Carta aberta.
Primeiramente gostaria de agradecer por ter aberto mão do campeonato paranaense. Não que se Vossa Santidade quisesse o título nós teríamos alguma dificuldade, longe disso, mas contra poodles recém-nascidos fica tudo realmente mais fácil.
Em segundo lugar, Coroné, eu queria dizer que estou preocupado. Preocupado com a nossa obra. Eu passo lá na frente todo dia, pois, é meu “caminho da roça”, e não vejo um guindaste carregado, nem um caminhão de terra, nem um carrinho de mão de pedra brita, nem barro sujando a calçada. Nada.
Se passo a pé, com mais vagar, não ouço nenhuma betoneira, britadeira, nem o alvoroço da peãozada. Até as mulheres bonitas da região estão estranhando, porque, ao passarem ali, ao invés de gritos de “ô gostosa!” ô delícia!” “uh lá em casa!”, elas ouvem apenas o silêncio.
Tá faltando dinheiro? Tá faltando alvará? O pessoal da obra disse que ia tanto de tijolo, e agora vai mais e o governo não quer dar? É duro! Obra sempre custa quase 1/3 ou o dobro a mais do que o orçamento inicial. Mas não ligue, pra tudo se dá jeito. Jeitinho. Qualquer coisa dá um grito, que a gente faz uma vaquinha.
Mas Mário, o que eu queria mesmo era te agradecer, viu. Sabe, por estarem sem estádio, sem time, e sem informações, os atleticanos meus amigos, estão quietos como nunca estiveram. E isso não tem preço. Nada paga a ausência de seus latidos estridentes em minha orelha. O senhor, aliás, tem uma paciência de Jó, porque vem os aguentando todo esse ano firme, inflexível.
Olha, tenho orgulho do senhor. Saiba que tem o meu total apoio. Não ligue pra imprensa, eles só querem falar mal de alguém, e escolheram o senhor. Tadinho. Não ligue para o paranaense, os seus gramados não são dignos de seus ossos, nem de seus caninos dejetos.
Não ligue para seus torcedores, perdoa-os, eles não sabem o que dizem. Não compreendem o grande plano divino que tem para eles.
Segue firme! Junto com Antônio Lopes, Drubscky, o Pres. Arthur Bernardes, toda essa maravilhosa e competente turma. Não liga para os que estão deixando a direção atleticana, o senhor não precisa deles. Não precisa de ninguém! És auto-suficiente!
Parabéns, e um forte abraço alviverde!
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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