Termina 2018!
Ao torcedor menos avisado, o sujeito que chega agora e que lê que o Coxa perde a invencibilidade no paranaense e que jogou a sua melhor partida, deve sentir alguma dificuldade para entender exatamente o que acontece. Parece que temos a imprensa para o futebol que estamos jogando. Os dois se nivelam.
Em quatro partidas, dois empates, uma vitória e agora uma derrota, dão o saldo de um time que acaba de perder a invencibilidade, segundo nossos setoristas. Também é possível ouvir que o Coritiba tomou o gol justamente no momento em que jogava melhor. Eita time de azar, não é?
Sandro Forner disse na coletiva que jogamos a nossa melhor partida. E é verdade! Pra quem não viu, nem é difícil imaginar o que jogou nas primeiras três rodadas. Nem na vitória contra o União foram convincentes.
De jogadores que se esperava pelos menos doação, ou algo ligeiramente melhor, caso de Alecsandro, Ruy, W. Matheus e Iago Dias, mesmo que já tenham tido as chances para provar o contrário, parece que conseguem se superar jogando ainda menos do que vinham mostrando no ano passado, com exceção de Ruy que veio com o status de campeão da B pelo América e que finalmente tinha reencontrado seu futebol, mas que no Coritiba ainda não deu as caras. Benitez então está de doer. Precisamos de tudo e também de um lateral.
Seu Samir e seu Forner, a coisa tá feia! Tinha me dado até a quinta rodada como tolerância para que o time mostrasse o mínimo aceitável. Não dá mais. Não se trata de reclamação de pós-derrota. É que com um pouco de rodagem no futebol, já é possível entender que deste mato não sai cachorro, deste time não sai futebol. Estou falando de futebol para a série B, não estou sendo exigente com qualidade. Mas se a prioridade máxima era a volta à Série A, anunciada pelo presidente Samir Namur, em entrevista à TV COXAnautas, na semana seguinte à eleição, parece que precisa ser revista com urgência.
Desde a semana passada digo na TV que o Coritiba terá dificuldades para passar pelo Parnahiba. Não tenho nenhuma informação sobre a qualidade do time do Piaui, mas sei que não será poupando Kleber que o futebol vai operar milagres e voltaremos de lá, por conta disso, com a classificação para a segunda fase. Pressagio um novo ASA de Arapiraca, um Nacional de Manaus nos cercando, agora jogando tudo numa partida só. Pelo menos não será em casa, no Couto que entregaremos a classificação.
Mas se eu quiser ser otimista, e digamos que o Coritiba passe e alcance a segunda fase da Copa do Brasil, pegamos o Ituano, uma encrenca para os nossos padrões. Com este futebol que estamos jogando, será o Ituano o nosso algoz de 2018. Não temos futebol para andar na Copa do Brasil. Não temos qualidade para isso.
É preciso entender que por melhores que sejam as intenções, no futebol, ainda prevalece aquela velha máxima dos resultados. Mau ou bem, é preciso vencer. Não estamos vencendo e nem convencendo.
A derrota no atletiba abre uma porta muito perigosa a partir de agora, que pode culminar com a desclassificação na Copa do Brasil e chegar no domingo de Carnaval com a vida ainda mais complicada no regional, se perder também para o Londrina, no sábado, coisa que também não está fora de questão.
Se assim for, e espero que não, mas estamos caminhando para a primeira crise da atual administração. E daí? Jogam tudo fora e recomeçam um novo planejamento para a Série B, ou a filosofia será mantida?
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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