Zebra?
Mesmo que alguns torcedores demonstram o renascimento da esperança pela manutenção na série A, minha expectativa segue sendo a mesma de antes, ou seja, nada mudou.
Não fosse a expulsão do zagueiro Vitão, aos 8 minutos da primeira etapa, desarrumando o time gaúcho, o Coritiba seria o mesmo de sempre, creio. Além, é claro, vale ressaltar a atuação da arbitragem que, historicamente promove as mesmas lambanças contra o Coritiba. Desta vez, surpreendentemente, além de rever alguns lances, alguns tanto contra como a favor do Coritiba.
Terminaremos o brasileiro de 2023, com todos os clubes reclamando de arbitragem. Uns mais e outros menos. Guardadas algumas exceções, o problema da arbitragem brasileira é a falta de profissionalismo e clubismo. Por isso, festejo um jogo com tantos pênaltis, ter pelo menos a metade a favor do Coritiba.
Concordo com alguns amigos que se manisfestam admitindo que se tivesse tido um pouco de sorte, o Coritiba provavelmente não estaria pagando este preço alto pelo iminente rebaixamento, mas consigo ver apenas uma situação ligeiramente confortável, ainda dentro da zona de rebaixamento e não com esta pontuação tão distante do 18º, agora o Vasco da Gama. O problema ainda é a regularidade que só é possível com qualidade, que o Coritiba não tem. E isso vai do gol ao ataque.Uma linha de frente que não é assim tão eficiente na marcação de gols, como o goleiro que erra em lances capitais, em atuações inexplicáveis na mesma partida.
Ainda sigo achando que 2023 será um ano para ser esquecido, ou para nunca mais esquecer, que é para não cometer os mesmo erros.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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