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Falando de Bola
O Coritiba enfrenta seu momento mais turbulento no Brasileirão. Depois de três vitórias consecutivas, contra Corinthians, Remo e Mirassol, sendo duas fora de casa que colocaram o time alviverde na parte de cima da tabela, os últimos jogos acenderam o sinal de alerta.
As duas derrotas consecutivas longe de casa, sendo a última por goleada, evidenciaram a instabilidade da equipe comandada por Fernando Seabra. Nos últimos oito jogos, sete pelo Brasileirão e um pela Copa do Brasil, o Coritiba venceu apenas uma vez, diante do Atlético-MG, no Couto Pereira. Nos demais, foram três derrotas e quatro empates.
Atualmente, o Coritiba ocupa a 8ª posição na tabela. Antes da derrota para o Vitória, era o 7º colocado, mas o que mais preocupa é a redução da distância para a zona de rebaixamento: de oito para apenas quatro pontos. E todos sabem o que isso significa no Alto da Glória. A tranquilidade pode dar lugar à pressão rapidamente, um cenário recorrente nos últimos anos e no qual o clube historicamente encontra dificuldades para reagir.
O Coritiba terá uma sequência dura de cinco jogos até a pausa para a Copa do Mundo e a abertura da segunda janela de transferências. Serão quatro partidas pelo Brasileirão: contra Internacional, Santos, Bahia e Flamengo, além do confronto decisivo contra o próprio Santos, pela Copa do Brasil, no Couto Pereira. Essa sequência pode ser determinante para o rumo da equipe na temporada. Apesar de alguns adversários também viverem momentos de instabilidade, o nível de exigência será alto.
O desempenho nesses jogos também pode influenciar diretamente o comportamento da diretoria na janela. Além das carências já evidentes, como um volante e um centroavante, outras lacunas podem ficar ainda mais claras dependendo das atuações.
Reforçar o elenco com assertividade será fundamental. Afinal, os 20 jogos restantes do Brasileirão após a parada tendem a apresentar um cenário ainda mais competitivo, com equipes se reforçando e lutando por objetivos distintos, seja na parte de cima ou na briga contra o rebaixamento.
Mas antes de pensar no futuro, o Coritiba precisa resolver o presente. Voltar a jogar bem, recuperar a confiança e, principalmente, evitar erros que têm custado caro. Nos últimos três jogos, foram quatro expulsões, um número inaceitável para um time que já sofre com limitações no elenco. Com 11 em campo já é difícil; com 10, a margem de erro simplesmente desaparece.
Mais do que um ajuste técnico, o momento exige maturidade, controle emocional e reação imediata. Porque, se a resposta não vier agora, o que hoje é um sinal de alerta pode rapidamente se transformar em mais uma temporada de sofrimento para o torcedor coxa-branca.
Saudações Alviverdes!
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