Rafinha, o torcedor...
Não conheço Rafinha, não sei exatamente os termos do acordo para a volta, mas impossível passar por esta situação sem se emocionar junto com ele. Impossível tratar como mais uma volta, sem levar em conta a emoção que chama atenção, fazendo esta contratação ir além do que por si só já é muito importante.
O Coritiba e sua torcida ganham muito com isso. Ter um jogador com a qualidade de Rafinha e ainda envolvido emocionalmente com o clube, sem dúvida é um plus a mais neste retorno.
Pelo menos não fica nenhuma dúvida quanto ao espírito pedido por Umberto Louzer, quando na semana da partida contra o Londrina, pedia doação extrema de todo o grupo.
Quem sabe, a qualidade do futebol de Rafinha e a paixão anunciada, contagiem o resto do grupo com a doação da alma de cada um, pedida pelo treinador.
A manifestação de Rafinha merece registro, não só pelo inusitado amor revelado, mas também porque neste momento isto também pode ajudar muito o Clube a superar esta fase difícil que atravessa.
Na coluna anterior, disse que a contratação de Rafinha é a mais importante feita até aqui, na administração de Samir. Não só como jogador, mas suas primeiras manifestações revelam um grande comprometimento com o que propõe o departamento de futebol do Coritiba.
Pois agora, depois da apresentação do jogador, arrisco dizer que Rafinha pode ser o grande diferencial do Coritiba nesta Série B de 2019. Não só pela qualidade de seu futebol, mas pelo prazer e a vontade de logo vestir a camisa alviverde.
Aos dirigentes fica o recado: é preciso saber tirar proveito do momento. A partir desta apresentação, Rafinha não é mais e apenas um grande reforço. É também um torcedor Coxa.
O primeiro jogo vestindo novamente a camisa do Coritiba, depois de seis anos, deve ser cercado de um novo projeto de marketing com uma grande promoção com novo chamamento do torcedor.
Se Coritiba x Cuiabá já teria um grande público por conta da venda antecipada de ingressos, agora ganha mais um bom motivo para promover uma festa ainda maior.
Pelo menos o clima anda mudando no Alto da Glória. Além do futebol jogado com mais qualidade do que em anos anteriores, Rafinha é sem dúvida um reforço e tanto.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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