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ArquibancadaSergio Brandão

Um jogo desigual

Não chegou a ser uma surpresa. Afinal, a gente sabia que seria uma batalha quase perdida. Para o menos avisado, para quem viu só o resultado, imagina uma partida de iguais, venceu quem aproveitou melhor a oportunidade. Mas não foi bem assim. Foi uma partida desigual. Quem viu, logo nos primeiros minutos de jogo, ( pelo menos eu) me flagrei torcendo para passar rápida a primeira etapa. Temi pelo pior a partir do gol aos 15 minutos.


Uma goleada das inesquecíveis dentro de casa parecia se desenhar. Mas não foi bem assim, mas porque alguns fatores que determinam resultados do futebol, nos ajudaram. A tempo, no intervalo, o treinador percebeu seus erros de armação e arrumou o time em campo, mas suficiente apenas para não levar para a história dos confrontos entre os dois clubes, um vexame. Ficou lá, registrada apenas uma derrota com cara de resultado normal, mas a gente sabe que não foi bem assim.


Olhando o banco do Flamengo, todos seriam titulares no Coritiba. Mesmo com alguns desfalques o Flamengo passeou pelo Couto Pereira. Jogou valendo uma classificação para a próxima fase da Copa do Brasil, como se fosse mais um treino.


Ao Coritiba coube entender que está anos luz de um futebol minimamente razoável. Parece que já passou da hora de rever alguns conceitos propostos por esta diretoria. O primeiro deles seu treinador. Há alguns jogos o Coritiba anda torto em campo. As peças do quebra cabeça de Morínigo parecem não se encaixar, além de muitos atletas já terem provado que não podem mais ostentar o status de titular. Outros nem deveriam ter vindo.


Muita coisa esta errada na Mauá, Amâncio Moro, Ubaldino do Amaral e CT da Graciosa. Há anos assim está e continua como se nada tivesse mudado, apenas nomes e intenções são diferentes das administrações anteriores.


Vivemos de ilusões, querendo sempre acreditar que um dia a coisa vai. Como foi contra o Avaí, mas ainda com ressalvas. O crédito de Follador e equipe está se esgotando e com ele a tolerância com o tamanho que estão dando ao Coritiba e ao time que nos dão para torcer.


Para quem olha futebol com um pouco de isenção, entende que com este time o Coritiba não vai longe nem na série B e muito menos na Copa do Brasil. Pelo contrário. Se o planejamento for mantido, a luta será pela manutenção na serie B e com muita dificuldade.



Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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