River desde criancinha
Como quiser, pode me julgar, me chamar de invejoso, ridículo, sem noção, porque meu time está quase falido. Quem é o Coxa na ordem do dia pra curtir com a cara de atleticano, não e? Pois é neste momento que descubro que o CAP ainda é capaz de me dar muita alegria.
Até com algum alívio, no momento certo, porque se na última reunião do conselho, Samir Namur anuncia dias de muito perigo para o futuro financeiro do Coritiba, descubro que não terei problemas: o Atlético ainda é capaz de me dar alegrias no futebol, seguindo com minha vida de torcedor.
Torcendo para alcançar cada vez mais um “ patamar” acima -, como eles mesmos se classificaram. Para que eu possa sempre ver um tombo maior, mesmo que o “projeto” de um passo adiante, continue e daqui sempre estarei na torcida (pelo adversário).
Não só porque a praia chegou e o náufrago morreu na praia, mais uma vez à beira de um mar gelado, salgado, mas porque também me deu de presente um time novo para torcer.
Sabe, aquela coisa de simpatia? Nunca fui com a cara do Boca Jr. Como também nunca me encantei com o futebol argentino, mas ontem ganhei um time novo para torcer. Prontinho da Silva, de vermelho e branco, de sotaque diferente e tudo o mais, e que já vem com um uma grande conquista, além da história que já construiu pela América do Sul em inesquecíveis participações pela Libertadores, coisa que parece não ter sido levada em conta pelo Atlético, com H.
Nada deste discurso de que eles merecem mais uma vez o segundo lugar, pela arrogância, ou soberba, como quiserem classificar.
Acho até que mereciam a vitória. Como jornalista até acho mesmo que o título da Recopa poderia trazer algum lucro ao futebol do estado, mas hoje prevalece meu lado torcedor.
Também tenho o pé no chão para entender que nos deixaram para trás faz tempo, mas estou falando de futebol, de rivalidade, independente de melhor ou pior, neste momento e até já há algum tempo.
Não tô preocupado com o politicamente correto. Não me satisfaço comemorando isso reservadamente, como manda o bom senso, a educação e o simancol. Hoje não.
Se meu time não me dá mais motivos para comemorar um atletiba , vou de River mesmo.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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