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ArquibancadaSergio Brandão

Saudade do Bacellar?

Com o G5 de Bacellar, Mosquito já teria assinado. Mais uma vez provavelmente convocando o torcedor para ajudar. Mosquito não só teria assinado como seria anunciado como o grande reforço de 2018. Mais uma daquelas histórias que ninguém explicou na gestão de Bacellar. Também em capítulos, a novela Galdezani já estaria no epilogo, com Pedroso à frente da negociação. De lambuja já teria feito a torcida de boba pela segunda vez, mas muito provavelmente teria conseguido aumentar significativamente o número de sócios. Parece que é disso que estão com saudades. Das enganações, da conversa fiada, das promessas que subestimaram a inteligência da gente durante 3 anos. Pra não lembrar dos novos estádios, parcerias com empresários chineses e outros tantos.

Lembro que no lançamento do livro do Foguetinho, há sei lá quantos anos, encontrei Bacellar que me disse que havia na base um garoto que seria nossa salvação. Perguntei quem era o menino. Era Evandro, que está de volta e até agora não soube aproveitar as oportunidades que teve. Até entendo que Bacellar tenha achado que Evandro seria a nossa salvação. E até foi por duas ou três oportunidades, com gols milagrosos, mas isso também mostra quem era Bacellar no mundo do futebol. Um inocente que mal sabia onde estava pisando. Deve ter comprado a história de alguém que lhe contou sobre Evandro. Aliás, um menino bom de bola, mas que parece não ter cabeça boa.

Enfim, as mudanças estão aí e só não vê quem não quer. Se elas vão funcionar, é outra história e como já disse, pago pra ver. É isso que espero da atual administração: seriedade, comprometimento com as finanças, sem achar que do lado de cá tem bobo que compra qualquer historinha de engana trouxa. Foi o que prometeram e estão cumprindo. Sem um grande time, sem estrelas, sem gastar, parece que a casa começa a ser arrumada. Vai demorar e muito provavelmente vamos pagar um preço alto por isso. Mas já era hora de aparecer alguém que começasse este trabalho nada popular. Usando uma expressão da política tradicional, parece que teremos uma administração de obras pouco populares, pouco simpáticas ao torcedor, mas que servem para a saúde do clube.

Torço para que vingue Samir Namur e seu time. Afinal, parece que não há outra saída. É o que teremos para os próximos 3 anos. Me parece até meio burro fazer oposição a um trabalho que está completando apenas um mês. Vai entender, ne? Coisa do futebol. Lembro que muitas vezes, aqui mesmo, cheguei a comparar a politica dos clubes com a politica tradicional. Mas não, a do futebol é pior. Porque muitas vezes é burra, não permite o dialogo, não há conversa com quem conversa consigo mesmo. Não se importa e não respeita a opinião do outro.

Se Samir não funcionar, colocamos na cruz, como fizemos com Bacellar, que também teve nosso apoio, e muita tolerância no primeiro ano, pelo menos de minha parte.

O paragrafo anterior serve como resposta a um dos comentaristas aqui do site, e a outros que pela TV e daqui mesmo, nos cobram de forma equivocada criticas a Samir Namur, assim como fiz com Bacellar.

Pelo menos foi assim que deixou claro em seu comentário Luiz Szlanda, dando a entender que nunca elogiei Bacellar, ou pelo menos não tive tolerância com ele e sua administração. Elogios a Bacellar não, Szlanda, mas tolerância foi muita, que chegou perto de um ano, esperando que algo acontecesse. Se você buscar pelos arquivos aqui do COXAnautas, verá.

Parece claro isso, não é? Não tenho como criticar um trabalho que está mal começando. Terei sim a mesma tolerância com Namur. A mesma que tive com Bacellar. Aliás, o saco anda tão cheio com estas coisas, que acredito que não consiga chegar há um ano esperando que as coisas comecem a funcionar, Szlanda.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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