Sem velório, por favor!
A gente até faz força, tenta acreditar que um medicamento milagroso pode salvar.
Vai ao Couto, prestigia, dá mais uma chance, faz de conta que nada aconteceu, aposta mais uma vez num recomeço. Mas a coisa não vai mesmo, o time não ajuda.
Quando não é um é o outro. Quando não é H. Almeida é W. Maia, quando não é Alecsandro é Galdezani...
A qualidade do que anda entrando em campo vai do lamentável ao irritante. Isto para falar apenas de um único problema, para não perder tempo responsabilizando dirigentes que se iludiram e tentam nos levar junto, chamando este plantel de time de futebol. São os responsáveis pelo "planejamento" feito para a temporada.
Não é novidade, já sabemos há tempo que temos um time que é a alma gêmea de nossos dirigentes. A cara de um, focinho do outro.
Quanto ao torcedor, alguns também parecem já perder a indignação com a derrota. Vejo na arquibancada gente apenas se levantado e indo embora, sem nenhum brado de protesto.
Foi muito pequeno o grupo que se juntou em protesto a mais esta derrota na saída pela Mauá. Coisa que aliás, parece não abalar o comando do clube. Continuam imóveis, sem atitude. Como se de uma hora para outra a má fase fosse passar e tudo voltar ao normal.
A conversa que vem lá de dentro, é a mesma de sempre, tratando o torcedor sem nenhum respeito, como se fosse um bobalhão que não sabe o que é futebol e que nao merece nem satisfação. Como se fosse incapaz de avaliar a atual situação que vive o clube.
Começo a temer pela integridade física e pela saúde dos responsáveis por este estado de coisas que se instalou no Coritiba.
Seria mais inteligente pensarem em algo para acalmar a torcida. O momento é de buscar solução e dar a cara pra bater, assumindo responsabilidades. A fuga da responsabilidade, se fazendo de "morto", irrita ainda mais.
Coragem senhores, o mínimo de vergonha na cara é o que se espera agora.
Termino este texto, sem muito mais o que dizer. Na torcida para que amanhã, segunda-feira, as providências sejam tomadas, que atitudes sejam apresentadas, como tentativa de mudança de rumo.
Do contrário, se continuarem agindo como sempre fizeram, será mais gasolina para alimentar a ira da torcida, que começa a se manifestar.
Mais adiante como segunda atitude, meu desejo sincero de:
Fora Becellar! Fora Alex Brasil! Fora Guerra! Fora Pedroso!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (45)
