O sinônimo do fracasso
Há um bom tempo o Coritiba vem se consolidando cada vez mais como um sinônimo de fracasso. E isso não foi construído da noite para o dia. Vem sendo feito de forma “árdua” por todos aqueles que trabalham no clube, sejam eles dirigentes, treinadores e jogadores.
A vergonhosa atuação no Rio de Janeiro mostrou um Coritiba sem alma, apático, de falhas bisonhas, de certa forma até primárias, com jogadores medíocres vestindo uma camisa de tradição sem terem a mínima condição para isso. E o pior que isso tem se tornado corriqueiro na vida do Coritiba Foot Ball Club, uma instituição que contrata atletas sem ter nenhum planejamento para isso, valendo-se de indicações de empresários, isso quando não vai de pires na mão na porta de clubes implorar pelo empréstimo de jogadores que não são utilizados por suas equipes de origem.
A impressão que tenho é que todo jogador que chega ao Coritiba em pouco tempo já encarna o espírito de fracasso atual do clube e não consegue mostrar o mínimo de qualidade ou comprometimento dentro de campo.
Em um clube sério, jogadores como Thiago Lopes e Nathan, sem contar vários outros que estão por aqui, já estariam sido escanteados em face de nunca terem mostrado um bom futebol nas inúmeras oportunidades que receberam. E o pior é ver esses jogadores entrando no intervalo de uma partida na expectativa de mudar o rumo do jogo. E realmente mudaram, só que para pior. Em vez de uma derrota pelo placar mínimo, o Coritiba foi goleado vexatoriamente.
Isso, sem falar no ridículo planejamento de futebol da diretoria do Coritiba, que consegue no primeiro um terço do campeonato não ter em seu elenco centroavantes, atacantes de velocidade e no mínimo um meia de qualidade, posições fundamentais no futebol.
E tudo isso é completado pelo trabalho ruim do técnico Jorginho. Tudo bem que ele não tem culpa pelo gol inacreditável que o Robson perdeu, porém, tem culpa quando escala mal, quando substitui mal e quando coloca em prática um esquema medroso que faz com que o time tenha a capacidade de cadenciar a bola em um contra-ataque.
As substituições de Jorginho contra o Fluminense, mesmo que ele tenha um material humano muito ruim em suas mãos, mostraram que o técnico também tem culpa, pois quando precisa ler o jogo, o faz na maioria das vezes de forma errada, como fez ontem, quando tirou no intervalo o volante Matheus Bueno, que estava sendo o único cabeça pensante em um time medíocre.
Tudo isso que vem acontecendo há anos, no mínimo seis, desde que Rogério Bacellar assumiu a presidência, faz com que acontecimentos como a derrota vexatória para o Fluminense comecem a deixar de ser fatos surpreendentes na vida do Coritiba.
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
Sobre o autor
Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.
Sobre o blog
O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.
Ver comentários (28)
