Um novo time ou um novo estádio?
Imagino eu que queira dizer : colocar o estádio abaixo para construir um novo?! Sim, só imagino porque não leio mais este jornal. Apenas passei o olho na manchete que me cai todos os dias na time line. É a diferença de um jornalismo preocupado com a informação e a imprensa marrom, dada a fofoca e criadora de polêmicas, com a única intenção de vender seu produto, aliás cada vez mais desprezível.
Mas não é sobre isso que quero falar. Prefiro me ater a questão que imaginei estava adormecida: a reconstrução do Couto Pereira, um problema mesmo criado pela atual administração, que achei tivesse caído em esquecimento ou deixado de lado momentaneamente por nossos dirigentes.
Se de fato seguem com esta história, acho que dois pontos cabem para análise: primeiro que sou a favor de uma reforma, mas contra um novo estádio. Não vejo necessidade de colocar abaixo o Couto. Uma boa reforma creio que resolve bem nossos problemas de acomodação.
Conheço bem as opiniões sobre um novo estádio e até entendo quase todas elas, mas não vejo esta necessidade. Acho que o Couto, bem pensado, por arquitetos sérios, pode ganhar um charme ainda maior e ficar bem atrativo a todos nós e render alguns trocados ao clube. Mas também não quero entrar neste mérito, já bastante discutido aqui. Conheço a opinião de quase todos e respeito suas posições.
Só acho que o momento não é oportuno, mais uma vez. Levantam esta questão porque se até agora não marcaram uma administração “MAIOR”, como prometeram, em ano de eleição precisam marcar com algo, como fez Vilsão com o setor Pro-Tork, em final de mandato.
Nesta conversa de novo estádio, vejo muito mais a mão de Alceni Guerra do que de Bacellar. Decisão política, de anos rodados em Brasília. Estratégia para ganhar destaque e tirar a atenção para o que de fato interessa.
Colocar em questão um novo estádio, justo agora, quando a prioridade é a montagem de um novo time para uma nova temporada, é decisão visivelmente política, mas extremamente equivocada, na minha opinião.
Entre os poucos sócios que restam, (logo teremos menos ainda), se fizerem uma pesquisa, sei que prevalecerá a ideia da montagem de um time vencedor, como prioridade. Uma pesquisa entre toda a torcida, acho que seria o mínimo que deveriam fazer. Um sinal de respeito que ainda não tiveram. Olham para sócios e torcedores, apenas com a única intenção de arrancar dinheiro, oferecendo planos mirabolantes de sócios, sem a contrapartida de um time respeitável.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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