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ArquibancadaSergio Brandão

Tá fácil escalar o Coxa!

A incoerência deve ser a irmã pobre do futebol. Porque até a semana passada, eu que apoiei incondicionalmente o trabalho de Mozart no Coritiba, agora torço o nariz. Dizia que era o cara certo para este momento que vive o Coxa. Incoerência minha e de grande parte da torcida. Mozart quase unanimidade entre nós, agora com reprovação, por conta dos tropeços do time.
A sua paixão pública declarada por Bianqui, foi aceitável, porque pelo menos achei que em algum momento, o treinador tinha seus motivos que eu e a torcida ainda não tínhamos visto. Um milagre, talvez, porque desde que chegou, ainda não convenceu.
Não só Mozart, mas os treinadores anteriores a ele, também revelaram uma certa predileção pelo jogador.
Estes dias ainda disse numa live COXAnautas que confiava no trabalho de Mozart porque no mínimo deve entender de futebol muito mais do que todos nós. Não é possível que só nós torcedores não enxergamos a qualidade do futebol de Bianqui. Mas para isso Mozart abre mão do único jogador com habilidade acima da média do grupo, como Josué, para optar pela escalação de Bianqui. Argumenta que é mais adequado para determinado tipo de jogo que Josué. Fato é que não se abre mão de talento, principalmente quando não há oferta.
Josué precisa ser titular, sempre. A qualidade do elenco do Coritiba, não lhe dá uma segunda opção na forma de jogar, Mozart. É Josué, Morisco, João, Ronier e Rafinha. Se vira com os outros seis. Se tem uma coisa que tá fácil fazer no Coritiba, é escalar o time que sai jogando, independente do adversário, porque não há opção.
Pensando sobre esta saga de treinadores apaixonados por Bianqui, que usam o Coritiba para seus experimentos: acho que quando topam vir, avaliam a história do clube, o desafio de acordar um gigante e, principalmente, ter a grande oportunidade de fazer experimentos, justamente pela falta de qualidade. De tanto que já erraram, em algum momento um deles acerta, coloca finalmente o Coxa no currículo e ganha o mundo.
Enquanto isso, nós em oração, vamos lambendo nossas feridas, achando que em algum momento estes caras consigam a multiplicação do pão, dos peixes ou que finalmente a água vire vinho. Enquanto isso não acontece, vamos colecionando vergonha atrás de vergonha

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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