Um sentimento para ser bordado no uniforme
A nova situação nos coloca em novo patamar. Pouco se não entender um novo campeonato, com um degrau depois do outro. E o novo degrau desta escada é a segunda vitória. Sem afobação, uma coisa de cada vez. E a segunda vitória precisa vir neste sábado contra o América.
Ânimos renovados, pilha nova, torcida voltando a crer. Da sucessão de fatos que nos rodearam até que finalmente chegássemos a esta primeira vitória, alguns acontecimentos marcantes como troca de treinador, de nova formação em campo, atletas sendo dispensados e outros incorporados ao elenco principal.
Um novo ambiente nos espera, mas com os pés bem firmes no chão para não voltar a reclamar do produto que compramos e que não muda da noite para o dia.
Temos uma embalagem nova, com novos ingredientes no produto, mas que não muda muito de sabor. O segundo tempo contra o Goiás que o diga. O velho time que no segundo tempo morre. Inexplicavelmente ou explicavelmente não consegue jogar, raciocinar e fazer valer a superioridade no placar, com a supremacia que teve na primeira etapa de muitas partidas e se repetiu agora contra o Goiás.
Mas finalmente vimos raça, sangue nos olhos, que em algum momento tomou conta de todo o grupo que em conjunto deve ter tido o mesmo sentimento de “ hoje a coisa vai, é daqui que vamos tirar a nossa primeira vitória”. E tiraram. Fomos ameaçados, quase não deu, mas aos 53 minutos o árbitro apitou o final com vitória Coxa.
Fizemos o que deveríamos ter feito em outros tantos jogos, quando também saímos na frente do placar mas não soubemos achar este sentimento que coletivamente achamos ontem contra o Goiás. O mesmo que deve ser bordado em nosso uniforme a cada um dos jogos restantes a partir deste sábado. Sim, bordado a cada jogo, para ser renovado, porque a cada partida um novo sentimento deve ser vestido e incorporado pelo grupo de jogadores e torcida.
Superação deve ser o nome disso. Mas superação de verdade, na acepção da palavra porque esta superação usual não é a mesma que o Coritiba precisa, se é que vocês me entendem. Superação de SE SUPERAR, de ir além do que pode, de se doar.
Deram a largada, pois que então sigam. Não dá pra parar agora. Vencer o América é obrigação. Isso vai incendiar esta torcida que seguramente fará seu papel costumeiro. Não duvido disso.
À nova batalha, família Coxa-branca!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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