Qual foi o milagre?
No ano passado o Coritiba ingressou com pedido de recuperação judicial, uma vez que as dívidas acumuladas desde gestões anteriores eram superiores às forças financeiras do clube para pagamento.
Foi uma medida acertada e bem encaminhada para o saneamento de nossas finanças e crescimento futuro.
Para a atual temporada o Coritiba contratou Robson, ao que consta pagando R$ 2.200.000,00, conforme noticiado.
Contratou o zagueiro Bruno Vianna que, segundo o jornalista Venê Casagrande, teria custado um milhão e meio de euros, ou R$ 8.200.000,00.
Rodrigo Pinho teria custado R$ 2.500.000,00.
Hoje a imprensa anuncia a contratação em definitivo do Bruno Gomes, por R$ 5.000.000,00.
Ressalto que as informações não são oficiais, encontrei-as na imprensa e nossos meios de comunicação podem ter suas falhas.
Não há como saber o salário de cada um deles e de tantos outros e qual o total e o impacto na folha salarial do Coritiba.
São investimentos que só o tempo dirá se foram compensadores. Acredito que fora o Robson, cuja contratação foi um erro monumental – poderia no máximo compor o grupo se viesse só pelo salário – os demais podem trazer boa resposta na campanha da série A.Há tempo esperamos um time confiável e que entusiasme.
Afinal, sempre vai mais longe quem ousa. Torçamos para que as contratações levem o Coritiba a um patamar que há muitos anos não ocupa no cenário nacional.
Mas tudo isso me desperta uma curiosidade. Nós superamos a situação deficitária que o clube enfrenta há muitos anos?
Sabendo que quem ocupa a direção do nosso clube são homens sérios e responsáveis, quero crer que sim, superamos os déficits.
Mas qual foi o milagre? Gostaria muito de saber.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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