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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Um breve recado...

Nos enchemos de esperanças mais uma vez, pelo menos eu, que sou um positivista inveterado, principalmente quando o assunto é Coritiba. Sempre acho uma brecha para acreditar que "agora vai", ao primeiro sinal de recomeço. Mesmo que o bom senso diga o contrário. E isso é de cada um. É personalizado, quem sabe da minha educação, da minha formação... até religiosa, quem sabe.

A minha fé me leva por caminhos que às vezes até desconfio porque toma rumos que desconheço. Em alguns destes caminhos, quebrei a cara, mas acreditei, achei, como disse que podia acreditar e que a coisa ia pra frente.

Porque pra mim, acreditar significa chamar uma força grande, crer que algo vai dar certo. Isso gera energia e se somada a outras, pode ser forte como usina geradora de um força ainda maior.

No Coritiba, faz tempo que as coisas recomeçam. Sei lá quantas vezes recomeçaram e não andaram. Por N razões: por incompetência, porque havia segundas intenções, por interesses pessoais, por vaidade ou apenas para ganhar tempo e enrolar mais uma vez o torcedor. Todas estas situações já vivemos aqui. No departamento de futebol, ou no comando do clube, por onde passam as decisões, onde está o leme que conduz este Coritiba que andam nos dando para torcer.

Eu preciso acreditar em um novo Coritiba a cada uma destas tentativas. Mesmo que os argumentos não sejam fortes. Como agora. Sei que o Coritiba precisa muito mais que um novo treinador. Mas do contrário, se não for assim, morre meu interesse por tudo isso.

Como já morreu e foi o que vivi em anos de frustração de 1989 a 1993, quando fui editor de esporte de tv, repórter etc etc. Vivi os bastidores de alguns clubes de futebol. Vi coisas que gostaria de não ter visto. Passei anos, tentando recuperar meu prazer pelo futebol. Recuperei, como recupero minha esperança em Eduardo Batista e acredito que Samir ainda vai acertar.

Coincidência estes 10 dias que Eduardo terá para acertar o time que ele quer, para a partida contra o Criciúma, no próximo dia 27. Mais uma rodada em casa que certamente trará também um público um pouco maior que o anterior, como o da segunda rodada, que não chegou a 5 mil pessoas.

Coincidências que mais uma vez me deixam esperançoso. Por mais Alice que possa parecer, e até irritar os mais críticos, este é o meu lado torcedor se sobrepondo ao do cara crítico que se alterna por aqui, quando a paciência e o bom senso despertam outros sentimentos.

Futebol parece personalizado dentro da cada um. Digo sempre que ninguém é mais torcedor que ninguém. Cada um é cada um.

Faz o seguinte: me respeita que, se assim for, você também vai merecer meu respeito, tenha certeza disso. Não me imponha nada e não seja mau educado. Apenas argumente com educação. Vamos longe se for assim.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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