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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Continuidade.

Acredito que a democracia é o principal problema dos clubes de futebol. Digo isso porque a democracia que deve imperar é a dos números, ativo – passivo = planejamento.
Digo isso também porque a democracia praticada dentro dos clubes é a pior possível. É aquela da república velha, do clientelismo, coronelismo, dos favores aos padrinhos (conselheiros) e etc.

Sou a favor da votação e da eleição pelos sócios, claro, mas não porque acredito no mito da democracia, simplesmente porque nós somos os acionistas da empresa Coritiba, e temos o direito de votar. É para nós, que financiamos o Coxa e que compramos seus produtos que a diretoria deve prestar contas. O presidente é um gestor, não tem que fazer promessas, tem que ter metas, planos, ponto final. Se for eleito o Vilson, o discurso será o mesmo que temos ouvido desde 2009. Se a outra chapa se eleger, será o também batido discurso da “herança maldita”. Toda essa briga para daqui três anos os hoje opositores estarem juntos de novo na chapa “Coritiba, um só coração!”

Por mim, sinceramente, se aparecesse um sheik árabe endinheirado, ou um milionário do petróleo que quisesse comprar as minha “ações” do Coxa, eu vendia. Desde que ele me prometesse transformar-nos no Manchester City ou Chelsea do sul do mundo e não mudar nosso nome e nossas cores, claro.

Como isso infelizmente não ocorrerá, pelo menos não em 2014, opto pela continuidade por dois motivos. Primeiro porque penso que a continuidade do treinador, do time, dos jogadores, e do presidente é uma coisa boa para um clube de futebol. Segundo porque tem muita coisa ruim que foi feita, muito pepino que não acho justo jogar no colo da oposição. Um exemplo é o adiantamento da cota de TV de 2015.

Uma crítica que faço a cada uma das chapas: A chapa da situação não admite alguns equívocos claros e latentes à torcida Coxa branca, supervalorizando as conquistas. A chapa da oposição, por sua vez, coloca como um dos defeitos da situação o isolamento da presidência, o que é no mínimo curioso já que foram pessoas da própria oposição que deliberadamente saíram de seus cargos e isolaram a presidência.

Seria melhor que ambas as chapas, ao invés de apontar falhas ou fazer promessas apresentassem a seguinte simples realidade: “nosso orçamento é de tanto, e nós conseguiremos, nesse prazo e com esse caixa, fazer somente isso.” Quem fizesse isso tinha meu voto, independentemente de quem fosse.

Não existem santos nem demônios, apenas homens com suas ambições, qualidades e seus defeitos. Escolha qual você prefere dentre os falíveis.

http://www.coxamaior.com.br/ x http://coritibanosconstruimos.com.br/

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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