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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

O título pode estar a quatro empates.



Não, amigos, não estou propondo que o Coritiba jogue procurando apenas empatar as próximas partidas pela Copa do Brasil, a semifinal contra o São Paulo e, se tudo der certo, a final contra o Grêmio ou o Palmeiras. Penso que em qualquer hipótese a vitória deve sempre ser o objetivo, pois quem mira em alvos menores tem menos chance de acertar do que quem busca objetivos maiores (é quase uma obviedade dizer isso, mas não resisti).

O que quero demonstrar é que em torneio como a Copa do Brasil, aonde as equipes vão se eliminando a cada dois jogos e os gols marcados fora de casa têm peso desempatador em caso de dois resultados iguais, o título está logo ali, com as seguintes variantes, da melhor para a pior:

a)Quatro vitórias nos dois jogos, resultados com menor probabilidade em tese, mas sempre possíveis.

b)Uma vitória e um empate nos dois primeiros jogos e iguais resultados na final.

c)Uma derrota fazendo gols fora de casa e uma vitória em casa tirando a diferença dos sofridos na derrota e sem levar nenhum ou com um a mais de diferença. Por exemplo, perder para o São Paulo no Morumbi por 3 x 2 ou 2 x 1 e vencer no Couto por 1 x 0 (inúmeras outras variantes de placar podem ser dadas como exemplo). A vaga será nossa e, na mesma situação, o título. Ou o inverso, perder em casa por um gol (3 x 2, 2 x 1, etc.), mas vencer fora com dois de diferença ou obtendo o mesmo placar invertido nos dois jogos, então decidindo nas penalidades e vencendo nestas.

d)Outra possibilidade é a de se perder em casa por 1 x 0 e vencer fora com diferença de dois gols ou de um a partir de 2 x 1 (teríamos dois gols fora de casa contra um do adversário), ou outros placares onde o gol fora decidisse isso tanto na semifinal como na final.

e)Uma vitória e uma derrota, não importam aonde, com repetição do placar e depois vitórias nas penalidades máximas.

f)Dois empates na semifinal, fazendo mais gols fora de casa do que o adversário na nossa. Iguais resultados nas finais, ou seja, campeão com quatro empates.

Temos, então, seis hipóteses que nos levam ao título. Claro que as possibilidades são as mesmas para as quatro equipes, mas as elencadas mostram que para qualquer um dos clubes que restaram na Copa do Brasil o título está ao alcance da mão, desde que saibam jogar um bom futebol e se conduzam com frieza. Penso que, pelo que o Coritiba tem demonstrado, as hipóteses que preveem mais gols fora de casa talvez sejam as menos prováveis (ou está na hora de mudar?). Porém, como o Coritiba tem se mostrado muito forte em casa, mesmo que não consiga bom resultado fora poderá com segurança se recuperar no Couto Pereira desde que o a soma do placar lhe favoreça.

Enfim, devemos torcer pelas alternativas que nos deixem mais tranquilos e confiar que os comandados do competente Marcelo Oliveira saibam bem o caminho para a conquista e dele não se desviem. A verdade é que temos vários caminhos abertos para chegar ao título, todos possíveis e prováveis, desde que saibamos fazer nossa parte e especialmente que não se cometa nenhum erro grosseiro.

O título é difícil? Tanto quanto é fácil. Eu confio.

Em tempo: Tudo isso sem se esquecer de enquanto isso ganhar as partidas pelo campeonato brasileiro, lembrando que no ano passado a derrota em casa, na segunda rodada, para o Atlético-GO, nos tirou exatamente os pontos que faltaram ao final para nos classificarmos com antecipação para disputar a Copa Libertadores.

Sou sócio, ajudo a construir o meu Coritiba.



Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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