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ArquibancadaSergio Brandão

Série B disfarçada de A

Seguramente teremos a Série B mais disputada dos últimos anos. Pelo menos é o que se desenha até aqui. Além dos clubes tradicionais, com vários campeões brasileiros, como Cruzeiro, Vasco, Botafogo, o Coxa ainda terá pela frente adversários tradicionais, como Operário e Londrina. Fraco ou forte, bons ou ruins, o fato é que sempre nos deram muito trabalho.


Enquanto isso, a Série A mais parece a Série B, com Atlético G, Chapecoense, Juventude, Cuiabá, América, Fortaleza e Bragantino. Sem mérito ou demérito a nenhum dos clubes, mas batendo o olho, o torcedor menos avisado pode confundir a série que seu clube vai disputar. Conversa de Coxa-branca inconformado com mais um rebaixamento? Pode ser, mas o fato é que numa primeira olhada os nomes não condizem com os lugares que ocupam.


Será aliás a prova de fogo de Follador e seu grupo. Tenho a impressão que não teremos tão cedo uma "BEZONA" com uma disputa tão acirrada. Menos mal. Assim, proponho um desafio além da média. Ser campeão! Será mesmo um feito e que de tão difícil que será, teremos um bom motivo para comemorar alguma coisa. Uma séria A disfarçada, denominada de B.


Mesmo que Cruzeiro Vasco e Botafogo não consigam arrumar a casa como é de se esperar, (caso do Cruzeiro nesta temporada), o Coritiba vai precisar jogar um futebol que não se vê no Alto da Glória pelo menos nos últimos 5 ou 6 anos. Um futebol de série A. Além dos tradicionais tropeços e surpresas que sempre nos reservam a Série B com resultados e jogos difíceis.


Claro que os mais exigentes torcem o nariz para afirmações como esta, seja em que circunstância for, mas convenhamos, para a pobreza que vivemos ultimamente, não apanhar em casa para Fortaleza, Ceará etc, já será um bom começo de caminho.


Como torcer é sempre um sonho e a inveja do sucesso do adversário é o parâmetro, me deixe sonhar com um Coritiba a caminho de me devolver o futebol que há anos não tenho mais.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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