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Crônica Verde e Branca
O Coritiba sofreu, no Couto Pereira, um duro choque de realidade ao perder por 1 a 0 para o Red Bull Bragantino. A Série A cobra um preço alto, e a intensidade do campeonato ficou evidente desde o apito inicial. O Bragantino entrou ligado, competitivo, pressionando a saída de bola e mostrando que cada detalhe faz diferença neste nível.
Já o Coritiba demorou para se encontrar em campo. Com dificuldades para manter a posse e trocar passes no meio, o time deixou espaços e não conseguiu impor seu ritmo. Quando parecia começar a equilibrar a partida, veio o lance capital: a expulsão de Josué. A partir daí, qualquer plano de jogo caiu por terra.
Com um jogador a menos, o Coxa passou a se defender quase que exclusivamente. O empate vinha sendo sustentado com muito esforço, linhas baixas e pouca ambição ofensiva. O goleiro Pedro Morisco, apesar do erro que causou a expulsão do Josué, fez defesas sensacionais no jogo, salvando o que seria um desastre maior. Porém, nos minutos finais, a pressão do Bragantino falou mais alto, e o gol da vitória visitante acabou sendo consequência natural.
A derrota deixa lições claras. Falta ligação entre meio-campo e ataque, faltam jogadores de lado com velocidade e capacidade de desafogar o jogo, laterais que funcionem como alas, e falta um centroavante de ofício. Pedro Rocha se esforça, mas não é homem de referência. Na Série A, improvisos custam caro, e o Coritiba precisa aprender rápido para não repetir os mesmos erros.
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