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ArquibancadaSergio Brandão

Torcedor, antes de tudo um apaixonado

O Coritiba está sendo capaz de dividir sua torcida em muitas manifestações. As principais, a dos torcedores que não se iludem, conhecem um pouco de futebol, mas querem o acesso a qualquer preço… os incondicionais que acham que tá bom assim e futebol é isso mesmo e colocam o clube acima de tudo e de todos. Assim vai, com muitos outros sentimentos que passam pela paixão, amor, um passionalismo que muitos não entendem, mas que sempre habitou o mundo do futebol.

Não sei se por ter trabalhado com o jornalismo esportivo ou ter vivido um período completamente diferente do de hoje no futebol, mas tenho tido muita dificuldade em aceitar a qualidade do que me oferecem agora. Claro que quero o Coritiba na elite do futebol brasileiro, mas me dou ao direito de reclamar da qualidade do time que me dão para torcer. Na verdade, até já me conformei com o que tenho visto, porque a baixa qualidade não é exclusividade Coxa-Branca. O problema é que é impossível gostar de futebol, pagar para ajudar a manter o clube, ir aos jogos, sofrer e voltar para casa, me enganando, me conformando com os sufocos que tomamos a cada rodada dos adversários igualmente sofríveis ou até piores.

Prevalece o argumento que o que importa são os três pontos e com eles subir à Série A. Mas me reservo ao direito de entender que o que está sendo jogado nesta série B deveria ser chamado de outra coisa, mas não futebol. Futebol foi o que vi há muitos anos. O que estão fazendo hoje com a bola, deveria ter outra denominação, (já disse isso aqui em outra oportunidade).

Em comum, temos o desejo de querer o Coritiba entre os grandes do Brasil, porque se a qualidade lá, também não anda grande coisa, pelo menos voltamos ao nosso lugar e de lá nunca mais sair, para honrar nossa centenária história, a estrela de campeão e ao lado dos outros 19 clubes, recuperar a qualidade que o futebol brasileiro sempre teve.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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