Tá de chorar, viu!
Se tivesse que me ater apenas na avaliação da partida contra o Fluminense, diria que agora, os atletas me dão a clara impressão de se revezarem nas falhas atais. A cada partida, combinam de quem é a vez de errar e dar o gol ao adversário.
Além da mágoa, da frustração toda de se repetir a cada texto, por conta do que estamos passando- e não é novidade pra ninguém - nossos lamentos e demonstrações de amor ao clube, parecem não ter mais efeito. Assim como todo torcedor, me sinto desrespeitado e ignorado.
Diretores, conselho e apoiadores da atual administração, parecem blindados a qualquer crítica. Parecem se fechar num mundo irreal. Se repetem a cada desastre e nada é feito de fato, com decisões e ações que mudem o rumo desastroso do caminho que escolheram.
Não são poucas as críticas, mas que parecem não chegar até eles ou ter algum efeito. Criticar a atuação do time a cada partida, virou rotina. Seria mais fácil repetir os textos de colunas anteriores.
A torcida num só coro pede a saída de Marquinhos. Lá dentro do clube se juntam, se fantasiam de árvore, fazendo de conta que nada está acontecendo. Levantam, tiram a poeira e seguem. Diretores e conselho, nos ignoram, subestimam a nossa inteligência.
Cansei de vocês, desta imbecilidade que reina nesta podridão que construíram em volta desta fortaleza de vaidades. De conversas pra boi dormir.
Quando Ricardo Guerra se desligou do atual grupo, o chamei de “piá mimado”, de desertor. Achei que Guerra deveria ter ficado e continuado, justamente para tentar mudar as coisas. Pelo menos seria alguém batendo de frente, cobrando dos que ficaram, seria alguém protestando contra os desmandos recorrentes. Agora, entendo sua posição. Este Coritiba que nos deram anda fazendo mal à saúde da gente. Seguir com este grupo, é morrer aos poucos, por amor ao clube, mas com nada em troca, nada ao Coritiba, nada a ninguém. É só desgaste, emocional e físico.
Não aguento mais as desculpas de Marquinhos Santos a cada coletiva, sempre se desculpando com a torcida. Não aguento mais ir ao campo e olhar isso que chamam de time de futebol. Há duas partidas não vou mais. Não fui contra a Ponte Preta não vi a derrota em casa para o Avaí. Não tenho mais estômago para isso. Estou dando uma de Ricardo Guerra, sim. Priorizo minha saúde. O Coritiba anda me fazendo mal. Preciso me recuperar pra voltar quem sabe num próximo jogo em casa, e assim como eu, conheço muitos outros tantos torcedores fazendo o mesmo.
Por uma infelicidade ouço agora Marquinhos se lamentar e se desculpar de novo, mas desta vez trocou o discurso. Não começou a coletiva pedindo desculpas ao torcedor, mas responsabilizou sutilmente a arbitragem. Em algum momento chega a dizer que “o time teve boa postura tática”. Amigos, a casa precisa ser arrumada e começa com a saída de Marquinhos.
Faço este texto logo após a derrota. A quarta em cinco partidas disputadas. Aliás, comecei a escrever logo no segundo gol do Fluminense. Por isso este tom de desabafo.
Entre tantos problemas, de time limitado, Marquinhos me parece ter cavado a sua sepultura em mais esta derrota. Sua saída, precisa ser uma questão de tempo.
Quanto aos nossos administradores, é o que se pode chamar de uma mini FIFA, mas ainda não temos um FBI com poder de apontar culpados – mandar prender os sanguessugas que arrancam do clube, quando deveriam dar.
Em mais de 50 anos torcendo pro Coritiba, fazia tempo que não sentia vergonha do time que nos dão.
O que podemos fazer, nós pobres torcedores?
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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