Tudo igual ... nada mudou!
Num momento de reconstrução, o Santos entrega ao seu torcedor um clube com um time renovado. Não só na campanha do Campeonato Paulista, na vitória em cima do Palmeiras na primeira partida nas finais, mas também pela qualidade do futebol jogado domingo, na derrota de 2x0, onde perdeu o título para um time bem melhor.
O Santos é o Coritiba que sonhei, ou pelo menos bem próximo disso para ser exato. Mas o que temos é um Coritiba na contramão deste sonho. Aliás, a cada notícia, a cada movimento da Treecorp, a distância do sonho fica maior.
Hoje, a torcida Coxa pode ser dividida entre algumas classificações interessantes: os desiludidos, os que crêem em recuperação, os que reclamam, mas alimentados por uma pontinha de esperança, os que já debandaram, os que ameaçam debandar mas ainda não criaram coragem. Também os que conseguem achar no humor o melhor caminho para suportar a desgraça instalada, como no comentário do Paulo Henrique, comentarista aqui do site COXAnautas, na notícia sobre os amistosos anunciados para esta semana:”… vamos ser eliminados na primeira fase dos jogos-treino”.
Gosto deste humor ácido e neste caso pra lá de oportuno, porque quando li a notícia dos dois jogos-treino, Rio Branco na quarta e sábado Operário, lembrei de uma entrevista que fiz com o Presidente do Rio Branco, Alex Jacomel, há mais ou menos uns três meses quando me disse que o Rio Branco ainda não sabia se participaria da série B do Paranaense. Naquela conversa Jacomel revelou a vontade de primeiro reestruturar o clube para voltar mais forte em 2025. O que não foi possível por exigência da Federação que não concede esta trégua aos clubes federados.
Agora, pra disputar a segundona do paranense, o Rio Branco está sendo montado do jeito que pode, com muita gente de Paranaguá mesmo. Alguns destaques de uma tal de Copa do Litoral, disputada de forma bem amadora aqui pelo litoral. Então, me digam qual a utilidade de um treino neste nível? Pior que isso é tentar imaginar a reunião do departamento de futebol quando decidiu pelos amistosos e qual foi o critério usado para escolher o Rio Branco? se é que usaram algum critério para a escolha.
A única resposta que encontro é a que usei acima: este Coritiba que nos dão para torcer, faz a contramão do meu sonho, que convenhamos, não é ousado,afinal, só peço um time próximo do que faz o Santos que nem é tudo isso, mas joga o suficiente para disputar uma série B do Brasileiro, com a segurança de pelo menos terminar entre os quatro primeiros que fazem o acesso à serie A.
Há pouco mais de uma semana da estréia na única competição que nos resta este ano, temos o mesmo time eliminado da Copa do Brasil e Campeonato Regional.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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