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Uma derrota hoje para o cruzeiro, é o que a maioria espera. É um resultado muito mais próximo da realidade Coxa, pra ser imparcial.
Da indignação ao desprezo. Assim tenho visto o comportamento da torcida nestas últimas rodadas quando acumulamos 9 partidas sem vitória, muitas delas com derrota dentro de casa. Coisa que até há alguns anos era inadmissível. Olham para nós , como já olhamos os pequenos, onde ganhar era obrigação. Seja quem for, vem à Curitiba, e não aceita mais qualquer resultado. Ganhar do Coritiba é obrigação.
O que dizer então do Cruzeiro, que chega com o status de melhor time, com o melhor rendimento do returno, com 20 pontos em nove jogos.
Não seria exagero esperar uma tragédia, daquelas inesquecíveis. É que ao Coritiba não resta outro resultado a não ser a vitória e pra isso precisa se lançar ao ataque. E Mano Menezes sabe muito bem, assim como Renato Gaúcho soube tirar proveito do desespero Coxa-Branca. Nosso problema se agrava porque o Cruzeiro também começa a respirar os ares de campeão brasileiro, em função da má fase que vive o time do Corinthians. O Cruzeiro não será um adversário que virá à Curitiba treinar, como fez o Grêmio.
Coritiba x Cruzeiro será para os fortes. Para quem gosta de futebol será um jogo aberto, de dois times buscando o gol. Não será jogo para meio termo.
Ou o Coritiba renasce ou se afunda ainda mais. Uma vitória com as calças na mão ajuda, mas servirá apenas para mexer o caldeirão. Cria um fato novo que tanto precisa neste momento. Mas ainda mantém a fervura do caldeirão com borbulhas e em algum momento vai ter que se queimar.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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