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Futebol, Ciência e Opinião
Futebol, Ciência e OpiniãoMarcelo A. Almeida

Na vitória se aprende um pouco, na derrota o aprendizado é grande

No futebol não existe momento certo para perder, mas sim momentos em que a derrota nos proporciona muitas lições aprendidas.

Em partidas anteriores o Coritiba já apresentava alguns problemas no transcorrer dos jogos, mas como os resultados foram satisfatórios os erros não ficavam tão evidentes.

“Na vitória se aprende um pouco, na derrota o aprendizado é grande”

A primeira observação é "chover no molhado” em relação ao Egídio, que apesar de mostrar alguma qualidade no ataque é tão fraco defensivamente que não vale sua escalação, quem sabe em situações específicas, mas daí eu prefiro um atacante pela esquerda.

Foi o pior em campo, no primeiro tempo atravessou uma bola em frente da área, um passe na medida para o atacante adversário, que não teve qualidade para abrir o placar.

No primeiro gol fez um pênalti infantil, chegou atrasado quando o atacante dava um tapa para a linha de fundo, qualquer defensor com mais qualidade não cometeria a infração.

No segundo gol, estava mal posicionado, levou uma bola nas costas, o Castan saiu desesperado na cobertura, Henrique correu para dentro e desequilibrado cometeu o pênalti (rigorosamente o que descrevi na última coluna).

Será que não é momento de testar o Diego Porfírio?

A segunda observação é a inferioridade numérica no meio de campo. No jogo contra o Fluminense já estávamos com um sério problema nesse quesito, sem a posse de bola o meio de campo ficava na roda, com a posse de bola tinha muita dificuldade para trabalhar com apenas 3 jogadores na meia cancha. Com um jogador a mais após a expulsão equilibramos o meio, o que até então era muito problemático.

No jogo de ontem, já sabíamos do estilo Barroca, rechear o meio de campo e manter a posse de bola, mesmo que a movimentação não resulte em nada. Mas com a superioridade numérica o ataque catarinense tornou-se perigoso, principalmente atacando pela direita em cima do Egídio.

Voltamos ao mesmo problema, não encaixava a marcação e não conseguir sair de trás com a posse, insistindo na bola longa para os atacantes que quando ganhava a primeira perdia a segunda.

A opção de atuar com 3 atacantes pode ser boa, entretanto não será em todos os jogos. Além disso, é fundamental que o lateral exerça sua função mais importante, DEFENDER!

Quer jogar com o Egídio? Então tire um atacante e coloque mais um volante no meio. Inclusive, o Régis pode render mais atuando junto com o Robinho e dois volantes, é uma opção. Apesar que na opinião desse colunista o lateral esquerdo em questão já não tem mais capacidade de jogar como titular a série “A”.

É momento de explorar algumas variações táticas, não podemos jogar da mesma maneira o campeonato todo, os adversários fazem estudos e desenvolvem estratégias para neutralizar o que temos de melhor, hoje temos elenco para jogar de formas distintas.

Para finalizar, sabemos das limitações do Muralha, é sempre um frio na barriga cada arremate ao gol, mas é o goleiro que temos até a abertura da janela de contratações, nos resta apoiar e torcer.

Hora de voltar para casa, analisar os erros, otimizar os acertos e continuar evoluindo, pois ainda temos um longo e promissor ano pela frente.

Saudações Alviverdes

Sobre o autor

Marcelo A. Almeida
Marcelo Algauer de Almeida é formado em Educação Física pela PUCPR e Especialista em Fisiologia do Exercício pela UFPR, professor universitário, pesquisador da performance fisiológica e neurofisiológica no futebol. Como preparador físico venceu diversas competições nacionais e internacionais, em vários clubes de futebol, futsal e outras modalidades esportivas.

Sobre o blog

O Blog "Futebol, Ciência e Opinião" tem o objetivo de informar e elucidar diversos temas a respeito da área científica que envolve o futebol. Os estudos científicos servem de suporte aos desportos de alto rendimento e performance. O torcedor recebe informações na maioria das vezes incompletas sobre diversos temas, como aquecimento, lesões musculares, lesões articulares, métodos de recuperação pós jogo ou treinamento, desenvolvimento das habilidades motoras, entre outras. A complexidade dos termos utilizados na fisiologia do exercício também dificultam a compreensão por parte dos torcedores, que através deste blog terão muitas de suas dúvidas esclarecidas.
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