Uma boa apresentação.
Mas não é tarde para dizer que o Coritiba fez uma excelente partida.
Continuo entendendo que o plantel é fraco, mas domingo, cônscio de suas limitações, aplicado e sem os “apagões” que vinham acontecendo, mostrou-nos que com um pouco de esforço pode ser um time minimamente razoável e lutar por melhor colocação no campeonato.
A lamentar que não tenha jogado assim ao menos metade das partidas anteriores, o que teria nos deixado em lugar confortável na tabela.
Não posso dizer que fez uma apresentação perfeita, pois o jovem zagueiro Jean Pedroso falhou na marcação quando do gol mineiro, mas deve se considerar que ainda lhe falta experiência e que vinha de um jogo pelo sub-20 na véspera, circunstância que, aliada à viagem para Belo Horizonte, certamente influiu negativamente na sua condição física. Mas ele tem muito a dar para o Coritiba ainda.
E também não posso dizer que a atuação do time foi totalmente convincente, pois o Robson, mais do que como sempre, foi peça nula. Não sem razão o gol da vitória saiu através de uma jogada brilhante do Jamerson, que avançou bem por onde o indigitado Robson deixara o campo.Estivesse ali o "combativo" que alguns elogiam só pela bravura mesmo sem técnica, será que o gol sairia?
Mas como um todo o time se saiu muito bem, e merecem destaque as atuações do Willian Farias (que espero não volte a se lesionar), do Bianqui e do Slimani, este correndo e vibrando como se o Coritiba fosse o seu time do coração desde a infância.
Não me passou despercebido o fato de o Samaris ficar na beira do campo instruindo os companheiros, o que fortalece o boato de que ele estaria na comissão técnica a partir do próximo ano.
Enfim, nos dois últimos jogos vimos outro Coritiba que não aquele que sofria constantes derrotas, algumas acachapantes.
Eu já havia jogado a toalha, mas estou olhando para ela com vontade de recolhê-la. Quem sabe o improvável aconteça?
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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