo coxa.
Demerson, em que pese algumas arrancadas frustradas ao ataque ao estilo Lúcio, e um certo atabalhoamento, é muito mais técnico, e, infinitamente mais veloz. Lucas Claro, (cadê este piá?) da mesma forma. Enquanto Pereira, por conta da grande cancha, experiência, tarimba e bagagem que carrega nas costas, reduz sua atividade em campo às antecipações nas bolas aéreas, e outros tantos chutões e carrinhos perigosos.
No jogo contra o grêmio do dia 28 de julho, deu um carrinho criminoso em Marcelo Moreno, apesar de ter saído bem antes do atacante para chegar na bola.
Pode ser um grande líder, uma pessoa sensacional, aquele cara que une e motiva o grupo. Mas tudo isso pode ser feito no CT, no vestiário e no banco de reservas. No campo, precisamos de zagueiros velozes, técnicos, eficazes no mano-a-mano, que se antecipem às jogadas e que não dependam apenas de sua corpulência, envergadura e "precisão" em carrinhos.
Com a volta de Pereira, me parece que até Emerson parou de fazer gols. Repito, não tenho dados, e, se alguém puder provar o contrário, por favor, o faça. Mas, por ora, minha sensação de torcedor diz, sem qualquer medo do trocadilho barato:
A zaga com Pereira, tem sido uma peneira.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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