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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Rádio

Rádio
Foi ele que me trouxe as boas e as más notícias do ano que termina. Meu companheiro de mesinha de trabalho, que faz a buia boa e a buia ruim. Sintonizado tanto em ondas médias como em frequência modulada. Sou jornalista por causa dele.

Desde criança ficava madrugadas com aquele vespeiro ligado em ondas curtas, ouvindo Big Boy na Mundial, ou a Tupy do Rio, Nacional, Eldorado, rádios americanas, inglesas, alemãs, australianas, japonesas... mesmo sem entender o que diziam, só porque era rádio e importava mesmo o barulho.

Sem ele seria um mecânico sem carro pra consertar, médico sem paciente, praia sem sol, banho sem água.

Meu radinho que ainda não foi substituído pela internet nem pela televisão... tá aí firme e forte. Me traz futebol, notícias, diversão e muita, mas muita bobagem.

Só não traz mais a música, que ganhou nível de exigência e ganhou som stereo equalizado, via internet. Aliás, já não se faz mais Zé de Melo como antigamente, pra dar qualidade à música que se ouve em rádio. Rogéria Holtz e nada mais. Mas tudo bem, é que prefiro ele na função básica, o da buia.

Fica sério quando é futebol. Quando tem Márcio Miranda na CBN. Quando teve Gladimir na Band News. Quando Nelson Martins desfilava seus conhecimentos gerais, com sua voz inconfundível. O bom e velho Mazza , insubstituível.

Meu radinho de muitas jornadas, principalmente matinais e companheiro de Couto Pereira, nas tardes de domingo, onde quase já foi parar no meio do gramado.

Amigo nas vitórias e também de muitas derrotas, ultimamente. Que me contou que o Coxa caiu. E que este neste ano novo vai me contar de novo tantas coisas boas... e que o Coxa subiu.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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