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ArquibancadaSergio Brandão

Retomando as ações e consolidando a classificação

Fazia tempo que não ficava assim, nervoso como fiquei antes desta partida contra o Sampaio Correia. Por força das circunstâncias, não pelo adversário.

Desde a derrota para o Vasco, entendi esta partida contra o Sampaio Correa como a partida do divisor de águas para o Coritiba. Ficava a dúvida se ao final, estaríamos entre os times que ainda brigam pelo título, por uma das quatro vagas ou nos colocaria no velho e conhecido lugar que habitamos ultimamente, como pequenos (que nunca fomos), mas por incompetência administrativa, foi o nosso lugar por alguns anos e isso levou muito Coxa-Branca ao divã de analista. Por isso este sentimento de vira-latas reaparece uma vez ou outra. O fato é que o Coxa tinha que vencer a qualquer custo. O ambiente era propício, não dava pra aceitar outro resultado.

Se do primeiro colocado, o Coritiba, ao 10º - o próprio Sampaio Correia, todos com chances de chegar ao título, o Coritiba precisava se impor e passar a régua nesta conta, antes que este grupo dos que ainda sonham com o título, ou pelo menos com a classificação para a “Série A” ganhasse novos pretendentes e nossa liderança fosse parar em outras mãos e, partir daí, nosso planejamento precisasse de nova revisão.

O jogo começa e o Coritiba faz o que se esperava: manda na partida, mas o Sampaio também chega com perigo quando acha a zaga Coxa desarrumada em uma ou duas oportunidades.

Quase 40 minutos de jogo e o Coritiba faz o goleiro do Sampaio trabalhar pela primeira vez com algum perigo que com os pés evita o primeiro gol Coxa, mas foi só. Fizemos muito pouco para quem sonha como andamos sonhando. Prevalecia a máxima da posse de bola, mas com pouca efetividade.

O Coritiba insiste pela direita, com pouca variação de jogadas e a previsibilidade dá ao Sampaio certo conforto na marcação.

O reencontro do time com a torcida, aliás o maior público desde que o protocolo sanitário abriu os portões do Couto, dava a confiança que de alguma forma o Coritiba terminaria a noite fazendo seu papel. É que a postura do time foi outra, longe daquele comportamento sanfona de vai e vem, às vezes jogando, outras não, ou do time que se impõe, ou quando é engolido como vimos em partidas recentes. Como se fosse dois Coritiba. E nesta terça-feira (19) tínhamos em campo o Coritiba que se impõe, o time grande que joga em casa e busca a vitória.

E isso se define no início da segunda etapa e resolve fazendo 1, 2 e 3 gols. Waguininho, Gamalho e João Vitor deram a tranquilidade de um placar bem confortável, com um futebol ainda mais seguro, achando os buracos na defesa do Sampaio que a cada gol abriu ainda mais. O que se viu foi o Coritiba com controle total da partida, inclusive com a oportunidade de ampliar ainda mais o placar.

Seguimos a semana, agora torcendo por tropeços de adversários mais próximos, para que nesta reta final a nossa matemática seja feita sem a angustia de assistir os principais rivais se aproximando.

Fica a torcida para que logo alcancemos os pontos necessários para garantir de vez a volta à primeira divisão. Isso parece ser uma questão de tempo.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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