"Vocês vão ter que me engolir"!
De lambuja ainda temos um goleiro que de milagreiro virou artilheiro...defensores mortais em cabeceios. Mérito, competência e trabalho parece colocar fim a uma série de discussões e de desconfianças: treinador, má vontade, falta de luta, salários atrasados e jogadores em fim de carreira, já com cabeça na próxima temporada.
Tudo bem que a sorte decidiu montar acampamento pelos lados do Coritiba. Veio, gostou e acabou ficando, mas também é inegável que há um trabalho, porque nem só de sorte vive o futebol.
A blindagem de quem comanda (Marcelo Oliveira), parece ser determinante. E mais do que ninguém, pode fazer uso da famosa frase de Zagalo “vocês vão ter que me engolir!” Com seu irritante jeito mineiro de ser, chegou a tirar do sério os menos pacientes a cada derrota naquela série inesquecível de rodadas sem vitória, onde o Coritiba parecia caminhar ao atoleiro, sem escala, com conexão direta para a segunda divisão.
Marcelo Oliveira livra a cara dele e de muita gente. Vai tirando o Coritiba do atoleiro e junto leva dirigentes, alguns jogadores que foram sendo afastados, torcida e principalmente o nome de uma instituição, o Coritiba Foot Ball Club.
Aberta a temporada para caça aos seus acusadores, com muita munição a seus defensores. Mas sugiro calma gente, nem tanto lá nem tanto cá. O momento não é nem para uma coisa e nem outra. Afinal, a meta ainda está para ser concluída. Agora, parece que será muito bem- vinda uma união que precisa ser feita para dois jogos fundamentais que serão disputados em casa e podem definem a vida do Coritiba neste brasileiro: no próximo domingo contra a Ponte Preta e na sequência, contra o Flamengo.
É possível esperar um grande público que deve ser atraído com promoção de ingressos. Coritiba e Ponte Preta passa a ser o jogo da vez. A partida onde todo o passado, diferenças, limitações, dificuldades, devem ser esquecidos. A próxima rodada deve receber atenção máxima de atletas e treinador. Ao resto, torcida e dirigentes, basta entender que agora o Coritiba precisa ser carregado no colo.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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