Série B em Joinville
Desde o começo do campeonato frequentando a zona de rebaixamento, sem trégua para respirar, nem a pequena série de vitórias foi suficiente para me colocar entre os otimistas.
Admiro os que acreditam numa campanha 100% vitoriosa daqui pra frente, como a do Fluminense em 2009, mas lembro que naquela oportunidade o tricolor das laranjeiras tinha um time de muita qualidade, tanto que fez o que fez, saindo do 100% de chances de rebaixamento e na derradeira partida, justamente contra o Coritiba, nos passou o bastão do rebaixamento.
Fluminense foi para a história e nós também, porque além do rebaixamento, a partida também marcou com uma das maiores punições impostas a um clube, provocado pelo quebra quebra, invasão de campo, agressões etc.
São Paulo hoje, atletiba no domingo e mais adiante Atlético MG. Só na segunda quinzena, em 18 de outubro voltamos ao Couto, na partida contra o Cuiabá. Aliás, numa sequência de duas partidas em casa: Cuiabá e Palmeiras no dia 22/09.
Até lá, se as expectativas se cumprirem, nos dando como indicação os últimos resultados, provavelmente teremos a clássica cena dos velhos filmes de faroeste, com cidade deserta, feno ao vento.
A cena transportada ao Couto, com público menor o que garante um controle maior das pessoas, o que certamente não será difícil de conter, evitando e reprimindo as manifestações mais exaltadas da torcida.
Então, meus caros, este ano provavelmente teremos um rebaixamento menos traumático. Provavelmente não será necessário jogar as primeiras rodadas da série B em Joinville.
Deixando o sarcasmo de lado, estou ousando a publicação da coluna antes da partida contra o São Paulo e do atletiba, porque duas vitórias na sequência, são suficientes para mudar o humor Coxa-Branca e para muitos nos colocar de novo na briga.
Acredite se quiser! Eu acredito! Ou quero acreditar
Só não me cobrem coerência.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (21)
