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ArquibancadaSergio Brandão

Série B em Joinville

Olha, desde que me conheço por gente, ainda não havia tido pela frente uma semana de atletiba nesta pegada tão negativa. Mais que o sentimento pessimista, maior que o atletiba, sobra a amargura de espera pelo fim desta saga ainda com a previsão de muitas rodadas. Sinceramente, em qualquer um dos quadros, em nenhum deles vislumbro um panorama promissor.

Desde o começo do campeonato frequentando a zona de rebaixamento, sem trégua para respirar, nem a pequena série de vitórias foi suficiente para me colocar entre os otimistas.

Admiro os que acreditam numa campanha 100% vitoriosa daqui pra frente, como a do Fluminense em 2009, mas lembro que naquela oportunidade o tricolor das laranjeiras tinha um time de muita qualidade, tanto que fez o que fez, saindo do 100% de chances de rebaixamento e na derradeira partida, justamente contra o Coritiba, nos passou o bastão do rebaixamento.

Fluminense foi para a história e nós também, porque além do rebaixamento, a partida também marcou com uma das maiores punições impostas a um clube, provocado pelo quebra quebra, invasão de campo, agressões etc.

São Paulo hoje, atletiba no domingo e mais adiante Atlético MG. Só na segunda quinzena, em 18 de outubro voltamos ao Couto, na partida contra o Cuiabá. Aliás, numa sequência de duas partidas em casa: Cuiabá e Palmeiras no dia 22/09.

Até lá, se as expectativas se cumprirem, nos dando como indicação os últimos resultados, provavelmente teremos a clássica cena dos velhos filmes de faroeste, com cidade deserta, feno ao vento.

A cena transportada ao Couto, com público menor o que garante um controle maior das pessoas, o que certamente não será difícil de conter, evitando e reprimindo as manifestações mais exaltadas da torcida.

Então, meus caros, este ano provavelmente teremos um rebaixamento menos traumático. Provavelmente não será necessário jogar as primeiras rodadas da série B em Joinville.

Deixando o sarcasmo de lado, estou ousando a publicação da coluna antes da partida contra o São Paulo e do atletiba, porque duas vitórias na sequência, são suficientes para mudar o humor Coxa-Branca e para muitos nos colocar de novo na briga.

Acredite se quiser! Eu acredito! Ou quero acreditar
Só não me cobrem coerência.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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