O cavalo selado vai passar de novo no Alto da Glória...
Se por um lado a incompetência dos nossos atacantes, que perderam gols muito fáceis, pode ser a principal justificativa por não termos conseguido um resultado melhor, por outro lado fica a dúvida de que se tivemos tantas oportunidades mesmo com o treinador Marcelo Oliveira tendo usado, ao longo da partida, TODOS os cinco volantes que viajaram a Salvador, o que aconteceria se tivéssemos sido apenas um pouquinho mais ousados, trocando um desses volantes por um meia ofensivo?
Aí me dei conta também, que se o Coxa perdeu gols “imperdíveis”, o mesmo se deu com o Vitória, que deixou de marcar em pelo menos três oportunidades, obrigou Vanderlei a fazer duas defesas excepcionais, chutou uma bola na trave e teve dois gols [bem] anulados.
Sou um crítico contumaz, e nunca escondi isso, da maneira como o Coritiba atua fora de casa. Vejo o time sempre armado com mais volantes do que com atacantes; vejo sempre a substituição, ao longo dos jogos, de um lateral por outro. Isso se repetiu ontem. Ainda assim, o resultado não pode ser considerado ruim, dadas as circunstâncias descritas acima.
Porém, nos últimos oito jogos do Coritiba pela Copa do Brasil, disputados fora de casa (contra Caxias, Palmeiras, Ceará, Vasco, Nacional de Manaus, ASA de Arapiraca, Paysandu e Vitória – dois times grandes, apenas), o Coxa marcou dois gols (Emerson contra o Caxias e Tcheco contra o Paysandu). Ainda assim, chegamos à final do torneio em 2011 e temos chances de, no mínimo, avançar à semifinal este ano. Ou seja, em termos de boas campanhas no torneio, a opção tática adotada fora de casa parece estar funcionando. Mas e em termos de buscar aquele “algo a mais” que está faltando para que venha o título?
O Coritiba é o exemplo (trágico, para nós) de que vitórias em casa podem não ser suficientes caso não se marque gols fora de casa. Não será o caso da próxima partida, contra o Vitória, mas, SE chegarmos à semifinal, tenho comigo que o que fará a história ser diferente este ano será a busca por gols longe do Couto Pereira, mesmo que possivelmente contra um clube grande, o São Paulo.
Eu sempre vou acreditar no Coritiba. E, a despeito do início claudicante em 2012, pelo fato de termos tido que remontar/substituir um bom elenco despedaçado pela diretoria, vemos agora renascer a esperança, crescer a expectativa e aumentar a possibilidade de que o nosso time possa voltar a fazer história, seja na Copa do Brasil, seja no Campeonato Brasileiro. Para tanto, além dos reforços que devem estar chegando, acho que falta apenas mais uma coisinha: um pouquinho mais de ousadia e de coragem, nas partidas fora de casa. Para isso, lógico que bons atacantes são imprescindíveis, assim como um esquema de jogo que não os deixe em segundo plano.
Se estamos tendo novamente a oportunidade de poder sonhar, e se estamos a crescer no momento certo, que possamos também mudar e corrigir o que faltou no ano passado, para que neste ano estejamos nós a comemorar, ao fim de tudo.
Pois, para não perder as oportunidades que a nossa própria competência nos trouxe, é preciso ser ainda mais competente.
xxx
Sobre o autor
Marcus Vinicius Fonseca Popini foi ao Estádio Belfort Duarte, hoje major Antonio Couto Pereira, pela primeira vez, em 1975, aos nove anos de idade. Coxa Branca de nascimento, pai de duas filhas, geólogo pela UFPR com mestrado em Geofísica pela UFBA, participante do site COXAnautas desde 2006, Popini hoje corre o mundo por conta de sua profissão, sempre levando as cores do Coritiba por onde passa.
Sobre o blog
Um blog é, em essência, um tipo de mídia onde pessoas expressam suas opiniões. Este blog, em particular, não tem outra intenção que não seja discutir as coisas relacionadas ao Coritiba, sem existir qualquer pretensão de que os posts aqui colocados sejam a visão única e definitiva das coisas. Trata-se, pois, de um espaço para debates, onde as opiniões colocadas de forma respeitosa sempre serão levadas em consideração.
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